The Only Exception
Sábado, 11 de Dezembro de 2010

capítulo 18. ❤

não consegui dormir após aquela mensagem, será que devia ir ter com ele ? claro que sim, e dizia o quê ? "sim justin, ele beijou-me. mas não foi nada demais, visto que fazes isso com frequência, mas olha eu não quero que isto acabe. pois, acabar o quê … isto que nós temos !" poupa-te ao esforço, jamais conseguirás fazer isso.
decidi sair da tenda e caminhei até ao sitio onde à minutos estivemos sentados, a fogueira estava quase apagada, estava escuro e o barulho da floresta de certa forma assustava-me, pois não tinha como saber os enigmas que nela existiam, elas eram como os olhos do jeydon: bonita, mas ao mesmo tempo sombria. vista por fora, parecia normal, mas quando nela se mergulhava descobríamos que tinha mais segredos do que nós próprios pensávamos.
o jeydon … o quê que eu lhe poderia dizer ? era certo que ele mexia comigo e que o beijo que me deu não foi mau de todo, mas não era o teu, percebes ? não eras tu, nada ali parecia estar no seu estado normal, nada mesmo. eu estava apaixonada por um rapaz que sempre odiara, e que para mal dos meus pecados, namorava. e para finalizar esta bonita história, eu era correspondida e o irmão dela, tinha-me beijado !
decidi ligar à minha mãe, não sabia como lhe iria explicar as coisas, apenas sabia que ela arranjaria forma de me ajudar, sempre foi desse modo.
mãe: caitlin ? - atendeu.
eu: sim, sou eu mãe. - respondi.
mãe: passa-se alguma coisa ? - disse com uma voz de preocupação.
eu: mais ou menos.
mãe: estas-me a assustar caitlin, é algo com o teu irmão ?
eu: não mãe, não te preocupes, o chris está óptimo. - descansei-a.
mãe: então conta-me. o quê que se passou ?
eu: estou com problemas mãe !
mãe: óh meu amor, conta-me tudo.
eu: eu estou a gostar de um rapaz, mas ele namora.
mãe: óh querida …
eu: mas ele gosta de mim, mãe.
mãe: e namora ?
eu: sim, e para piorar, o irmão dela beijou-me.
mãe: à frente do justin ?
gelei ! como é que ela sabia ? será que lhe tinham ido contar ? será que a minha tia me tinha visto aos beijos com ele e lhe tinha ido dizer ?
mãe:  filha ? caitlin estás aí ?! - perguntou.
eu: sim, estou … como é que sabes que eu estou a falar do justin ?
mãe: óh querida, eu conheço-te ! andas-te nove meses dentro da minha barriga, e fui eu que te criei, e não te esqueças que eu já tive a tua idade.
eu: e agora mãe ?
mãe: ele viu ?
eu: viu, e acabou tudo comigo.
mãe: como é que ele acabou tudo contigo se namorava ?
eu: é complicado mãe.
mãe: tu estas-me a dizer que vocês chegaram a ter algo, mesmo ele namorando ?
eu: sim, basicamente foi isso. - disse a medo.
mãe: e ela sabe ?
eu: só sabe de uma parte, a outra foi-lhe omitida.
mãe: e ele sabe ?
eu: quem ? o jeydon ?
mãe: é esse o nome do irmão dela ?
eu: é.
mãe: pronto, então esse tal de jeydon sabe ?
eu: não, ele não sabe de nada.
mãe: e não achas que lhe deves dizer ?
eu: e digo o quê mãe ? "olha desculpa, mas enquanto me estavas a beijar eu estava a pensar no justin. porquê ? simples ! eu gosto dele, e graças a isso a tua irmã vai ter uma natal super completo, com direito a disfarce e tudo !"
mãe: eu também não diria tanto. - desatou-se a rir.
eu: óh mãe ! não tem piada.
mãe: desculpa filha, mas teve. a cara que ele ficaria após lhe dizeres isso, seria interessante. - riu-se ainda mais.
não consegui, deixar de me rir, a minha mãe tinha razão, ele ficaria com uma expressão super cómica, tínhamos que admitir isso.
eu: o quê que achas que devo fazer ?
mãe: sentes algo por o jeydon ?
eu: acho-lhe piada, mas nada mais. nada que se compare ao que eu sinto pelo justin. eu nunca gostei tanto de alguém, como gosto dele, a dimensão deste sentimento é enorme, não tens noção mãe. parece que vou explodir com tanto amor. isto é foleiro, mas juro-te que é a mais pura das verdades.
mãe: estás apaixonada, portanto.
eu: - suspirei – sim.
mãe: então não desistas.
eu: mas se ele desistiu …
mãe: nem te reconheço caitlin, onde está a rapariga corajosa e forte que eu criei ? aquela que não desiste de nada, mesmo sabendo que não tem hipóteses, mas que depois acaba por as criar ? onde está a rapariga que com oito anos me disse “um dia, ainda hei-de ser campeã em hipismo !” e que com nove anos, conseguiu ? que é feito da rapariga, que no leito da morte do seu pai lhe jurou , que iria ser como ele, um lutador nato ?!
eu: está aqui, mas com medo de se magoar. - murmurei.
mãe: meu amor, a dor faz parte. é como uma cicatriz, é preciso tê-la, para perceberes o quanto errado ou certo, foi fazer aquilo. e mesmo que saias magoada, eu estarei sempre aqui para te apoiar, e sabes bem que o teu pai está a olhar por ti, e que jamais deixará que a sua menina vá por um caminho que não o seu. acredita em ti e no que nós te ensinamos e aí podes ter a certeza, que farás a melhor opção.
sorri, como era de esperar a minha mãe tinha-me ajudado, só uma mulher tão forte como ela para me animar e erguer a cabeça, era ela a razão de eu ser quem sou hoje, a minha mãe.
mãe: meu amor, vou ter que desligar.
eu: está bem mãe, obrigado ajudaste-me imenso. - sorri.
mãe: de nada ! e olha: continua a sorrir, porque esse teu sorriso ninguém tem direito de te tirar.
eu: mas como é que tu … - fui interrompida.
mãe: até amanhã, meu amor.
eu: até amanhã, amo-te.
mãe: e eu a ti meu amor, e eu a ti. - desligou.
sim, tinha-me ajudado imenso ter falado com ela. para além de uma óptima mulher, ela era uma fantástica mãe, rose marie a única mulher que eu admirava, a minha mãe.

