The Only Exception
Quinta-feira, 16 de Junho de 2011

capítulo 10. ♥

pela primeira vez, estou a postar mais cedo. estranhooo. mas é que neste fim-de-semana não iria mesmo dar para postar, devido aos exames, portanto aqui está:

jeniffer: lembrem-se de uma coisa: o medo só nos vence quando não temos capacidades, e não é esse o vosso caso. pois não ?

todas: não ! - gritamos.

jeniffer: então acabem lá de se arranjar, que daqui a 5mints entram em palco. - saiu do camarim.

estávamos todas nervosas, sem excepção alguma. toda a gente tinha trabalhado durante meses para esta competição, todos nós tínhamos dado tudo o que em nós existe. e para piorar a situação esta não seria apenas uma competição, seria o inicio de uma nova vida. quem mais se destaca-se em frente ao harry, iria conseguir ganhar uma das bolsas para uma das melhores academias de dança, em londres: royal academy of dance.

sempre foi esse o meu objectivo, sempre fui motivada para isso. era a meta que eu me impunha a mim mesma, desde que começara a dançar. só os melhores lá entravam, e eu ? eu tentava ter essas qualificações. mesmo tendo que abandonar tudo, eu não conseguia sequer imaginar o que era não conseguir. a mudança assustava-me, mas mesmo assim eu queria-a para mim.

joyce: vai-me dar tanto gozo esmagar a porca da nancy. - disse apertando os cordões das sapatilhas.

sim, a competição incluía a ela, e ao thomas. isso não me assustava de todo, sabia bem as nossas qualificações e as deles.

brianna: vou-me rir tanto da cara de derrotado do thomazito. - pronunciou enquanto prendia o cabelo.

joyce: bren, não estás feliz por saberes que finalmente irás conseguir calar o gabarolas do thomas ?

eu: estou - olhei para ela - mas estou demasiado nervosa para me entreter com ele.

joyce: babe, a bolsa vai ser tua ! - sorriu-me - és a melhor e isso ninguém mudará, calma.

eu: ai mãe, nem quero pensar nisso ! - suspirei - vou ver o kevin - sorri.

já estava pronta, por isso ainda teria tempo para poder estar com ele. estava mesmo a precisar disso.

brianna: ai o amor - ironizou - vai lá acalmá-lo.

acabando de dizer isso, ambas se riram. apenas revirei os olhos. elas eram demasiado perversas para eu conseguir sequer tentar faze-las ser normais. quando saí do camarim dei de caras com o thomas.

thomas: então, já nem se cumprimenta os amigos ?

eu: o quê que queres ? - olhei para ele.

thomas: fiquei a saber que namoras com aquele otário.

eu: enganaste-te.

thomas: não namoras ?

eu: não. já namorei. agora namoro com o kevin. - esbocei um sorriso irónico.

thomas: não percebi.

eu: o otário és tu, o namorado actual é o kevin - revirei os olhos - quando as ironias são explicadas, perdem a piada.

thomas: que piada - disse seco - admite que tens saudades minhas.

eu: não vou admitir algo que nem sequer sinto.

thomas: esqueceste-te de tudo o que já passamos ? - caminhou até mim.

eu: não, mas lembrei-me do que passei sozinha. e colocando esses dois na balança, consegui perceber que o que pesa mais é o que me fizeste passar e não o que passei contigo.

thomas: pequenina, tenho saudades tuas - sussurrou prensando-me na parede.

estremeci quando me chamou de pequenina, só ele sabia o quanto aquilo me fazia ficar frágil. o meu corpo ainda reagia ao seu toque, mesmo que eu não o quisesse, reagia. mesmo amando o kevin, tinham sido três anos com ele. nada conseguiria apagar isso, por mais coisas que ele me tivesse feito passado, tinha sido o meu primeiro homem, o primeiro que tinha feito de mim mulher, o primeiro a quem eu consegui dizer o meu primeiro amo-te, o primeiro a mostrar-me o que era a vida. e como toda a gente sabe, que o primeiro amor não se esquece nunca. estava indefesa, sem sequer conseguir saber como reagir ou agir. o seu cheiro levou-me até ao passado, até ao nosso primeiro beijo. até à nossa primeira vez. sem que pudesse perceber, beijou-me. foi inevitável, não consegui não retribuir o beijo. agarrou-me pela anca e colou o meu corpo mais ao seu. eu estava a trair o kevin, mesmo ele não merecesse eu não conseguia parar com aquilo.

o seu beijo transportava-me até ao passado, até ao que eu era quando estava com ele. foi numa dessas lembranças que me veio à cabeça a imagem de quando ele estava no carro com a nancy, aos beijos. e sem sequer perceber as minhas ideias foram transportadas até a um sorriso, ao principio não consegui perceber de quem era. até que ao ouvir um amo-te sair daquela mesma boca, percebi que era o kevin. estava a lembrar-me do seu primeiro amo-te e na sensação que isso me fez sentir. foi nessa altura que acordei para a realidade.

