The Only Exception
Domingo, 17 de Outubro de 2010

capítulo 10. ❤

era domingo de tarde, estava um tempo que meio manhoso, por mim não saíria de casa, mas como o chris me pediu muito lá tive eu que saír, isto só para que ele podesse estar sozinho com a abby. pensei pedir à payton para vir dar uma volta comigo, mas antes que eu lhe perguntasse ela disse-me que iria ter com o ryan, e dizendo-me para ir saír com o meu irmão, torci o nariz mas acabei por aceitar, nem sei bem porque o fiz, só sei que aceitei.

fomos para o parque da cidade, eu já referi que amo lá ir ? tras-me tantas lembranças, e para não falar que tem lá patos, e eu amo patos, lembro-me perfeitamente o dia em que pedi ao meu pai para apanhar um pato e leva-lo para casa, para o poder ter no meu quarto ele riu-se e disse-me que não podia, e que nós já tinhamos um pato em casa, curiosa como eu sempre fui perguntei-lhe onde, ele apontou para mim e disse "és tu pequenina, tu és a minha patinha" naquele momento a desilusão de não poder ter um pato, foi de imediato trocada pelo o orgulho de ser um. sorri com esse pensamento.

ele: estás a sorrir sozinha ?

eu: não, estou acompanhada num vês ?

ele: yaa, claro.

eu: reage justin, é domingo. - disse eu quase aos saltinhos.

ele: estás toda feliz, por ser domingo ? - arqueou a sobrancelha.

eu: não, estou feliz por estar viva. - gritei.

ele: és louca. - sorriu.

eu: não, apenas sou feliz. - sorri.

ele: eu já mencionei que odeio patos ?

eu: não, mas pouco me importa. - fiz-lhe uma careta.

ele: o parque é tão grande, porquê que temos que estar aqui com estes seres ?

eu: porque eles são mesmo fofinhos.

ele: são barulhentos e vivem na água toda porca.

eu: são animais lindos e inigmáticos. - parei à frente dele, ficando assim defrente para ele.

ele: inigmáticos são os teus olhos. - mordeu o lábio.

eu: são normais. - arqueei a sobrancelha.

ele: não, não são. nunca os consigo perceber.

eu: e querias percebe-los ? - mordi o lábio.

ele: às vezes. - aproximou-se ainda mais de mim.

eu: porquê ?

ele: não sei, talvez seja por serem impossiveis de interpretar.

eu: sempre gostas-te do que era fácil. - provoquei-o.

ele: cansei-me disso. - pos os braços à volta da minha cintura.

eu: porquê ?

ele: pareces uma daquelas criancinhas de 5 anos que estão na fase dos porquês. - riu-se.

eu: porquê ? - ironizei.

ele: és linda, sabias ? - passou uma mão no meu rosto.

eu: sim, já me tinham dito. - sorri.

ele: que parva, meu. - riu-se.

eu: só respondi à tua pergunta. - ri-me.

ele aproximou a cara da minha e encostou a testa à minha, deixando-nos bastante próximos.

ele: é estranho como a minha vontade de te proteger é grande.

eu: de me protegeres ?

ele: sim, de permitir que nada de mal te acontença.

eu: assim como se fossemos irmãos ?

ele: sabes bem que não o somos e que não te vejo como tal. aliás, como podes reparar eu não tenho o hábito de beijar a payton ou de estar assim com ela.

eu: isso quer dizer que me vês como uma rapariga normal ?

ele: não, és diferente. - riu-se.

eu: num bom sentido ?

ele: sim, claro.

rocei os meus lábios aos dele, o que o fez sorrir, ele deu-me um beijo à esquimó, coisa que eu adorava que me fizessem, de seguido voltamos à mesma posição, olhei-o nos olhos e ele fez o mesmo, pareceu que naquele momento tudo tinha desaparecido, no mesmo lugar onde ele à anos me tinha dito que eu iria morrer gorda, e com 50 gatos, nesse mesmo local lá estava ele agarrado a mim, sorri ao pensar nisso, ele perguntou-me porque estava a sorrir.

eu: lembrei-me daquela vez que cá viemos e tu me disseste que eu iria morrer gorda e com 50 gatos como companhia.

ele: - riu-se - ainda estás a tempo disso. - riu-se.

eu: não, acho que vou optar patos em vez de gatos. - ri-me.

ele: mas vais ser gorda na mesma, vais ver. - mordeu-me de leve o lábio e puxou-o.

eu: tenho dinheiro para frequentar ginásios e fazer lipóespirações, por isso. - dei-lhe um beijo no canto da boca.

ele: já nem isso te vai salvar. - deu-me um beijo colado.

