The Only Exception
Sábado, 4 de Dezembro de 2010

capítulo 17. ❤

peço desculpa por não ter postado antes, mas tive problemas pessoais (ýa, eu tenho mesmo uma vida *-*).

o capítulo é da carina soares <3 não carina, eu não deixei de postar. x.x

estávamos a caminho do acampamento, este fim-de-semana iria saber-me por tudo. apesar de ter que o partilhar com o casal do ano; justin e savannah. iria ser óptimo.

estávamos no carro dos tios do justin e da payton, e estávamos quase a chegar. a payton já dormia, assim como o chris, já a savannah estava a falar alegremente com o irmão, sim, ele também vinha.

estranhamente dava-me bem com ele, desde a saída da savannah lá de casa, ele estava sempre lá metido, devido a irmã o obrigar a acompanhar à casa do namorado, como ele mesmo disse "há males que vêm por bem". a sua presença fazia-me sentir bem. o justin estava a ouvir música, quando ele o faz, é como se estivesse fora de órbita, é como se não houvesse mais ninguém à sua volta.

acabamos por chegar, o chris e a payton foram acordados pela savannah e saímos, despedimos-nos do tio da payton e seguimos. deparamos-nos com uma espécie de floresta, havia enormes árvores à volta, decidimos montar as tendas.

(...)

chris: tenho fome. - disse sentando-se à frente da fogueira.

payton: por acaso eu também.

ele: então bora lá comer. - riu-se.

ainda não me habituava a tê-lo tão perto de mim, e não o poder sentir, principalmente numa noite tão fria. ao longo destes meses, tive vontade de ir ter com ele ao quarto e ficar a mira-lo, somente isso, nada mais. olhar para ele bastava-me, nunca fui capaz de o fazer, talvez por saber que ele já não me pertencia, que não poderia ir tocar-lhe quando me parecesse que ele estivesse a ter um pesadelo; pesadelo, era isso que estava a minha vida.

jeydon: o quê que trouxeram ?

savannah: bolachas, sumos, leites, sandes, enlatados, coisas típicas de campismo !

jeydon: isso quer dizer que não há frango ? - fez um ar de surpreendido.

ele: sempre podes comer a galinha da minha irmã. - riu-se.

payton: ! eu namoro, ýa ?

savannah: maninho, só podes comer quem não é comprometido. - olhou para mim.

eu: que foi ?

ele: é melhor mudarmos de assunto. - demonstrou um pouco de ciúmes.

jeydon: deixavas que te comesse ?

eu: oi ? - esbugalhei os olhos.

jeydon: estava a brincar. - começou-se a rir.

ele: vamos comer masé. - olhou para mim.

eu: vamos. - não desviei o meu olhar dele.

chris: há pão, não há ?

payton: há.

chris: então quero salsichas num pão. - sorriu.

eu: estás à espera que te preparem isso, é ?

chris: sim, era essa a minha ideia.

eu: então é melhor teres outra perspectiva, porque ninguém te vai preparar.

chris: és assim para o teu único e adorável irmão ? - fez beicinho.

eu: lembraste quem é que sempre convencia os pais com o seu beicinho ?

chris: tu. - revirou os olhos.

eu: exactamente, estás à espera que caia nessa ?

chris: parva. - levantou-se.

ele: traz a mochila da comida para aqui.

chris: é qual ?

eu: a branca é a da comida e a azul das bebidas.

savannah: eu ajudo-te. - foi ter com ele.

(...)

já tinha tudo comido, a fogueira estava mais acesa que nunca, a verdade é que o vento atiçava ainda mais o fogo, isso, e provocava-me arrepios. ele olhava para mim, com uma cara de quem gostava de estar abraçado a mim, retribuí a mesma cara. ninguém descodificava os nossos olhares, para além de nós mesmos. isso deixava-me feliz, porque mostrava quanta cumplicidade nós tínhamos.

payton: e se cantássemos ?

savannah: óptima ideia - sorriu - trouxeste a guitarra, não trouxeste amor ? - olhou para ele.

ele: trouxe. - levantou-se foi busca-la.

jeydon: e qual é que cantamos ?

chris: algo infantil e que todos conheçamos.

payton: cinderella, do carlos paião ? - disse com os olhos a brilhar.

ele: por mim.

eu: bora lá então.

ele começou a tocar. cada um ia cantar um verso, e depois no refrão tudo cantaria em conjunto. começou a payton.

payton: eles são duas crianças a viver esperanças, a saber sorrir.

chris: ela tem cabelos louros, ele tem tesouros para repartir.

