The Only Exception
Domingo, 3 de Abril de 2011

capítulo 4. ♥

a minha bf é winda e eu amo-a mesmo muito. $:

desculpem a demora, mas é que não consegui mesmo postar mais cedo. :x

dudu: onde é que vais ?

eu: vou a casa do kevin.

dudu: fazer ? - perguntou desconfiado.

eu: entregar o blazer, eu hoje esqueci-me de lho levar. e eu não sei se ele vai precisar dele.

dudu: e vai precisar para quê ?

eu: óh burro, faz parte da farda dele, ýaa ? pode precisar.

dudu: e tu sabes onde é que ele mora ? - ergueu a sobrancelha direita.

eu: não - mordi o lábio - mas ele deve ter na ficha de inscrição do ginásio.

dudu: e tu tencionas aceder a isso, como ?

eu: falo com a jeniffer, ela certamente vai-me ajudar - ri-me - vá, vou indo.

dudu: já é tarde, brenda. não achas melhor ires amanhã ?

eu: não. porque eu não sei se ele vai ou não precisar disto para hoje.

dudu: pelo menos deixa-me ir contigo.

eu: não te ponhas com filmes, dudu. não vais nada comigo - ri-me - eý, é ir e vir. não vou demorar.

dudu: pronto, está bem.

eu: tchau pai. - abri a porta.

dudu: tchau. - respondeu.

ao fechar a porta olhei-o e sorri-lhe. ele retribuiu-me instantaneamente o sorriso. fui a pé até ao ginásio, não ficava muito longe de minha casa, mas seria o suficiente para me molhar se o tempo continuasse daquela forma. estava bastante frio, nunca gostei do inverno. era a pior estação do ano, na minha opinião. aquela estação resumia-se ao frio e à chuva, algo que não me agradava nem um pouco, ainda para mais porque nessas alturas havias poucos espectáculos para se poder fazer. o tempo aqui era bastante variável, tão depressa chovia, como fazia sol. nunca nos podíamos fiar nas previsões do tempo, porque eram sempre falíveis. cheguei até ao ginásio, gelada, como era de esperar. a jeniffer não me deixou ficar mal e arranjou-me a morada dele, de bom grado. para além de professora de dança e coreografa, era uma excelente amiga, e eu adorava-a ! ela era do tipo de pessoas que se prontificava sempre a ajudar os outros, o que lhe dava mais carisma do que ela já tinha.

a casa dele era um pouco longe dali, e para meu azar começou a chover torrencialmente. boa, a vida corria-me tão bem, que eu me senti um autêntico doente acompanhada pelo seu pote de ouro, que acabará de achar no fim do arco-íris ! consegui encontrar a sua casa, toda molhada, mas consegui. ýeei, viva a mim ! a mim e às minhas roupas todas ensopadas. a casa era adorável, pelo menos por fora. abri o portão, e bati na porta, abriram logo de seguida. a senhora que me abriu a porta tinha um ar bastante hospitalar, percebi que deveria ser a mãe dele. tinha um ar materno, tinha por volta 1.70cm e deveria rondar os 40's, tinha o cabelo preso numa trança e vestia um fato de treino cómodo, mas não deixava de ter o seu encanto. quando me viu um sorriso bastante terno, tomou pose do seu rosto moreno.

ela: posso ajudar ?

eu: o kevin está ?

ela: sim, está. - abriu mais a porta -  entre, se não ainda se vai constipar.

eu: não é preciso - sorri - é só para lhe entregar uma coisa.

ela: ora essa ! quer entre ou não, vai pagar o mesmo. e não vou deixar que fique aí à chuva, ainda apanha uma pneumonia. - puxou-me para dentro de sua casa - BLAIR ! - gritou.

blair: diz, mãe. - disse a rapariga chegando até nós.

ela: vai buscar uma toalha para a ... - olhou para mim - como é que te chamas mesmo, querida ?

eu: brenda. - sorri.

ela: para a brenda. e depois vai chamar o teu irmão.

blair: ela vai ficar assim, molhada ? - olhou-me de cima a baixo - vou-te arranjar uma roupa seca - sorriu-me.

eu: não é preciso, a sério - fiquei um pouco acanhada com tanta hospitalidade - é só entregar isto ao kevin e vou-me já embora.

blair: claro que é, estás toda molhada ! e ainda para mais, sendo tu quem és. - riu-se e saiu da nossa beira, indo em direcção a umas escadas que se encontravam um pouco mais à nossa frente.