eu: então dedico-me aos sites onde se arranja namorados, aposto que lá posso ser magra. - rocei a minha bochecha à dele.

ele: e que nome vais por ? - deu-me um beijo na bochecha.

eu: solteirasexy189.

ele teve um ataque de riso, não consegui deixar de me rir também, não por o que eu tinha dito, mas pelas gargalhadas que ele estava a dar.

ele: és tão parvinha. - fechou-me os olhos com os dedos.

eu: é um nome bem bonito.

ele: é estúpido. - deu uma gargalhada abafada e começou a fazer-me festas no rosto.

eu: eu gosto. - fiz-lhe um careta.

ele: provoca.

eu: o quê ?

ele: tu deves querer mesmo que eu te beije.

eu: porquê ? - disse ainda de olhos fechados.

ele: estás aí a provocar-me.

eu: que lata. - abri os olhos.

ele: chiu. - pos-me o dedo na boca.

eu: o quê que foi ? - disse com alguma dificuldade, devido ao dedo dele estar nos meus lábios.

ele continuava com uma mão na minha cintura e eu com os meus braços à volta do pescoço dele.

ele: nada, apenas quero poder olhar para ti em silêncio. - retirou o dedo.

eu: os patos estão a grasnar, logo é impossivel ser em silêncio.

ele: neste momento os patos não me afectam. - sorriu.

eu: eu gosto deles.

ele: eu não disse nada sobre isso. - riu-se.

eu: num interessa. - fechei os olhos. - não tens vontade de ser livre ? - debrocei-me para trás.

nesse momento a mão dele como por instinto veio parar logo à minha cintura, fazendo com que eu estivesse mais segura e num corresse o risco de caír.

ele: as vezes. - fitou-me.

eu: eu gostava de poder ser como um passaro, voar, sentir o vento na minha face e poder mudar de lugar sempre que assim me apetecesse.

ele: mas eles abandonam a familia.

eu: não, eles apenas correm atrás do bem-estar próprio, são egoístas em não se preocuparem com quem deixam para trás, mas também quem é que não o é ?

ele: eu num era capaz de abandonar quem mais gosto. - olhou para o lago, mas como se estivesse noutro mundo.

eu: se eles gostassem mesmo de ti, dariam-te força para ires, e isso já não seria abandonar.

ele: mesmo assim, caitlin.

eu: eu acho que algumas vezes nada vida temos que ser egoístas e pensar só em nós. - voltei ao normal, porque o sangue já estava a ir toda para o pouco cerebro que eu tinha.

ele continuou a olhar para o vazio, parecia ignorar a minha presença e quando me respondia, parecia que apenas estava a falar consigo mesmo.

ele: talvez, mas eu acho que quem abandona não ama. - olhou para mim.

eu: talvez tenhas razão.

ele: tenho sempre. - riu-se.

eu: ui, nota-se. - ri-me.

ele: e tenho.

eu: num concordo. - fiz-lhe uma careta.

ele ficou a olha fixamente para a minha boca, parecia que não havia mais nada ali se não os meus lábios, nem mesmo eu. ia-lhe perguntar o que quê que eu tinha na boca, quando ele me puxou contra ele e me beijou, ao inicio o beijo foi calmo, mas parecia que a medida que o tempo passava ele ia acabar e como ambos não queriamos isso, o beijo foi mais bruto e mais esfomeado, ele só não agarrava a minha cabeça como também fazia movimentos circulares nela, despenteando-me, pouco quis saber disso, naquele momento só ele e os lábios dele me importavam.

 

- justin.

queria beija-la, acho que nos últimos tempo era só nisso que pensava, na sua boca, no seu sorriso, no seu olhar ... o beijo dela era diferente, mostrava-me segurança, não hesitava e era isso que eu gostava, eu sabia que o beijo iria acabar, nem que fosse apenas porque tinhamos que respirar, num momento de puro impulso, agarrei-a com mais força, fazendo-a com que se colasse a mim, ele deu um gemido, talvez porque o fiz com alguma força, começou então a mexer-me nas pontas do cabelo ouvi uma criança.

criança: mãe, mãe o quê que aqueles meninos estão ali a fazer ? - perguntou a criança surpreendida.

mãe: nada filha, vamos, vamos. - puxou a criança com alguma pressa, indignada por nos estarmos a beijar a frente de tanta gente.

acabamos o beijo com um sorriso, por o que tinha acabado de acontecer.

ele: se isto é nada para ela, imagina o que deve ser tudo.

ela riu-se e disse que eu era parvo, abraçou-se a mim e sussurrou-me ao ouvido um "amo a argola" arrepiei-me todo, ela riu-se ao reparar nisso.

