The Only Exception
Terça-feira, 26 de Abril de 2011

capítulo 6. ♥

mais uma vez, atrasada o: mas o que interessa é que há cap. novo. xb

é da minha cabra linda - yellewanne - porque eu gosto de fingir que a amo. ♥

bateram à porta e eu abri, era ele. trazia um pijama para eu vestir, com o seu jeito genuíno sorriu-me. esticou-me o pijama e eu agarrei-o.

ele: qualquer coisa que precises, sabes onde é o meu quarto.

assenti e fechei a porta. despi-me e vesti o pijama, antes trazido por ele. sentei-me na cama e observei a chuva a cair. "ainda bem que não fui a pé para casa" pensei para mim mesma. deitei-me por debaixo dos lençóis, por mais voltas que desse não conseguia por nada adormecer, acho que era por o meu corpo estar a estranhar aquele quarto, aquele espaço tão distinto ao meu. todo ele era todo blair, e nada brenda. não sabia se deveria esforçar mais as vistas de tanto fecha-las, ir ter com o kevin ou ir para a sala. optei por a terceira opção, não o iria incomodar com parvoíces. levantei-me e desci as escadas, fui ao encontro da porta, que estava mesmo adjacente ao guarda vestidos, e frente-a-frente com a janela. não se ouvia nada, o que pude calcular que ele já estivesse a dormir. percorri o corredor, até chegar às escadas e desce-las. fui ao encontro da sala e decidi sentar-me no sofá a ver televisão. nada mais que propagandas a passar na televisão, boa ! mudei para a mtv e estava a dar uma música que eu tanto adorava. fui ao encontro da porta e fechei-a, não queria acordar o kevin, isto é, se ele estivesse mesmo a dormir. instintivamente comecei a dançar. nada mais existia naquela sala, se não eu e a música. o meu corpo movimentava-se a cada nota musical, o meu cabelo juntamente com o meu corpo movia-se. a música era a única coisa que eu não impedia que se envolvesse comigo, era a única que me deixava livre, que me fazia ser o que na verdade era; sem rótulos, medos, criticas. quando a música acabou, pude ouvir uma voz tão bem conhecida pelos meus ouvidos e principalmente por o meu corpo, visto ser sempre ele a levar com as consequências de um sussurro ou até mesmo de um berro, pois a sua voz fazia sempre o mesmo com o meu corpo: pernas bambas, coração acelerado, barriga às voltas e rosto corado.

eu: desculpa, acordei-te ?

ele: não, eu nem sequer estava a dormir - riu-se - acho que tirar-te a meio da festa foi uma má escolha, porque pelos vistos a vontade de dançar ainda continua.

eu: para mim essa vontade está sempre presente. - sorri.

sentei-me no sofá, para tentar controlar a minha respiração, e não estava acelerada devido à dança. ele saiu debaixo do alçado da porta e caminhou na minha direcção, acabando por partilhar o mesmo sofá que eu.

ele: eu sei o que isso é, também existe várias vontades em mim que estão sempre presentes - sorriu - nestes últimos tempos, acho que só uma é que predomina.

o seu rosto foi alterado, o sorriso desapareceu dando lugar a uma expressão um pouco mais pesada e decerto modo culpada. ele parecia sentir-se culpado por ter essa tal vontade.

eu: que vontade ? - arrisquei.

ele: beijar-te. - foi curto e objectivo.

arregalei os olhos, o que o fez rir-se, ou era por isso ou era por a minha face estar da cor da camisola que ele trazia vestida: vermelha. não consegui dizer nada, todo o meu corpo bloqueou em especial a minha garganta. abri várias vezes a boca, mas não conseguia emitir qualquer tipo de som. ele percebeu o quanto aquilo me tinha surpreendido e decerto modo afectado, acabando por ficar um pouco constrangido.

ele: bem, vou dormir - levantou-se - boa noite. - depositou um beijo na minha cabeça e saiu.

quando percebi que ele já estaria longe o suficiente, consegui reagir. deitando-me para trás, acabando por soltar um guincho. sentia-me uma verdadeira criança, sentia-me realmente bem. podia estar toda a tremer, mas sentia-me bem. até que a frase da blair me veio à cabeça « o colin é o seu melhor amigo, a fay é a namorada dele e a grace a sua melhor amiga. » como é que ele podia dizer que me queria beijar se namorava ?! como é que ele tinha coragem de me dar falsas esperanças ? "será que ele não era o que eu pensava ?" foi a pergunta que me assombrou durante meia hora, até que instintivamente ergui o meu corpo, desliguei a televisão e desapareci daquela divisão da casa. subi as escadas e entrei no quarto dele sem sequer bater, ele ergueu o seu corpo da cama e olhou para mim assustado. pude perceber que ainda não dormia ou fazia questões disso, pois estava por cima dos cobertores.