ele: numa outra brincadeira passam mesmo à beira, sempre sem falar. - olhou para mim, como se aquilo que tinha acabado de cantar fosse para mim.

eu: uns olhares envergonhados e são namorados sem ninguém pensar. - não afastei o meu olhar dele, e sorri ao lembrar-me de tudo.

ele pareceu perceber e também sorriu, era estranho o modo como ele me conhecia e sabia sempre o que me ocorria no pensamento.

jeydon: foram juntos outro dia, como por magia, no autocarro, em pé.

era divertido ver uma pessoa como ele a cantar uma música assim.

savannah: ele lá lhe disse, a medo: "o meu nome é pedro e o teu qual é?"

payton: ela corou um pouquinho e respondeu baixinho: "sou a cinderela".

ele: quando a noite o envolveu ele adormeceu e sonhou com ela ... - olhou para mim e cantou, quando acabou sorriu-me quando reparou que também o mirava.

todos: então. bate, bate coração ! louco, louco de ilusão ! a idade assim não tem valor. crescer. vai dar tempo p'ra aprender, vai dar jeito p'ra viver. o teu primeiro amor.

chris: cinderela das histórias, a avivar memórias, a deixar mistério.

ele: já o fez andar na lua, no meio da rua e a chover a sério. - olhava para mim a cada palavra que cantava, sorriu-me quando proferiu 'chover a sério'.

ri-me, por me lembrar que num dos meus devaneios o tinha obrigado a ficar à chuva. era bom saber que ele não se tinha esquecido de nada, e que cada excerto que cantava, era a pensar em mim e no que passamos, era dirigido somente a mim.

eu: ela, quando lá o viu, encharcado e frio, quase o abraçou. - olhei para ele e sorri.

eu também não era excepção, quase tudo o que cantava, era dirigido a ele e ao que passávamos, e ele percebia isso, melhor que ninguém.

savannah: com a cara assim molhada, ninguém deu por nada, ele até chorou ...

todos: então. bate, bate coração ! louco, louco de ilusão ! a idade assim não tem valor. crescer. vai dar tempo p'ra aprender, vai dar jeito p'ra viver. o teu primeiro amor.

jeydon: e agora, nos recreios, dão os seus passeios, fazem muitos planos.

payton: e dividem a merenda, tal como uma prenda que se dá nos anos.

eu: e, num desses bons momentos, houve sentimentos a falar por si. - voltei a mirá-lo.

ele: ele pegou na mão dela: "sabes meu amor, eu gosto de ti..." - alterou o nome, para ninguém perceber que se referia a mim.

ao aperceber-me disso sorri, ele sorriu-me de volta. a sorte é que estava tudo entretido de mais, para perceber os nossos olhares, os nossos sorrisos, a nossa cúmplicidade.

todos: então. bate, bate coração ! louco, louco de ilusão ! a idade assim não tem valor. crescer. vai dar tempo p'ra aprender, vai dar jeito p'ra viver. o teu primeiro amor.

chris: cinderela.

todos: então. bate, bate coração ! louco, louco de ilusão ! a idade assim não tem valor. crescer. vai dar tempo p'ra aprender, vai dar jeito p'ra viver. o teu primeiro amor.

ele parou de tocar e começamos todos a bater palmas e a fazer aqueles barulhos do tipo 'uhuh', fartávamos-nos de rir.

savannah: quem diria que o meu maninho estaria a cantar uma música destas.

jeydon: chiu, isto que não saia daqui, tenho uma reputação a manter.

começamos-nos todos a rir. ele era divertido, super complicado de lidar e com um feitio complicado, mas quando queria, conseguia ser querido e simpático. continuava com o mesmo olhar enigmático, era impossível decifrar a sua mente.

eu: está frio. - esfreguei os braços.

jeydon: pega. - entregou-me o casaco.

eu: e tu ?

jeydon: não te preocupes, não tenho frio. - sorriu-me.

eu: tens a certeza ? se tiveres frio diz-me. - aceitei e vesti-o.

jeydon: está bem. - soltou uma gargalhada abafada.

o seu casaco ficava-me super largo, mas era bastante quente e emitia um odor bastante agradável. o justin olhava-me com cara de reprovação, no fundo senti-me bem ao aperceber-me que ele sentida ciúmes, só pelo simples facto, de que quem ama, sente ciúmes.

savannah: ui, tu abdicas-te do teu bem-estar, para proporcionares um bem-estar à cate ? - ficou com ar de surpreendida.

jeydon: quem te ouvir falar sou um anti-social, insensível.

savannah: não é isso, mas tu não costumas ser assim.

jeydon: mas sou agora.

savannah: quem és tu e o quê que fizeste ao porco do meu irmão ? - apontou-lhe o dedo.