fomos para um jardim que lá tinha de mãos dadas, como um casal de verdade, sentei-me na relva e ela deitou a cabeça nas minhas pernas.

enquanto falavamos sobre coisas que não tinham nexo nenhum ela brincava com os meus dedos, estavamos de mãos dadas e ela estava a brincar com os meus dedos, o meu braço estava que meio erguido no ar e ela parecia estar a divertir-se com aquilo.

enquanto ela estava a falar não me consegui conter e baixei a cabeça, acabando por a beijar, ela com uma mão agarrou-me o pescoço, não largando a outra que estava a junto da minha.

o beijo acabou, e sorrimos um para o outro ao mesmo tempo, ela levantou-se e eu puxei-a e ela acabou por cair no meu colo, tentou levantar-se, mas eu agarrei-lhe a cintura e quase com os meus lábios junto aos delas disse num tom abafado "ficas aqui", ela acentiu com a cabeça e beijou-me.

 

- caitlin.

 

o beijo acabou e eu encostei a minha cabeça ao seu peito, voltando a brincar com os dedos dele. era incrivel como estava a ter uma tarde linda como esta ao lado dele, e decerto modo era confuso, porque eu não sabia o que isto significava, apenas sabia que era isto que eu queria.

começou a chover e levantamos-nos logo, não era chuviscos era mesmo chuva torrencial, a primeiro coisa que me veio à cabeça foi; como é que algo pode mudar tão rapidamente e desta maneira ? ainda à pouca estava sol, era pouco, mas estava.

estavamos a correr para irmos para um sitio que nos abrigasse da chuva, eu parei e ele olhou para mim, nunca largando a minha mão.

ele: o quê que estás a fazer ?

eu: lembras-te de querer ser livre ?

ele: sim, o quê que tem ?

eu: tem que quero poder saborear a chuva a cair no meu corpo desprotegido.

ele: vais ficar doente.

eu: que se dane, se o risco de poder ser livre uma vez na vida é esse, eu pago-o. - larguei-lhe a mão e comecei a esticar a cabeça para trás, sobre o olhar atento do justin.

ele: anda-te embora.

eu: não quero. - continuei com a cabeça para trás e de braços abertos. - anda também.

ele: és louca.

eu: anda lá. - sorri-lhe.

ele caminhou até mim e agarrou-me num braço obrigando-me a que a minha cabeça voltasse a ficar na posição normal e o meu corpo colado ao dele.

ele: mas tu queres ficar doente ?

eu: tanto drama porquê ?

ele: porque eu não quero que fiques doente.

eu: é chuva, não há mal nenhum. - sorri.

ele: se ficares doente eu mato-te, ouviste ? - agarrou com as duas mãos o meu rosto.

eu: está bem. - sorri e beijei-o.

abracei-o, debaixo daquela chuva, estavamos todos molhados, mas não queriamos saber disso, o único som que ouviamos era o dos carros a andar, da chuva a caír nas coisas, e as nossas respirações.

 

continua ...

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 16:55
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40 pintinhos piu:
De fii a 17 de Outubro de 2010 às 18:37
porquê o quê querida? |:
De - huun a 17 de Outubro de 2010 às 18:45
ai eu adorei *.*
faz-me lembrar quando estou com o T. é tudo tão mágico !
eu cada vez gosto mais disto *.*
juro ! <3
De carolina lewis a 17 de Outubro de 2010 às 18:51
ameeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei ! está tão lindo e romântico !
beijinho.
De lex a 17 de Outubro de 2010 às 19:07
Pois, ela também os tem, mas o justin é que salta à vista
De Catie ♥ a 17 de Outubro de 2010 às 19:08
Adorei *-*
Quero mais e urgentementeeee (:
De Vida animal a 17 de Outubro de 2010 às 19:34
pois é *-*

Precisa de família :/
De fii a 17 de Outubro de 2010 às 19:49
o blog? bem, sinto que preciso de recomeçar.
criei um novo, é privado e então estou na fase de adicionar pessoas que me pedem para ser adicionadas, mas depois começo a publicar coisas nele.
enfim, no fundo, não sei porque vou deixar de escrever neste. mas quero recomeçar, melhorar e ser ajudada noutros pontos.
De Vida animal a 17 de Outubro de 2010 às 19:53
Refereste á história do meu cão, o Fofinho? :s
De fii a 17 de Outubro de 2010 às 19:56
exacto :)
De Vida animal a 17 de Outubro de 2010 às 19:58
A história é mesmo verdadeira, foram tempos dificeis para o bichinho :x

Obrigada *-* Eu era pequenina e ele era tão fofinho que ficou mesmo assim o nome dele ;D

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