The Only Exception
Quarta-feira, 13 de Outubro de 2010

capítulo 9. ❤

tinhamos falado com o christian e ele aceitou ir, depois de ter feito umas piadinhas do tipo 'aposto que os garçons vão estar com uma coleira ao pescoço, com guizinhos', o justin não ficou atrás disse que as entradas iriam ser biscoitos secos de gato, mas para piorar a situação a payton saiu com esta "não vão nada, porque a mimi num come cereais secos, ou é paté ou comida preparada exclusivamente para ela" ninguém se controlou e tivemos um ataque de riso, também ainda ninguém tinha percebido o porquê de haver uma festa para uma gata, segundo o meu irmão e o justin, são clichés de alguém que não tem nada para fazer ... mesmo sendo um cliché a payton estava em pulgas para ir ... pulgas, gato, ahahahahahahahah, ok, esqueçam, isto é do sono ! a payton quando disse que iamos às compras de manhã cedo não estava a gozar, aproveitei que ela foi tomar o pequeno-almoço e fugi para o quarto do justin, isto apenas porque ontem ele disse-lhe que ela podia-lhe comprar a roupa ao seu gosto para ele que ele usaria qualquer coisa, um paraíso para a payton digamos, ela claro que aceitou, eu e o chris tentamos o mesmo, mas num adiantou de nada, e como ela prometeu que não o iria acordar e nem sequer entraria no quarto dele, nada melhor que ir para o quarto dele, num é verdade ? é pois ! ok, eu tenho que parar de fazer perguntas a mim mesma e responder !

entrei no quarto dele, quarto dele como quem diz, o quarto é de hospedes, na minha casa, logo é meu, wherever, entrei com muito cuitado e fechei a porta, ele estava virado para o lado da porta, mas muito afastado da ponta, como se já tivesse à espera que eu ali fosse e me desse lugar para me deitar, abanei a cabeça como se o que eu tivesse a pensar fosse de outra realidade e eu quisesse espantar esses pensamentos.

movi-me com muito cuidado, não queria correr o risco de o acordar, puxei o cobertor para baixo e deitei-me virada para ele, o que foi quase o fim do mundo, porque se o meu objectivo era tentar dormir, foi esquecido no momento em que senti a respiração dele a bater na minha cara, por mais que quisesse fechar os olhos sentia a respiração dele, mesmo que me quisesse virar sentia o cheiro dele, todo aquele quarto tinha aquele aroma, todo ele cheirava a justin, tremi ao sentir a mão dele nas minhas costas, claramente ele estava a dormir, tentei retirar o braço de cima de mim, mas quando lhe toquei ele contraiu-se, permitindo assim que eu deixasse o braço onde estava, pois não o queria acordar.

senti a payton a andar de um lado para o outro, a falar com o chris e a perguntar por mim, o chris com a voz sonolenta disse que num sabia e que ia tomar banho, ela pos a mão na maçaneta da porta do justin, fiquei preocupada, porque para além de estar a fugir dela, estava na cama com ele, mas ela logo a largou, devia ter pensando que isso era impossivel ... para mim isto parecia surreal, estar na cama com ele, a sentir a sua respiração na minha boca, a sentir o seu cheiro por cada inspiração que fazia, estava apenas deitada a contemplar cada traço do seu rosto, cada mexa de cabelo dele, reparei que ele tinha deixado de usar brinco e que começara a usar uma argola, provavelmente posta ontem, sim, ele tinha um brinco na orelha. eu adorava ver argolas em rapazes, acho que lhes dava um certo charme, e nele, dava-lhe todo ! não me consegui conter e comecei a fazer-lhe festas no cabelo, enquanto tinha um sorriso todo estúpido na cara, parei quando o vi a abrir os olhos.

ele: tu aqui ? - perguntou ao abrir os olhos lentamente.

eu: shiu, a tua irmã não pode saber que estou aqui. - pus-lhe o dedo na boca.

ele: a fugir das compras ? - perguntou com alguma dificuldade devido ao meu dedo estar na boca dele.

eu: sim. - retirei logo o dedo.

ele: e estavas a fazer-me festas na cabeça, porquê ? - sorriu maliciosamente.

eu: porque tinhas um bicho no cabelo.