aquilo não era o que eu queria, não era a ele que eu queria pertencer. tinha sido bom enquanto durou, mas actualmente não me servia de nada. o thomas fazia parte do meu passado, era o kevin que eu queria. sem sequer ter tempo de pensar, o meu corpo finalmente reagiu e empurrou-o, fazendo o beijo acabar, finalmente.

thomas: eu sabia que ainda me amavas - acariciou o meu rosto.

antes sequer de poder contrapor, ouviu-se uma voz que antes não estava ali. sem sequer acreditar fechei os olhos, era ele.

thomas: até te pedia desculpas por ter estado aos beijos com a tua miúda, mas sinceramente não me apetece - disse com o seu ar mais sarcástico.

eu: cala-te ! - olhei em direcção ao kevin - eu posso explicar.

thomas: como é que tencionas faze-lo ? ensinando-lhe como se beija ? - ironizou.

eu: já disse para te calares. - disse irritada.

thomas: pronto, desculpa - levantou as mãos em sua defesa.

eu: não é o que estás a pensar.

ele: a sério ?

eu: sim, talvez seja ... mas eu posso explicar.

ele: que me traíste ? ainda para mais com esse idiota ? esquece, eu consegui perceber sozinho.

thomas: óh, respeitinho, sim ? o único idiota aqui és tu. idiota e cornudo. - riu-se.

sem sequer poder impedir, o thomas foi acertado por um punho. e sem qualquer espanto, tinha sido pelo do kevin. instintivamente o thomas começou a sangrar do nariz.

ele: devias ter ouvido a tua namorada, quando te mandou calar. - cuspiu as palavras com demasiada raiva.

virou-nos as costas e começou a andar em direcção ao camarim. só depois de algum tempo, é que consegui perceber o sentido da sua frase. sem sequer dar explicações ao thomas saí da sua beira, e fui em direcção ao camarim masculino. nem sequer tive raciocínio para bater na porta, entrei logo. todos ficaram a olhar para mim, todos menos quem eu queria.

consegui vê-lo sentado num sofá. estava debruçado nas pernas, enquanto as mãos seguravam a cabeça, apoiadas nas pernas. sentei-me ao seu lado, e toquei-lhe. ele desviou-se. aquilo afectou-me imenso.

eu: desculpa. - foi a única coisa que consegui dizer.

ele: acabou.

gelei com as suas palavras. não podiam significar o que eu pensava, não podiam mesmo.

ele: entre mim e ti, não há mais nada - olhou finalmente para mim - nem nunca deveria ter havido - levantou-se, acabando por sair. deixando-me sozinha naquele sofá.

quando pensei em desatar a chorar, a jeniffer entrou toda apressada pelo camarim virando todas as atenções para ela.

jeniffer: oupa cambada ! todos para o palco, é a nossa vez.

assim foram todos, deixando-me só eu e ela dentro daquele camarim. não conseguia sequer me levantar, quanto mais dançar.

eu: não consigo.

jeniffer: bren, não vais desistir agora, pois não ?

eu: não consigo. - repeti.

jeniffer: a tua vida sempre foi em torno disto. não desistas logo agora.

eu: e o quê que faço com esta dor ?

jeniffer: é fisica ?

eu: não.

jeniffer: então esconde-a.

eu: não consigo.

jeniffer: não te estou a reconhecer. em menos de 5mints já te ouvi dizer 'não consigo' mais vezes, do que em todos os anos que tive contigo. tu consegues e vais faze-lo. é a tua vida que está em jogo, princesa. - sorriu-me e estendeu-me a mão - depois disto, podes voltar ao mundo real, até lá entrega-te a uma única coisa: dança.

quando se levantou e estendeu-me a mão, agarrei-a. não sabia o que iria acontecer, apenas sabia que ia tentar.

...

jeniffer: já sabem: quem vai estar à frente é o kevin e a brenda. - olhou para todos nós - estão prontos ?

todos: sim ! - gritamos.

jeniffer: então força ! partam uma perna !