ele: o quê que se passou ?

eu: tu gostas de brincar com os outros ?

ele: o quê ?

eu: eu deveria ter percebido que era impossível existir um rapaz assim, como tu fizeste crer, ser; sempre querido para as pessoas, pronto para amar, respeitador, trabalhador, humilde e sincero.

ele: o quê que estás para aí a dizer ?

eu: não te faças de desentendido, que eu gosto pouco disso !

nunca pensara ter tanta coragem para ser tão directa, pelos vistos aquela expressão que diz « uma mulher enganada, é pior que leões em época de caça » era totalmente verdadeira.

ele: isso tudo porque disse que te queria beijar ?

eu: e achas pouco ?!

ele: não sabia que isso te iria afectar tanto. estás no teu direito de não quereres que eu o faça, mas não tem lógica alguma o que me estás a acusar.

eu: tem lógica sim - respirei fundo - TU NAMORAS ! - gritei - querias que reagisse como ?

ele: eu faço o quê ? - olhou surpreendido - tu estás bem ?

eu: escusas de fingir que não sabes do que estou a falar.

ele levantou-se da cama num impulso e veio logo de seguida até mim, tentei afastar-me, mas sem hipótese. ai como eu odiava ter um corpo opaco.

ele: eu não namoro - aproximou perigosamente o seu rosto do meu - donde é que tiras-te essa ideia ? - agora já não falava, sussurrava.

e esse gesto - infelizmente - tinha bastante efeito com a minha pele; estava toda arrepiada.

eu: a tua irmã - fechei os olhos ao sentir a sua respiração a bater contra a minha cara - sai ! - deu-me um momento de lucidez e empurrei-o.

já alguma vez referi que a minha força não era assim tão grande, ao ponto de que bastou um puxão dele para cairmos na cama, um cima do outro ? não ?! então refiro agora ! ele inverteu as posições, deixando o seu corpo em cima do meu. virei a cara, mas ele logo tratou de a vir para ele, fazendo-me mergulhar nos seus olhos. a intensidade com que ele me olhava, dava a entender que me podia ver por dentro, realmente como eu era. tinha um olhar profundo e carismático. fez-me uma festa no rosto, que me fez fechar os olhos. estava a baixar as defesas, estava bem ciente disso. mas por mais que eu quisesse resistir, não dava. o cheiro que ele emanava deixava-me fraca, deixava-me indefesa. o seu hálito batia contra o meu rosto, por momentos apeteceu-me agarrá-lo e beijá-lo, mas tentei abstrair-me desse tipo de pensamentos, pois eu sabia que por mais coisas que acontecessem, eu não iria tomar conta da situação, não seria eu a dar o primeiro passo.

ele: és linda, sabias ? - sorriu-me.

eu: kevin ... - aquilo parecia mais um suplica, do que outra coisa.

ele nada disse, apenas roçou a ponta do seu nariz nos meus lábios, deixando-me agora sem qualquer defesa existente. os pêlos da minha nuca erecçaram, assim como os dos braços. mordeu-me o lábio inferior e puxou-o devagar, o que me obrigou a agarrar-lhe os cabelos, numa espécie de pedido. lambeu o próprio lábio superior, dando vistas ao seu piercing. foi abaixando cada vez mais o rosto até estar quase colado ao meu, exibiu os seus dentes visivelmente alinhados e bem tratados, sem dar tempo de qualquer reacção, a sua boca atacou a minha. era um beijo desesperado, pelo simples facto de que há muito era desejado. a sua língua explorava a minha, fazendo-me assim sentir e descobrir sensações novas. apertei-o mais contra o meu corpo, o que o fez sorrir. com uma mão na minha cara e outra na minha cintura, ele desenvolveu ainda mais o beijo.

apertou-me a anca, o que me fez soltar um pequeno gemido. separamos o beijo, continuei de olhos fechados, pude sentir algo frio a contornar os meus lábios, era o seu piercing que o fazia. ficámos assim por algum tempo: com ele por cima de mim a acariciar-me o rosto. consegui ouvir um relampago, o que me fez dar um pequeno salto, mas foi o suficiente para o fazer ter um ataque de riso.