jeydon: levei-o para o planeta de onde tu vieste. - fez voz de robot.

savannah: maninho ! voltas-te ! - disse com uma voz super histérica.

o que nos levou a um ataque de riso, eles eram realmente seres de outro mundo, ninguém se igualava a eles, eram mesmo únicos ! não sei é a que ponto isso é bom, ahahah.

ele: e se cantassemos outra música ?

jeydon: alguma ideia ?

ele: óh sim ... - fez uma cara de prevertido.

eu: qual ?

ele: lembras-te de quando a payton e o chris cantavam, nas férias ?

eu: sim.

ele: e que tal ? - sorriu-me.

eu: bora lá !

chris: a sério ?

ele: hmm, hmm.

savannah: alguém nos explica ?

eu: eles vão cantar uma música, quer dizer, o chris.

jeydon: quer dizer que não cantamos ?

eu: sim.

jeydon: boa. - bufou de alivio.

savannah: anti-social. tututu - começou a assobiar.

jeydon: cala-te.

payton: vamos lá então.

o justin começou a tocar ...

jeydon: isto é ... ?

eu: hmm hmm.

savannah: não posso crer.

payton: estás a ficar grandinho. - fez voz grossa.

chris: eu sou um rapazinho, embora pequenino, tenho muito tino, sou o christian. - fez voz de criança.

jeydon: tanta coisa para aprender, novidades para ver, é tão bom crescer, sou o jeydon. - fez uma voz igualmente infantil.

os dois: o meu mundo gira, e está sempre a mudar, mas a mãe e o pai estão cá para ajudar.

chris: que giro olha bem para mim, acho que já sou chinfrim. crescer é mesmo assim, sou o christian. - fez novamente voz de criança.

jeydon: jeydon, jeydon, jeydon, sou o jeydon. - imitou a sua voz anteriormente.

payton: ahahahah, sou eu. - fez uma voz mesmo fininha.

savannah: OMG ! eu não acredito que cantas-te isto.

eu: mesmo, para quem estava aliviado por não cantar ..

jeydon: foi mais forte que eu. - riu-se.

savannah: vou ter que fotografar este momento ! - levantou-se.

ele: onde é que esta louca vai ?

jeydon: buscar a máquina fotográfica, provavelmente.

eu: sim, ela deu a entender isso.

chris: estranho.

savannah: voltei ! - sentou-se.

payton: já reparamos.

savannah: vá lá maninho ! sorri. - levantou a máquina.

jeydon: sorrir não, tenho uma ideia bem melhor. - virou-se para mim.

agrarrou-me a cara e beijou-me. podia esperar tudo, menos aquele seu acto. foi estranho sentir outra boca se não a dele, foi estranho sentir-me agarrada por algo que não os seus braços, não consegui fazer o que fazia com ele; por os meus braços à volta do seu pescoço.

não adiantava, eu não conseguia mesmo. ele estava com as mãos a agarrar-me a cabeça e eu nem sequer lhe toquei, retribui no beijo, sim.

imaginei que fosses tu a beijar-me, quer dizer, tentei. foi impossível, o cheiro não era o teu, o toque não era o teu, a lingua não era a tua, os lábios não eram os teus, não eras tu !

afastamos-nos e pude ver a tua cara de desanimo, senti-me culpada por isso, decerto modo eu tinha errado; não o tinha empurrado.

savannah: ficou uma fotografia mesmo linda. - bateu palmas.

jeydon: depois mostras. - sorriu.

payton: woow ! - disse chocada.

chris: informação a mais para uma noite ! vou-me deitar, até amanhã. - levantou-se e saiu.

o jeydon abraçou-me e aconchegou-me nos seus braços, mesmo com a cabeça encostada ao seu peito consegui ver o teu olhar de tristeza, não consegui continuar a olhar para ti e fechei os olhos, abri-os quando ouvi a tua guitarra emitir um som, fiquei a olhar para ti, pela primeira vez nessa noite, tu não olhas-te para mim, apenas olhavas para baixo enquanto cada nota era tocada por ti.

ele: toda a gente se está a rir na minha mente.

tu fazes o que fazias comigo ?

ele ama-te da maneira que eu o faço ?

esqueceste-te de todos os planos que fizeste comigo ?

porque eu não.

deveria ser eu, a segurar a tua mão.

deveria ser eu, a te fazer sorrir.
deveria ser eu, isto é tão triste.
deveria ser eu, deveria ser eu.
deveria ser eu, a sentir o teu beijo.
deveria ser eu, a comprar-te presentes.
isto é tão errado, não posso seguir.
até tu acreditares.
que deveria ser eu.