quando ouvimos o nome do nosso grupo a ser chamado, apresentássemos em palco. a música começou a tocar, e cada um incorporou a 'personagem'. a história era de uma rapariga que andava sempre atrás de um rapaz, percebera que sentia mais do que amizade. ao contrário dele, que apenas a via como uma irmã. ela não desistia, porque como dizia a música « that you're the only one for me (one for me) ». a música estava a mexer demasiado comigo, acabando por partir todas as minhas defesas, sem sequer reparar comecei a chorar. não parei de dançar, não consegui sequer parar. era como se aquilo me fizesse ficar melhor, estava a precisar de chorar, mas acima de tudo de libertar o que me estava a fazer mal. a meio da nossa coreografia, tinha que haver um beijo. um simples tocar de lábios, nada elaborado. era apenas a tentativa dela, para o alertar e mostrar o que realmente está a sentir. mas quando o faz, ele empurra-a. mostrando também, o que realmente acha daquela situação. não consegui evitar chorar ainda mais quando ele me empurrou, lembrei-me do momento em que lhe toquei e ele se afastou. não estava a conseguir controlar as emoções, e ele mesmo percebendo-o ignorou. estava demasiado magoado para se conseguir importar comigo.

no fim, eu teria que morrer. acabando por assimilar a hipérbole 'morrer de amores'. « nobody gonna love me better » começava a sentir o corpo frágil. « nobody gonna take me higher » eu caio « you know how to appreciate me » ele apercebe-se da situação e corre até mim. acabando por levantar o meu corpo do chão, e apoiando a minha cabeça sobre o seu colo « nobody ever made me feel this way » olho para ele e sorrio « I must stick with you » fecho os olhos, e ele dobra o corpo sobre o meu, acabando assim a coreografia.

dando logo de seguida lugar aos fortes aplausos vindos da plateia e até dos nossos adversários. a minha tristeza tinha sido uma boa aliada. a ironia da vida é bastante lixada.

saímos do palco, sendo assim recebidos pelo sorriso da jeniffer. ela estava orgulhosa de nós, e isso dava para se ver ao longe. tudo aquilo era graças a ela, e ela sabia-o bem.

jeniffer: vocês estiveram fantásticos ! não imaginam o orgulho com que estou.

joyce: pudemos imaginar. - riu-se.

vi o kevin a afastar-se de nós, não consegui evitar. fui atrás dele e chamei-o, fazendo-o assim parar.

eu: podemos falar ?

ele virou-se na minha direcção e ficou e a olhar, numa tentativa muda de me fazer dizer o que queria.

eu: eu ... - fui interrompida por um grito da jeniffer.

jeniffer: anda cá, está aqui o harry e ele quer falar contigo.

eu: já vou - voltei a olhar para o kevin. nessa altura não consegui falar, pois foi a vez dele.

ele: é melhor ires.

eu: mas eu preciso mesmo falar contigo.

ele: não é preciso. ambos sabemos que isto não vai levar a lado algum, vai lá. é o teu futuro que está em jogo.

eu: tu és o meu futuro. - insisti.

ele: não mais, agora faço parte do passado. - virou-me costas e dirigiu-se até aos amigos que o esperavam um bocado mais à frente.

então isso queria dizer que ele tinha desistido. tinha desistido de tudo, sem sequer me ter deixado explicar. não tinha lógica e eu não conseguia perceber. decidi então virar costas e ir ter com a jeniffer, que já me esperava na companhia do harry. mal me aproximei fui abordada por um sorriso enorme da sua parte, que só podia significar uma coisa: eu tinha ganho. aquela bolsa seria minha.

 

continua ...

 

a música deste post, foi a que eles dançaram.

publicado por p;αndяαde. ॐ às 19:49
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59 pintinhos piu:
De Isabella a 16 de Junho de 2011 às 20:16
Gostei*-*
Este capitulo foi mesmo intenso e por isso talvez um dos meus favoritos embora tudo o que se tenha passado!
Beijinhó
De maggie. a 16 de Junho de 2011 às 20:43
adoro os cortes que ela manda...
mas que cena, o que aconteceu foi muito mau mesmo, compreendo-o |:
ela ganhou! boa! 8)
De Alexa a 16 de Junho de 2011 às 20:49
nao pode acabar assim :(

que triste, mas esta lindo :) Parabens a serio :D
De a a 16 de Junho de 2011 às 21:33
ameiii, mesmo *-*
obrigada por teres postado tão rápido (a)
De copodeleite a 16 de Junho de 2011 às 21:34
Gostei muito :) Um misto de sentimentos correram este capítulo. Por um lado, foi bom aquele rompimento. Deu-lhe um feelin' para incorporar no personagem durante a dança. Por outro, eles não mereciam acabar assim.
beijo
De carolina lewis a 16 de Junho de 2011 às 22:10
apesar de tudo, gostei deste capítulo, fecha-se uma porta e abre-se outra. (':
beijinho.
De ANA a 16 de Junho de 2011 às 22:14
tou a gostar muitooo :)
De a a 16 de Junho de 2011 às 22:29
bendito seja quem te deu inspiração xD
De Isabella a 16 de Junho de 2011 às 22:44
Eu não gosto sempre'?;D
De ana marta a 16 de Junho de 2011 às 23:05
AMEIIII *-*

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