não entendi o que ela queria dizer com o 'sendo tu quem és'. a senhora que à tempos me tinha aberto a porta, que logo tive a confirmação de que era mesmo a mãe dele, sorriu-me e disse que ia preparar algo quente para eu beber. nem valia a pena contrapor, percebi que não adiantaria de nada, pois ela sempre levaria a sua avante, o problema de todas as mães.

blair: aqui tens a roupa e a toalha. - entregou-me para a mão - já percebi que a roupa não faz muito o teu estilo, mas é que faz o meu. - riu-se.

eu: não tem mal - sorri - obrigado, a sério.

blair: não tens nada que agradecer - sorriu - podes pousar o saco.

eu: já me tinha esquecido - ri-me e pousei o saco no chão - onde é que eu me visto ?

blair: sobes as escadas, na última porta do corredor, encontrarás lá a casa de banho.

eu: está bem. - sorri e fiz o percurso que ela me tinha indicado.

andei pouco, até porque aquela casa não era propriamente muito grande, mas era o suficiente para ser acolhedora e ter um ar muito agradável. já percebia como é que o kevin conseguia ser tão puro e atencioso, era uma coisa de família. sequei-me e vesti-me, ajeitei o cabelo minimamente e prendi-o num puxo, para não me molhar a roupa, visto estar molhado. pouco tempo depois bateram à porta.

ele: vais demorar muito ? - falou ligeiramente alto.

percebi que era ele, por a sua voz. nunca o vira a falar alto e por incrível que possa parecer isso deu-lhe um toque sensual, o que era estranho, visto não o estar a ver. abri a porta e ele esbugalhou os olhos assim que me viu, percebi que tinha ficado surpreso. estava com umas calças de pijama e estava de tronco nu, o que deu para reparar que tinha um corpo bem estruturado. conseguia perceber isso com as suas camisolas de manga caviada, mas vê-lo em tronco nu, era o mesmo que ver uma série em HD, vê-se melhor o pormenores. nesse momento veio-me o pensamento mais estúpido à cabeça: o kevin era perfeito ! não só como amigo, mas como homem.

ele: o quê que estás aqui a fazer ?

eu: vim-te entregar o blazer, mas acabei por ser envolvida numa luta entre a terra, o ar e a água e a tua irmã e mãe, acharam melhor eu mudar de roupa, e como não sou muito adepta do striptease ou do nudismo, achei melhor vir-me vestir para a casa de banho. - ri-me.

ele: luta entre a água, ar e terra ? - ergueu a sobrancelha.

eu: sim. chuva, tempestade. bruuum ! inverno. - levantei as mãos e modifiquei o meu rosto, como se fosse uma maneira de dizer: não é lógico ?!

ele desatou-se a rir, não tinha percebido o porquê, portanto achei por bem afastar-me ligeiramente, para o caso de ele estar a ter algum ataque. ele ao ver a minha reacção riu-se ainda mais, o seu riso era melodioso para os meus ouvidos, parecia o típico efeito das músicas que se encontram nos brinquedos dos bebés. tudo nele tinha um certo encanto, era como se nunca tivesse visto tais gestos ou expressões, como se fosse a primeira vez que estava em contacto com um rapaz, só pelo simples facto, de tudo nele ser único. pareceu conseguir-se controlar e parou de rir, olhou para mim e sorriu.

ele: a roupa da minha irmã fica-te bem.

fiquei envergonhada, como era de esperar. algo que eu odiava em mim, era o facto de as minhas bochechas ganharem uma cor diferente à mínima coisa.

eu: está bem, está - ri-me - eu vou indo, não te quero roubar mais tempo.

ele: está bem. eu só vou tomar banho e já te encontro na sala.

eu: está bem. - saí.

ao sair tive que rodar o meu corpo, para conseguir passar pela porta, visto que ele lá se encontrava. ele olhou-me nos olhos e eu não consegui deixar de retribuir o seu olhar, se não fossemos amigos eu apostaria que aquilo tinha sido uma troca de olhares entre duas pessoas que começavam a gostar uma da outra. o clima ficou pesado, o tempo pareceu parar. quando pensava que tinha conseguido passar por aquilo, a sua mão puxou o meu braço, o que originou um arrepio em mim, estremeci por completo, sem explicação alguma. olhei para e ele com uma voz rouca disse-me:

ele: esqueceste-te da roupa - apontou para a minha roupa que estava no chão.

eu: pois foi - soltei-me rápido da sua mão e entrei na casa de banho tão depressa quanto podia, e saí do mesmo modo.

olhei para trás e vi-o a olhar-me, sorriu-me e sussurrou 'até já', eu retribui o sorriso e decidi descer as escadas. quando cheguei lá em baixo suspirei, não percebi porquê que o tinha feito, só sabia que precisava mesmo. a mãe dele estava sentada no sofá, quando me estava a aproximar, olhou para trás e viu-me. levantou-se logo e veio ao meu encontro.