deveria ser eu.

tu disseste que precisavas de um tempo por causa dos meus erros

é engraçado como tu usas-te este tempo, tu substituíste-me.
achas-te que não te iria ver no cinema ?
o quê que tu estás a fazer comigo ?
tu estás a leva-lo para onde nós costumávamos ir.
agora, se tu estás a tentar partir o meu coração.
está a funcionar, porque tu sabes que ...

deveria ser eu, a segurar a tua mão.

deveria ser eu, a te fazer sorrir.
deveria ser eu, isto é tão triste.
deveria ser eu, deveria ser eu.
deveria ser eu, a sentir o teu beijo.
deveria ser eu, a comprar-te presentes.
isto é tão errado, não posso seguir.
até tu acreditares.
que deveria ser eu.

preciso saber, deveria lutar por este amor ou desistir ?

está a ficar mais difícil aguentar esta dor no meu coração.
a última parte da música ele olhou para mim, como se estivesse à espera da minha resposta. decerto modo ele até estava.
savannah: que lindo meu amor. - sorriu e abraçou-o.
ele: obrigado.
payton: não sabia que escrevias.
ele: às vezes, para ocupar o tempo.- sorriu timidamente.
jeydon: até ficou fixe, puto.
ele: obrigado. - riu-se.
olhei para ele, mas não consegui proferir rigorosamente nada. ele pareceu perceber, e mudou de assunto.
ele: bem, vou para a tenda.
savannah: já amor ?
ele: sim.
payton: então espera, que eu vou já contigo.
eu: sendo assim, vamos todos.
jeydon: mesmo.
(...)
cheguei à tenda, o chris já estava a dormir, sorri ao ver tal imagem, parecia uma criança a dormir. vesti o pijama e deitei-me dentro do saco-cama, antes de apagar a lanterna decidi ir ver as horas ao telemóvel. o telemóvel mostrava-me a imagem de '02:31h' apaguei a lanterna e pousei o telemovel, fechei os olhos, estava quase a adormecer, quando sinto o meu telemóvel a tremer. achei estranho alguém me mandar mensagens aquela hora.
de: justin.

mensagem: "pelos vistos a novela chegou ao fim. foi daquelas que foi cancelada a meio, sem dar hipóteses aos espectadores de a desfrutarem até ao fim. mas sabes o melhor ? veio outra para a substituir. nem toda a gente gosta, talvez porque seja nova, mas ao longo do tempo, todos se vão acostumando. that should be me caitlin, that should be me."

 

continua ...

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 01:25
| comentar.
59 pintinhos piu:
De D. a 5 de Dezembro de 2010 às 01:27
1ª *---*
De D. a 5 de Dezembro de 2010 às 01:28
vou ler ^^
De D. a 5 de Dezembro de 2010 às 01:43
eu vou mostrar o meu descontentamento no msn :c
NÃO SE ACABA ASSIM UM CAPÍTULO , MARIA :'(
De Juh... a 5 de Dezembro de 2010 às 02:35
lindooo mais sim
De keity a 5 de Dezembro de 2010 às 03:29
tá lindo, adorei
posta rápido
De p;αndяαde. ॐ a 11 de Dezembro de 2010 às 20:01
muito obrigado mesmo !
já postei. +.+
De Catie ♥ a 5 de Dezembro de 2010 às 10:24
Maravilhosooooooooooooooooooooooooooooooooooooo +.+
De »Andry Agrelα.* a 5 de Dezembro de 2010 às 10:56
- igual :c
gostei muito da musicaa , qual nome dela ?
beijinho.
De Anna Sonhadora M. a 5 de Dezembro de 2010 às 11:39
Já tinha saudades disto+.+
GOSTEI muuito...
Beijinho
De psycho ; a 5 de Dezembro de 2010 às 12:13
Oláá! Estive a ler, tudinho hoje, e ameii. Olha posso pedir te para quando postares me avisares por favor?

Ameii, estáá tipo . nao está mesmo Perfeito ^^
De Angie a 5 de Dezembro de 2010 às 12:18
Ai meu deus como eu me derreto a ler isto :)
A mensagem do Justin está simplesmente perfeita, eu neste momento identifico-me muito com a musica that should be me *.*

Bjinhos
De Ana Silva ♥ a 5 de Dezembro de 2010 às 12:42
Bonito, bonito mesmo estou a chorar :/
a música que o justin cantou ' that should be me' tambem me foi dedicada por alquem que já gostei e muito e que agora ambos seguimos caminhos diferentes ;/
Eich mexeu mesmo muito comigo este post :c
- hey eu sou mesmo muito calminha :c

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