não era de admirar o facto de ela conseguir com que o mulherengo joseph se apaixona-se por ela, ela era um exemplo de pessoa e ele ? um homem sortudo, por também ter conseguido o coração dela, o meu pai.
começou a chover, fui incapaz de ir para a tenda, algo me prendeu ali, foi as recordações que me fizeram ali ficar e sentir cada gotícula de água que caía no meu corpo, cada estrela que brilhava naquele céu visivel a olho nu, sem ser preciso telescópios ou algo parecido, estava no meio da natureza e isso era notável.
o barulho dos grilos e das corujas eram como uma banda, combinavam perfeitamente num tom tão melodioso que me fez recordar a minha infância e quando o meu pai me fez superar o medo terrivel dos cavalos, ele é que me mostrou o quanto aquele animal era lindo e sensivel, ele é que fez nascer o meu amor por os cavalos, tinha sido ele.
tive a sensação de que aquilo tudo era irreal, por incrivel que pareça, eu sentia-me bem. estava à chuva, apenas de top e calções de dormir, e mesmo assim sentia-me bem, sentia-me livre, mesmo que não fosse, sentia-me.

sabes o que quis naquele momento ? que chegasses até mim e me dissesses "cate, eu amo-te." só isso, não te pedi-a um abraço, um beijo ou o fim da relação com a savannah, apenas um 'amo-te' para ter a certeza que a minha luta não era em vão. mas nada, não apareceste tu, não apareceu ninguém.
eu estava sozinha ali, no sentido figurado da palavra claro, estava desprotegida.
se iria desistir ? não mesmo, desistir de ti seria o mesmo que desistir da minha felicidade, e ambos sabemos que eu nunca preservei nada como preservo o meu bem-estar, tinha a plena noção que iria custar-me bastante, que teria que ser bastante forte e acima de tudo, lutar como nunca o tinha feito antes, porque neste momento não tinha sido só eu a ter fraquejado e pensado em desistir, tu também o tinhas feito.
sabia acima de tudo, que muita gente iria sair magoada desta nossa história, mas era assim a vida, eu não estava disposta a desistir de alguém que amava, ainda para mais quando esse sentimento era correspondido, não iria abdicar de algo que era meu e me fazia tão bem.