ela: senta-te, que eu vou já buscar o teu chocolate quente - pegou nas roupas - vou por a lavar, depois o kevin dá-te querida - sorriu-me.

blair: óh mãe, ela se calhar não deve puder beber chocolate quente.

ela: porquê ? - olhou para mim - estás doente querida ?

blair: ela dança, lembras-te ?!

ela: óh, que disparate ! estás muito bem assim, querida. - sorriu - bem, eu já venho com o teu chocolate quente - saiu daquela sala.

era estranho como a blair sabia como era o meu estilo, que eu dançava e ainda era mais estranho a forma como me olhava, parecia que sabia mais de mim, do que eu dela.

blair: o quê que queres ver ? - olhou para mim.

eu: o que quiseres. - disse sentando-me à sua beira.

blair: não está a dar nada de jeito na televisão, portanto deixo-te escolher. - riu-se.

eu: eu até dava ideias se tivesse algum conhecimento sobre o que dá na televisão, mas eu não tenho. os treinos e as aulas ocupam-me o dia todo, não me dando muita hipótese de ver televisão.

blair: credo ! - disse escandalizada - como é que tu consegues não ver televisão ?! eu já me vejo aflita por não ter televisão no quarto, tenho que recorrer ou ao PC ou à TV da sala e tu dizes-me que não vês televisão ?! incrível. - olhou-me assustada.

não me consegui controlar e desatei-me a rir, ela era realmente cómica e as expressões que fazia enquanto falava eram de outro mundo. ela ao ver-me rir, acabou também por se rir. a mãe dela chegou entretanto com uma bandeja, que trazia três chávenas de chocolate quente.

ela: blair, avisas-te o teu irmão que a brenda cá estava ? - pousou a bandeja em cima da mesa que se encontrava no espaço, entre o sofá e a televisão.

blair: puts ! esqueci-me ! eu vou lá. - levantou-se.

eu: não é preciso - ambas olharam para mim - eu e ele já nos encontramos quando eu fui trocar de roupa, e ele disse que depois de tomar banho vinha aqui ter.

ela: és sempre a mesma coisa blair ... imagina que eles não se encontravam ? - deu-me uma chávena para a mão, e outra para a mão da blair.

sentaram-se as duas à minha beira.

blair: esqueci-me - bebericou um pouco do seu chocolate quente - mas ele já sabe, portanto, tasse bem.

ela: tasse, tasse. - riu-se.

era estranho ver uma mãe não reclamar com a forma da filha falar, sempre fora habituada a que o fizessem, todos os sítios que eu ia e pessoas que conhecia, eram assim que se comportavam: emendando os 'erros' gramaticais dos filhos.

...

o chocolate já tinha sido todo bebido, e consegui ter a certeza que tanto a mãe, como a filha eram espectaculares. era estranho olhar para elas e ver a relação que têm e depois olhar para a relação que eu tenho com a minha mãe, é como comparar o fogo com a água: coisas totalmente distintas.

ele: hello. - disse chegando por trás do sofá.

ela: credo filho ! pensei que tivesses ido a casa da tua tia tomar banho.

ele: até cheguei a ir, mas ela disse que o chuveiro estava ser utilizado pelo tio, então eu decidi vir-me embora. - riu-se.

blair: estás todo arranjado, maninho. - pareceu ficar surpresa.

e estava mesmo. estava com o cabelo mais arranjado, não tão ao natural como ele costumava usar, vestia umas calças brancas que lhe ficavam um pouco largas, dando o efeito de descaídas, vestia uma camisola preta com alguns desenhos em cores florescentes, um casaco de carapuço cinzento e umas sapatilhas da mesma cor, por cima das calças. o seu cheiro deixou de ser natural e passou a ser um cheiro de frasco: perfume.

ele: tenho planos - sorriu.

ela: é desta que vou arranajr uma nora - disse toda feliz - ah, kevin a brenda trouxe o teu blazer.

ele: não era preciso - olhou para mim - podias-me entregar amanhã.

eu: pois, mas eu não sabia se irias precisar dele ou não, então decidi traze-lo. - dei uma de ombros.

ela: estou muito chateada contigo kevin !

ele: porquê ? - alterou logo a direcção do seu olhar.

ela: não deste o devido valor à beleza da rapariga. não me disseste que era tão bonita - sorriu - e eu a pensar que estavas a exagerar. afinal, nem um terço da sua beleza conseguis-te representar nas tuas palavras.

