The Only Exception
Domingo, 15 de Maio de 2011

capítulo 8. ♥

cheguei a casa e pude ouvir a voz da minha mãe, a repreender - novamente - o dudu. ele pouco podia argumentar, com a senhora carole ou ouvíamos e calávamos ou então ... ouvíamos e calávamos, é, ela não dava hipótese alguma de nos defendermos.

eu: o quê que se passou ?

mãe: a menina já viu o arame que o seu irmão tem preso naquele nariz ? parece um toiro ! - disse escandalizada.

não pude deixar de rir com a comparação, o que fez a minha mãe olhar-me de lado. mas mesmo que isso fosse contra os gostos da minha mãe, eu tinha que admitir que lhe ficava demasiadamente bem.

dudu: deixe-se de dramas ! - levantou-se do sofá - não gosta ? problema seu ! estou farto mãe, farto de nunca puder fazer nada sem ter a sua intromissão. não gosta da forma como falo, da forma como me visto, dos meus amigos e até da minha namorada !

mãe: olhe como me fala eduardo ! eu sou sua mãe !

dudu: e eu sou seu filho ! - respirou fundo - não vou tirar o piercing e muito menos acabar com a minha namorada.

eu: o problema é a tal namorada ?

dudu: é. - olhou para mim - a mãe quer, porque quer que eu acabe com ela. isto é só mais um motivo para ela mandar vir comigo.

mãe: mandar vir, eduardo ?! mas o menino acha que isto se trata de uma refeição, que se manda vir ? eu só quero o seu bem e à beira dessa rapariga jamais será feliz.

dudu: adivinhe ? não é nada consigo ! - olhou para ela - se eu sofro, o problema é meu ! caramba, e deixar-me viver não ?

mãe: eu só quero o seu bem !

dudu: o meu bem é ao lado dela.

mãe: que futuro terá o menino ao lado de alguém como essa sua namorada ?

dudu: espero que um melhor que o da mãe com o pai.

mãe: eduardo ! - repreendeu.

dudu: eduardo nada ! sempre nos ensinou a lutar pelo que queremos e no momento eu quero a ela. não vou evitar isso só porque o carro dos pais dela não é um BMW ou simplesmente porque a sua roupa não é da miss sixty.

mãe: e que segurança o menino poderá ter ao lado dela ? explique-me o quê que o menino vai fazer, quando quiser ir a um sitio mais caro e ela simplesmente não o poder acompanhar, por ou não ter dinheiro suficiente para sequer puder entrar ou por não ter roupa que possa ser digna de tal sitio ? explique-me eduardo.

dudu: nesse momento, vou ter em conta o simples de facto de nunca a levar para algum sitio que a faz sentir-se inferior, não por o ser, mas por ter lá pessoas como a mãe, que a vão olhar de cima a baixo com desdém. nessa altura simplesmente vou optar por algo que a faça feliz, que a faça sentir-se ela mesma. toda a minha vida me puseram a lidar com estereótipos estúpidos, sempre me disseram que aquilo era o melhor para mim, mas eu cresci e percebi que protótipos são bons apenas para uma noite, uma semana no máximo, mas que depois não servem para mais nada e porquê ? porque simplesmente não pensam por si só. não gosta dela ? tudo muito bem, não a vou obrigar a gostar, simplesmente vou exigir respeito.

mãe: como é que o menino quer que eu o respeite, se não me respeita a mim ?

dudu: não a respeito ?! ahah, deixe-me rir ! já chega. a conversa acaba por aqui ! - saiu da sala.

mãe: eduardo ! eduardo, volte aqui imediatamente ! - gritou.

eu: calma mãe - caminhei até ela - deixe-o acalmar-se.

mãe: acha que eu sou má mãe ?

eu: não - sorri - apenas exigente demais.

mãe: isso é só porque eu quero o vosso bem.

eu: eu sei mãe, mas às vezes mete-se demais, entende ? deixe-o namorar, nada garante que dure muito. ele tem apenas 16 anos, está na altura disso mesmo. não lhe tente por tantos limites.

mãe: mas a menina já viu o que o seu irmão tem pendurado no nariz ?

eu: uma simples argola mãe - suspirei - o dudu é bom rapaz, a mãe sabe disso. quanto a isso não tem que se preocupar.

mãe: eu sei disso. nesse aspecto tive sorte - sorriu - bem, eu vou ter que voltar para o tribunal, que tenho ainda uma audiência. comporte-se. - deu-me um beijo no rosto e foi pegar a mala que se encontrava em cima do sofá.

quando saiu de casa, aproveitei e fui até ao quarto do meu irmão. bati à porta, pude ouvi-lo a dizer para entrar. quando entrei vi-o deitado de barriga para cima, na cama.

dudu: diz.

eu: óh louco, o quê que te deu para fazeres um piercing e logo no nariz ? - caminhei até ele e sentei-me no espécie de cadeirão branco que se encontrava de frente para a cama.

dudu: aliança.

eu: quê ?! - ri-me.

dudu: eu não gosto nem de anéis, muito menos de colares ou pulseiras e então foi essa a solução a que chegámos.

eu: estás a brincar, certo ? - perguntei chocada - tu fizeste um piercing, como símbolo do teu namoro, é isso ?

dudu: eu não, nós - riu-se - exactamente.

eu: és louco - ri-me - gostas mesmo dela, não é ?

dudu: sim - mordeu o lábio - eu sou totalmente viciado naquela miúda.