ele: e tu em vez de o matares, esava a acaricia-lo ? - riu-se.

eu: num sejas parvo. - afastei-me.

ouvi a porta a fechar-se, provavelmente a payton já tinha saído, só depois é que reparei que a mão dele continuava à volta da minha cintura, ele ao reparar nisso, apertou-me mais e puxou-me para ele, deixando-me a poucos centimetros da sua boca e de corpos colados.

ele: sou parvo, mas gostas de vir para a minha cama. - roçou o nariz ao meu.

eu: não digas asneira ... hmm, ahmm, eu apenas estava a fugir das compras ... e o melhor sitio era aqui. - fiz imensas pausas, devido estar demasiado proxima dele e sentido ainda mais perto a sua respiração.

ele: inventa histórias, inventa. - disse com uma voz rouca.

eu: olha a payton já saiu, portanto. - tentei me levantar.

ele num gesto repentino, deitou-me outra vez, com ligeira força, deixando-me assim surpreendida com aquele acto.

eu: para quê que foi isto ?

ele: o quê ? - tentou disfarçar.

eu: eu quero ir embora.

ele: vai. - levantou a mão, dando-me assim hipótese de saír.

levantei-me, e vi-o a levantar também, não percebi, até ele me ultrapassar e mexer na chaves que estava na porta, percebi então que ele tinha acabado de nos trancar lá dentro, eu com uns mini calções e um top e ele só de boxers e uma t-shirt, fechados num quarto ... socorro, mãeeeeee !

ele veio ao meu encontro e eu dei um passo atrás, estava a fazer isso sucessivamente, até que o pouco espaço que tinha, acabou, fazendo assim que me desiquilibra-se e caísse na cama, ele riu-se e fitou-me, eu fiquei a olhar para ele sem ter reacção alguma, ele caminhou até mim, eu apenas o conseguia olhar.

 

- justin.

caminhei até à cama e fiquei a olhar para ela, ela estava deitada a olhar-me com uma expressão confusa, no fundo eu também estava confuso, porque naquele momento a única coisa que eu queria era poder beija-la e te-la nos meus braços, estava a dar em louco com o facto de não perceber o que se estava a passar comigo, estava com medo, sim, eu estava com medo, de estar a fazer algo errado, mas naquele momento pouco tempo tive para isso, ela levantou-se, ficando assim com as pernas encostadas à cama e super perto de mim, ficamos a olhar um para o outro, sem falar, apenas sentido o cheiro de cada um a envolver-se no ar, as respirações a irem uma contra a outra e os olhares a serem atraídos.

ela era linda, os olhos azul turquesa dela pareciam envolver-se com os meus, sem nenhum de nós dizer nada, beijamos-nos, foi como um impulso, vindo da parte dos dois, sem ser preciso um de nós ter insentivo, as nossas bocas juntaram-se e o as nossas linguas envonlveram-se, como se já não o fizessem à muito tempo, algo impossivel de explicar, visto que ainda ontem nos beijamos ... mas com ela isso era bastante frequente, sempre que a beijava parecia que era o nosso primeiro beijo, aquela ancia e aquele desespero por teres esperado tanto tempo por aquele momento.

era estranho o modo como o toque dela me fazia arrepiar, como era hábito dela, pos os braços à volta do meu pescoço, quando o beijo estava estabelizado e aquela ansiedade e pressa estavam ultrapassadas, mexendo assim no meu cabelo, mal me apercebi que ela queria que o beijo continuasse, tanto ou mais que eu, pus-lhe a mão na cintura e outra na nuca, separamos-nos, a nossa respiração estava acelarada, ela aproximou-se e encostou a testa à minha, eu sorri com esse gesto, ela ao ver o meu sorriso também sorriu, se antes as nossas respirações estavam a chocar, agora estavam em plena luta, estavam ambas acelaradas.

num acto surpreendente e repentino, ela abraçou-me, não sei o que significava, só sei que o meu corpo reagiu logo ao toque dela, permitindo assim um abraço forte e caloroso, ela era ligeiramente mais alta que eu, então deitou a cabeça no meu ombro, fazendo-me arrepiar, devido a estar a respirar para o meu pescoço, ela sorriu ao reparar nisso e deu-me um beijo no pescoço, sorri instantaneamente.