senti-me corar, e reparei que ele também tinha ficado um pouco envergonhado com aquilo, e não fui a única. a blair também se apercebeu e começou a rir-se.

ele: óh mãe ! - repreendeu-a - bem, vamos ? - olhou para mim.

ela: óh, não ficas para jantar querida ? - perguntou com alguma decepção.

eu: não, tenho que ir para casa. o meu irmão já deve estar preocupado.

ela: pronto, está bem - levantou-se e eu fiz o mesmo - fica para uma próxima. oportunidades não irão faltar.

eu: exacto - sorri e segui-a até à porta, assim como a blair e o kevin.

ela: então, até uma próxima querida. - deu-me dois beijos na cara.

eu: até uma próxima. - sorri de dei-lhe dois beijos, e de seguida à blair.

ele: não esperes por mim que eu não sei a que horas vou voltar. - abriu a porta.

ela: juízo kevin, juízo.

ele: não te preocupes. - sorriu e deu-lhe um beijo na cabeça, saiu.

eu decidi fazer o mesmo: sair. a mãe dele fechou a porta e eu fui na direcção do jipe que se encontrava à frente da porta da rua. ele já estava dentro dele e eu fiz o mesmo. levou-me até casa e eu não consegui controlar a curiosidade, e perguntei-lhe:

eu: vais sair com uma rapariga ?

ele olhou-me chocado com a minha pergunta tão directa, até eu fiquei surpreendida com isso.

ele: sim, vou - sorriu-me - parece que estou mais perto de achar a rapariga certa, do que alguma vez tive. - sorriu-me.

eu: fico feliz por ti - esforcei um sorriso - obrigado pela boleia. - abri a porta do carro e saí sem deixa-lo responder.

entrei em casa numa velocidade incrível, mesmo não estando a correr. fechei a porta com bastante força e encostei-me a ela, a tentar acalmar-me.

dudu: o quê que se passa ? - perguntou chegando perto de mim - ouvi barulho.

eu: não se passa nada - caminhei até chegar a uma mesinha que tinha na entrada e pousei a chaves - sem querer deixei a porta bater. vou para o meu quarto.

mais uma vez não esperei que ele respondesse. cheguei ao meu quarto e tive cuidado com a porta, não queria correr o risco de que alguém ouvisse e me pergunta-se o que tinha sido. estava irritada e não sabia porquê, caminhei até à cama, alcançando uma almofada. atirei-a contra a parede, mas não adiantou de nada, a minha raiva continuava. não me saía da cabeça a imagem do kevin a jantar e fazer sei lá mais o quê com outra rapariga. se ele nessa altura estivesse a meu lado, matava-o ! olhei-me ao espelho, incrédula com a minha reacção, e só aí percebi.

eu: tu estás com ciúmes. - disse olhando para o espelho.

 

continua ...

 

publicado por p;αndяαde. ॐ às 21:30
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40 pintinhos piu:
De psycho ; a 3 de Abril de 2011 às 21:42
eu amo esta musicaa gosh! ja a ouviaa há bues :o e pq do friday ela coiso,agora vou ler *-*
De Carina Soares a 3 de Abril de 2011 às 21:43
adorei adorei ♥
De psycho ; a 3 de Abril de 2011 às 21:44
Lindoo :D
De Miriam ∞ a 3 de Abril de 2011 às 21:54
uiui tantos ciúmes xD

quro mais *-*
De carolina lewis a 3 de Abril de 2011 às 22:00
está tão perfeito! +.+
beijinho.
De Rita a 3 de Abril de 2011 às 22:32
Adorei :)
Ai que a Brenda esta com ciumes, mas eu tenho uma vaga impressao de que o Kevin estava a falar dela mas esta bem xD
beijinho
De keity a 3 de Abril de 2011 às 22:58
amei!!!! posta rápido please!!!
De p;αndяαde. ॐ a 3 de Abril de 2011 às 23:13
muito obrigado $: só sábado, querida.
De » Alexandra C. a 3 de Abril de 2011 às 23:45
ahahaah opá a sério querido isto é lindo (L)
Eu aqui toda ansiosa para ler uhuh xD
A irmã do kevin é tão engraçada xD


ameiii!


Beijinhoos 
De » Alexandra C. a 4 de Abril de 2011 às 01:45
querida*
Qual querido --' god xD
ahh nao duvido, ja estou mesmo a ver o que vai dar entre a brenda e ele (A)


Beijinhoos <3
De » Alexandra C. a 4 de Abril de 2011 às 01:51
Li, mas pensei que fosse ela --' 
Opáh nao é justo :O
Nao nao nao :(

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