eu: eý - bati-lhe no braço - não me gozes. - fiz beicinho.

ele: desculpa princesa, mas é que é realmente cómico, alguém com a tua idade ainda se assustar com relampagos - riu-se - até dizia do teu 'tamanho', mas não tens muito. - ainda se riu mais.

eu: eý ! posso ser considerada alguém alto, já tenho 1.60cm !

ele ainda se riu mais. eu não tinha culpa de ser baixinha, óh. até me orgulhava bastante da minha altura. mas em comparação com ele, eu era um dos 7 anões e ele a branca de neve, visto ele ter 1.80cm.

ele: pronto, senhora grande - riu-se.

eu: jójó ?

ele: diz. - deu-me um sorriso super terno.

eu: os teus pais não se importam que a tua irmã durma fora ? - ele saiu de cima de mim, pondo-se de lado e obrigando o meu corpo a virar-se na sua direcção, para me poder abraçar.

ele: o meu pai não sabe, mas a minha mãe sim. ela confia bastante na blair, aliás, não se esperaria outra coisa.

eu: ela parece-me alguém maduro.

ele: e é - sorriu orgulhoso - a minha irmã é super madura para a idade que tem, não é por acaso que conseguiu, quem conseguiu.

eu: ahm ? - perguntei confusa.

ele: só alguém como a minha irmã, conseguiria arranjar um rapaz como arranjou. - riu-se.

eu: conheces-o ?

ele: pessoalmente não, mas a minha irmã desabafa comigo.

eu: e tu com ela ... - falei para dentro.

ele: o quê que disseste ?

eu: nada - ri-me - ainda bem que tens uma relação tão boa com ela.

ele: não era para menos. ela e a minha mãe, são as únicas mulheres da minha vida. - disse orgulhoso.

eu: óh, que fofo - dei-lhe um selinho.

ele: és fascinante - olhou-me ao pormenor e colocou uma mexa de cabelo atrás da minha orelha - acho que nunca conheci ninguém como tu.

eu: complicada, confusa, ciumenta ?

ele: não. alguém que no fundo tem medo de se aproximar, de quem quer que seja, que foge quando percebe que algo está acontecer. mas que quando se entrega, entrega-se por completo.

corei e ele riu-se, aconchegou-me mais no seu abraço, fazendo com que eu ficasse com a cabeça encostada no seu peito. depositou um beijo na minha cabeça e desejou-me boa noite, fazendo assim, com que a minha visão ficasse turva, acabando por se fechar, fazendo com que eu entrasse finalmente numa outra realidade.

 

continua ...

ps: esta era a música que começou a dar na mtv, e ela dançou.

publicado por p;αndяαde. ॐ às 02:00
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21 pintinhos piu:
De Alexandra (: ♥ a 27 de Abril de 2011 às 09:37
ainda bem (: 
gosto mesmo deste blog c:
De maraft ♥ a 27 de Abril de 2011 às 12:08
adorei , quero mais *-*
De copodeleite a 27 de Abril de 2011 às 13:28
Gostei muito :) eles estao juntos !!!
De Rita a 27 de Abril de 2011 às 14:35
Ai que giro +.+
Eles beijaram ah ah, finalmente xD
E ele afinal de contas não tem namorada :p
beijinho
De carolina lewis a 27 de Abril de 2011 às 14:48
oh +.+ gostei muito, mesmo muito :)
beijinho.
De ANA a 27 de Abril de 2011 às 15:41
OMG ESTE CAPITULO FOI PERFEITOOOOOOOOOOOOOO!
so nao gostei da parte em que ele tinha um piercing xD nao gosto de rapazes com piercings e na fotosinha ele nao tinha piercing! vou imagina-lo sem piercing ahahah
opa mas ADOREI COMPLETAMENET ESTE CAPITULO! acho que valeu a pena esperar tanto por este capitulo *.*
publica maissssss
De Isabella a 27 de Abril de 2011 às 20:35
Ai amei*.*
Que fofinhos:)
De copodeleite a 27 de Abril de 2011 às 22:00
então não? :o
De Miriam ∞ a 28 de Abril de 2011 às 14:49
ainh que lindos , teletubbie *__*
De Isabela a 28 de Abril de 2011 às 18:31
Belas palavras :)
Desliga-te dessa rapariga idiota e vive a tua vida.
Beijinhos.

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