 

...

- caitlin.

estavamos na porta à espera do motorista da minha tia, a payton tinha mandado vir comigo por ter desaparecido, nem uma desculpa soube arranjar, teve que ser o justin a perguntar que roupa é que lhe tinha comprado, e como falar de roupa com a payton é o mesmo que falar de missas a um padre, esqueceu-se logo e começou a contar a sua aventura no shopping com o chris, eu sorri-lhe em forma de agradecimento e ele piscou-me o olho e fingiu estar atento ao que ela lhe estava a dizer.

o justin estava realmente lindo, a payton surpreendeu-o com as coisas que lhe comprou, a mim disse-me "visto que não vieste comigo, vais vestir o que eu te trouxe e sem reclamar", concordei, achei bastante curto o raio do vestido e pensei que por momentos fosse cair com o raio dos tacões, mas ela lançou-me aquele olhar, que aceitei logo e sorri até, como o justin diz "sai mesmo à mãe". mas nem fiquei assim tão mal.

chegou o motorista e lá fomos nós, os olhares entre mim e o justin eram constantes, tive até medo que a payton reparasse, mas ela ia tão aluada com o facto de ir a uma festa dada pela minha tia que não reparou em nada.

chegamos à festa, estava tudo miniosamente preparado, desde as posições dos sofás, à escolha da comida, se havia uma coisa que a minha tia era boa para além de fazer compras, era preparar festas, mal chegamos a payton ficou maravilhada a olhar para tudo e tentar aperceber-se que aquilo era real.

erin: bem, a menina está linda. - sorriu.

eu: obrigado tia.

erin: e o seu namoradozinho, também. - sorriu.

eu: ele não é meu namorado tia. - disse envergonhada.

erin: não ? que pena, os meninos faziam um casal tão bonito. - sorriu.

ele: obrigado. - sorriu.

erin: e não dão os parabéns à aniversariante ? - estendeu a mimi.

ele: ela está a falar a sério ? - arqueou a sobrancelha e sussurrou-me.

eu: sim, está. - sussurrei.

payton: olá linda. - sorriu e fez-lhe uma festa - muitos parabéns. - sorriu.

ele: ela que nem pense que eu vou fazer as figuras tristes que a minha irmã está a fazer. - sussurrou-me.

eu: óh justin ! - disse-me a rir.

ele: parabéns mimi. - fez cara de enjoado.

chris: parabéns.

eu: parabéns coisinha. - sorriu.

erin: a menina sabe que isso de lhe chamar 'coisinha' a faz ficar com nauseas e enchaquecas.

ele: óh meu deus. - falou para si.

eu: desculpe mimi.

a a gata miou e os justin ficou a olhar para ela do tipo 'oi ? Ô.o' ahahahahah.

erin: bem meninos, fiquem à vontade que eu vou receber os restantes convidados.

eu: vá lá tia.

erin: beijinho meus queridos.

ele: olá linda, muitos parabéns ? - fez uma voz super fininha e olhou para a payton.

payton: era de muita má educação não dar os parabéns à aniversariante.

ele: é uma gata, minha ! - falou alto.

chris: tem sentimentos. - ironizou.

payton: exacto. - disse com certeza.

ele: nem digo mais nada. - arqueou a sobrancelha - deixem-me ir embora antes que isso se pegue. - saiu.

payton: anda chris, vamos ver o resto da festa. - puxou-o.

ainda ouvi o meu irmão a protestar, mas com a payton num há discussão possivel, se ela diz 'sim' é porque tem mesmo que ser 'sim' !

fiquei sozinha lá, decidi ir dar uma volta, ir ao jardim que a minha tia tinha atrás da casa, aquilo estava vazio, provavelmente porque naquele lado não tinha piscina nem nada, apenas arvores, e era isso que eu adorava ! ouvi uma voz, o que me fez saltar e virar logo para trás.

ele: então não estás com os outros ?

eu: nup, decidi vir dar uma volta. - sorri.

ele: hmm, está bem, queres que eu vá embora ?

eu: não, num é preciso. - sorri.

ele: eu já referi que esta festa é uma estupidez e que num valeu mesmo a pena vir ?

eu: ainda agora começou.