eu: então aproveita, não deixes que a mãe estrague isso. mas tenta ter mais calma com ela, sabes que ela só quer o nosso bem.

dudu: eu sei. eu tentarei - sorriu e levantou-se - agora com a sua licença, eu vou-me ausentar.

eu: onde é que vais ? - ri-me.

dudu: ter com a minha namorada. - disse com um brilho especial no olhar.

saiu do quarto, deixando-me lá sozinha -.- corri para o meu quarto, assim que ouvi o meu telemóvel a tocar. era ele.

eu: diz.

ele: sabes o quê que eu mais admiro em ti ? a tua simpatia, a sério.

eu: desculpa - ri-me - mas diz lá, o que te levou a ligares-me.

ele: saudades tuas.

mesmo sem o ver, pude perceber que sorria. e como toda a santa vez que ele me dizia algo, eu já estava com o coração a mil e corada.

eu: anda cá a casa - mordi o lábio.

ele: tens a certeza ?

eu: tenho - ri-me - rápido.

ele: até já então.

eu: até já. - desliguei.

fui tomar banho, estava toda suada devido as coreografias. vesti uma roupa simples, não iria mesmo sair de casa e não, portanto. prendi o cabelo num puxo. caminhei até à cozinha e decidi que ia comer. peguei numa tigela e coloquei lá iogurte e chocapic - não, eu não gosto de cereais com leite. a petra não estava em casa, se não estava em erro, tinha ido ao médico com a joyce. sim, ela é super mãe galinha. quando coloquei a tigela na maquina de lavar, pude ouvir a campainha a tocar. fui a correr e quando a abri pude ter a confirmação de que era ele. abordou-me com um sorriso e logo depois agarrou-me pela anca e beijou-me. beijá-lo sempre foi algo diferente, algo que me fazia sentir mil e uma sensações, e não só minhas. a sua língua sempre me arrepiava, devido ao objecto gelado que lá se encontrava. era difícil - digo até: impossível - resistir-lhe. e eu não era a única pessoa a notar isso, visto que ele tinha um grande impacto com o sexo feminino. quando separamos o beijo, ele mais uma vez brindou-me com um dos seus lindos sorrisos. abraçou-me - e conseguiu levantar-me do chão - depositou-me um beijo na bochecha e sussurrou-me um já tinha saudades tuas. arrepiei-me toda, o que o fez esboçar um sorriso triunfante. separamos o abraço e ambos descemos os três degraus que se encontravam em frente à porta.

ele: estás sozinha ? - sentou-se no sofá.

eu: nup, estou contigo - ri-me.

ele: que piada - riu-se - anda cá. - puxou-me e eu caí no seu colo.

eu: sim, estámos sozinhos.

ele: então estámos três.

eu: oi ?

não tinha percebido. será que ele era assim tão mau a matemática ? isso explicaria a falta de jeito para contar. ele percebeu a minha duvida e soltou um riso bem sonoro. sempre admirara isso nele, o seu sorriso confiante e ao mesmo tempo conquistador. o seu riso melodioso, e ao mesmo tempo seguro. acariciou-me o rosto e com o indicador 'bateu-me' no nariz.

ele: eu, tu e o nosso sentimento. - sorriu.

não consegui responder, mas acho que o meu rosto o fez sozinho, visto ter ficado da cor de um tomate. abracei-o e mordi-lhe a orelha, o que o fez apertar-me a cintura. putts, era dificil resistir ao seu toque. encostou a sua boca ao meu pescoço e só depois é que percebi que ele se encontrava a fazer-me um chupão. não consegui empurrá-lo, estava-me a saber demasiado bem. passado algum tempo afastou cuidadosamente a sua boca do meu pescoço, olhando-me olhos nos olhos sussurrou:

ele: és minha.

acenti com a cabeça e voei para a sua boca. fui logo bem recebida. as suas mãos seguravam-me a anca, numa espécie de protecção. uma das minhas mãos encontrava-se no seu cabelo e a outra no seu rosto. tinha uma pele suave, e o seu odor era algo inconfudivel. era um cheiro que nunca antes tinha sentido, um cheiro que sempre que o sentia me fazia estremecer, um cheiro que tinha demasiado poder sobre o meu corpo, assim como ele e o seu toque.

 

continua ...

publicado por p;αndяαde. ॐ às 12:52
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30 pintinhos piu:
De Rita a 15 de Maio de 2011 às 13:05
que lindos pah
e o dudu também esta super feliz :)
adorei
beijinho
De Miriam ∞ a 15 de Maio de 2011 às 15:03
o dudu ama mesmo a rapariga (:
ainh que fofinhos , o Kevin e a Brendah *_ _*
De Isabella a 15 de Maio de 2011 às 15:28
Como sempre amei*.*
De Miriam ∞ a 15 de Maio de 2011 às 15:42
ai ai , só eu é que não tenho ninguém enfim xD
De Zahra a 15 de Maio de 2011 às 17:05

Adorei, o eduardo é um amor :)
De copodeleite a 15 de Maio de 2011 às 22:42
adorei :)
De carolina lewis a 15 de Maio de 2011 às 23:18
oh, gostei tanto, adorei a atitude do dudu +.+
beijinho
De Miriam ∞ a 16 de Maio de 2011 às 18:41
não temos ninguém xp
De Teresa a 16 de Maio de 2011 às 20:26
;c
De Aria a 17 de Maio de 2011 às 16:05

estive a ler desde o inicio, adorei

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