sim, porque tu desde inicio foste meu, não era qualquer rapariga que te conseguia prender da mesma forma que eu, não era qualquer pessoa que conseguia arrancar um 'amo-te' sincero da tua boca, não era qualquer pessoa que conseguia fazer com que te preocupasses tanto com ela, ao ponto de todas as noites a ires ver dormir, não era qualquer pessoa, era somente eu.
decidi levantar-me e dirigir-me até onde tu estavas a dormir, abri a tenda e vi como dormias calmamente, dirigi-me a ti, a tentar não fazer o minimo de barulho, visto ter a payton ao lado a dormir, abanei-te e sussurrei o teu nome, demoras-te a abrir os olhos, mas quando os abriste esbogalhaste-os de tal maneira que me fez rir.
talvez estivesses espantado por me ver ali, ou apenas por me veres naquele estado; toda molhada.
ele: caitlin ? - perguntas-te.
eu: sim, anda comigo. - levantei-me.
ele: porquê que estás toda molhada ? - perguntas-te de um modo rouco, devido a teres acordado à pouco tempo.
eu: está a chover.
ias-te a levantar até que percebeste as minhas palavras.
ele: está a chover e queres que vá lá para fora ?
eu: deixa de ser medricas !
sabia que duvidar das tuas capacidades, ou fazer entender isso, era a forma mais infalivel de te levar a fazer algo que eu quisesse, desta vez não foi excepção, mal proferi aquilo levantaste-te.
chegamos lá fora, ainda chovia, mas mesmo assim não tiveste problemas em ir apenas de boxers para o meio da chuva.
ele: diz. - disse ao arranjar o cabelo, agora molhado.
eu: não tenho nada a dizer.
ele: fazes-me vir aqui para a chuva, para me dizeres que não tens nada a me dizer ?
eu: sim.
ele: ok, posso ir para dentro ?
eu: não.
ele: porquê ?
eu: eu disse que não tinha nada para te dizer, mas não disse que não tinha nada para te fazer.
ele: hãn ?
caminhei até ti, ficamos a alguns centímetros de distância, até que te apercebeste a que me referia, admito que tive medo que me empurrasses ou tentasses fugir, mas para minha admiração fizeste-me uma festa na cara e com a a outra mão puxaste-me pela cintura, o que fez o meu corpo ir contra o teu, que agora estava molhado devido à chuva.

aproximamos-nos, sem nunca deixarmos de olhar nos olhos um do outro, até que acabou por acontecer, a tua boca juntou-se à minha, desta vez não houve tempo para ser colado, começou logo um beijo com duas linguas a debaterem-se, era um beijo selvagem e bruto, mas que não deixava ser sentido e cheio de sentimento.
a verdade, é que tu sentias a mesma falta que eu, dos nossos beijos. enquanto uma mão segurava-me a cintura, a outra segurava-me a cabeça, nada disso me impediu de fazer o que tanto tinha hábito de fazer: por os meus braços à volta do teu pescoço, riste-te com isso, por entre o beijo. não deixei de o fazer também, não por te estares a rir, ou aquela situação ser cómica: dois malucos no meio da chuva, um só de boxers e o outro com uns minis calções e um top, aos beijos. mas sim por aquele ser o teu beijo, ser a tua boca que a minha estava a sentir, ser o teu toque a arrepiar o meu corpo, ser a tua lingua a debater a minha, ser o teu cheiro a entranhar-se nas minhas roupas, seres tu a estar ali e não ser mais ninguém a estar no lugar que te pertencia: à minha beira.

 

continua ...

 

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publicado por p;αndяαde. ॐ às 19:30
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144 pintinhos piu:
De D. a 11 de Dezembro de 2010 às 20:01
1ª ? *-*
De Miriam ∞ a 11 de Dezembro de 2010 às 20:01
Aii amei, este capitulo está lindo +.+
De D. a 11 de Dezembro de 2010 às 20:02
AMEI , está tão lindo :$
De D. a 11 de Dezembro de 2010 às 20:02
podias tirar o códigozinho , ahah xD
não dá geito :c
De forbiddenlivro a 11 de Dezembro de 2010 às 20:08
Muito bom! Vou continuar ler!
De Carina Soares a 11 de Dezembro de 2010 às 20:13
yayyyyyyyyy *-*
De Carina Soares a 11 de Dezembro de 2010 às 20:17

omg que lindo lindo lindo lindo
valeu a pena ter feito aqueles comentários todos *-*
De D. a 11 de Dezembro de 2010 às 20:18
já está , ahah :o
De D. a 11 de Dezembro de 2010 às 20:18
amo amo amo :o
De D. a 11 de Dezembro de 2010 às 20:21
vamos lá aos 1OO comentários :o

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