ele: e ? num há aqui nada de interessante, as únicas raparigas que aqui estão são betinhas e têm a mania.

eu: são todas da alta-sociedade. - desviei o olhar.

ele: isso não significa que têm que ter a mania.

eu: geralmente é assim.

ele: num gosto disso.

eu: faz parte da vida. - olhei para ele e esforcei um sorriso.

ele: tens saudades da tua mãe ?

eu: tenho.

ele: e do teu pai ?

eu: bastantes.

ele: estás triste ?

eu: muito.

ele: queres que eu te abrasse ?

eu: quero.

conversa mais monotona e seca, fiquei sem expressão alguma quando ele me perguntou sobre a minha mãe, a verdade é que morria de saudades dela, e do meu pai então, nem se fala, perde-lo foi algo que me custou bastante, alias ainda hoje me custa. ele abraçou-me, senti-me verdadeiramente segura nos seus braços, enquanto me abraçava fazia-me festas na cabeça, sentia-me tão bem nos seus braços que desejei nunca mais os largar, mas isso era impossivel, até que o abraço se separou e ele ficou a olhar para mim, com delicadeza fez-me uma festa na cara e sorriu-me, sorri-lhe de volta, não sei o que lhe levou a fazer, mas a verdade é que ele me pos as duas mãos na cara e com bastante delicadeza e carinho, encostou os seus lábios aos meus, foi apenas um beijo colado, ele afastou-se e ficou a fitar-me, não me contive e beijei-o, ele logo retribui, fazendo o ritual que o meu corpo já se andava a habituar, por uma mão na minha cintura e outra na minha cabeça, enquanto a sua lingua se debatia com a minha, enquanto os seus lábios se uniam com os meus, enquanto o seu cheiro penetrava em mim.

paramos o beijo para dar espaço de respirarmos, ele encostou a testa à minha e a rir-se disse-me "gosto muito de ti", de seguida deu-me um beijo, este foi calmo, sentido e sobretudo seguro, foi mais rápido, mas conteve o mesmo sentimento, no fim ele sorriu-me e fomos para a tal festa que não tinha valido a pena, ao pensar nisso ele disse-me "afinal a festa até vale a pena" sorriu e largou a minha mão ao ver que já estavamos ao alcance das pessoas, tanto ele como eu, não tinhamos certezas de nada, apenas que queriamos estar juntos, mas que ninguém soubesse.

 

continua ...

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publicado por p;αndяαde. ॐ às 18:54
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28 pintinhos piu:
De Juh... a 14 de Outubro de 2010 às 01:13
esta lindoooo posta logo
De Bed Of Roses a 14 de Outubro de 2010 às 12:01
podes crer , ha que tempos :D
Gostei do teu post :b
e obrigada :D
De lex a 14 de Outubro de 2010 às 14:09
O teu pai ...? Desculpa a pergunta, se não quiseres não respondas
De Catie ♥ a 14 de Outubro de 2010 às 14:11
Oinn +.+
Simplestemente adorei , quero mais :b
De lex a 14 de Outubro de 2010 às 14:35
Eu percebi que estavas a falar do eu pai, estava a perguntar se ele (não sei como perguntar de uma forma delicada) morreu ou assim?
Desculpa a pergunta, mas li também o capitulo e foi isso que percebi que aconteceu com a caitlin.
De Ana a 14 de Outubro de 2010 às 15:20
Obrigada por divulgares o teu blog é fantastico!
De carolina lewis a 14 de Outubro de 2010 às 17:11
está maravilhoooooooooooooooooso !
beijinho.
De - huun a 14 de Outubro de 2010 às 17:25
tu tens um dom de me encantar com esta fic meu deus , adoro-a mesmo :3
opá cada vez gosto mais ! eles são tão amorosos e românticos e fofinhos :3
tenho novidades :$
<3
De lex a 14 de Outubro de 2010 às 18:29
Da maneira que falas-te deu a entender, mas ainda bem que está vivo e de boa saúde (: Eu sinceramente nem me tinha lembrado do pai da Cate xD já nem me lembrava que ela tinha mãe e pai, só me lembrava que ela tinha jsutin
Já agora., em que dias postas?
De Vida animal a 14 de Outubro de 2010 às 20:14
óh, tadinha da enguia :p

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