The Only Exception
Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

capítulo 6. ❤

estava a dormir descansada quando acordo com um barulho vindo da cozinha, levantei-me, esfreguei os olhos, bocejei e fui ver o que se passava, quando me deparo com um cenário que era impossível de imaginar; o justin a sangrar da boca, e com um golpe na testa, estava todo cheio de terra e louco à procura de provavelmente os primeiros socorros, o mais provável era ter levado na boca, por andar a fazer-se a tudo o que se mexia, enfim, nada de novo portanto.

eu: passou-te um camião por cima ?

ele: viste a caixa dos primeiros socorros ?

eu: vi, está ali na despensa.

ele: obrigado.

eu: de nada. - desci as escadas e caminhei para a cozinha - então o quê que aconteceu desta vez ?

ele: nem me fales disso, estou com um nojo à bridgit, que nem imaginas !

eu: mas o quê que aconteceu ? - arqueei a sobrancelha.

ele: diz antes o quê que não aconteceu.

eu: e o quê que num aconteceu ?

ele: ela não me avisou que tinha namorado. - disse a destruir quase a despensa toda.

eu: calma, senta-te aí que eu vou buscar a mala.

ele: obrigado.

eu: só não encontras o que não queres. - disse ao pegar na mala de primeiros socorros. - mas conta lá o que aconteceu.

ele: eu fui ter com ela, as coisas deram-se e quando ela foi embora apareceu-me um tipo e perguntou-me se ela era gira e eu disse que sim, e muito, ele partiu logo para o murro e pronto, basicamente foi isso.

eu: nada de novo, portanto. - disse a por a água oxigenada na gaze.

ele: e o pior é que o raio da rapariga num vale tanto assim.

eu: és mesmo idiota.

ele: auuu, calma. - agarrou-me no braço.

eu: então és tão corajoso para umas coisas e para outras tão medricas, juju ?

ele: não, tu é que és bruta.

eu: mau, tratas já tu disso. - pus-lhe a gaze com água oxigenada de novo na testa.

ele: sabes o quanto isto está a arder ?

eu: tu também. - revirei os olhos e comecei a soprar enquanto limpava a ferida com a gaze.

ele: a minha irmã ?

eu: foi à tua tia. - pus-lhe betadin no algodão e pus-lhe na testa, seguindo com um penso.

ele: e o chris ?

eu: na escola, nem todos tem a sorte de só ter aulas de tarde.

ele: eý, pois é.

eu: vamos lá ao lábio.

ele: maldita hora que me meti com aquela gaja.

eu: é bem feito ninguém te manda ser tão mulherengo.

ele: óh, faz parte da minha naturalidade.

eu: então levares na boca, também vai fazer parte da tua existência. - pus-lhe água oxigenada no lábio.

ele: está a arder.

eu: é para aprenderes. - sorri e soprei.

nesse momento os nossos olhos encontraram-se, ficando assim uns perdido nos outros ... estavamos realmente perto, e eu só tive noção disso quando senti a respiração dele, e o seu cheiro ocupou toda a minha inspiração. mas mais estranho não era isto, mas sim que ele não se contraía ou se afastava, apenas me fitava, como se fosse a primeira vez que me estivesse a ver, como se tivesse a tentar encontrar o caminho no meio da labirinto que eram os meus olhos, e para meu maior desespero eu estava a gostar daquilo, estava a gostar de o ter tão perto de mim, de o ter ali, assim !

eu:  bem, já está. - disse meia constrangida.

não aguentava mais estar ali, não sabia o que estava a sentir, mas tinha a certeza de uma coisa; não era algo que me agradava ! mas no momento em que lhe virei as costas, ele puxou-me, nem tinha reparado que ele se tinha levantado, mas para melhorar a situação eu estava de novo perto dele, voltava a sentir o seu cheiro, a sua respiração e o seu hálito, naquele momento um pensamento estúpido invadiu-me a cabeça "beija-o", tentei afastar essas ideias da minha cabeça, mas parecia ser impossivel, naquele momento a minha vontade era de o beijar e de lhe poder tocar, mas não o iria fazer nunca ! nesse momento os olhos do justin afastaram-se do meus e foram em direcção à minha boca, não sabia o que aquilo significava, nunca imaginei poder estar com vontade de o beijar, não a ele, não ao parvo do justin.

ele: obrigado. - sorriu.

eu: hmm, ahm, de nada.

ele: vais para a escola ?

eu: vou e tu ?

ele: não, vou descansar.

eu: está bem.

ele: bem, mais uma vez obrigado. - sorriu e largou-me.

eu: de nada. - virei costas.

num desespero, subi as escadas a correr e fui directa para o quarto de banho, apoiei as minhas mão ao lavatório e olhei para o espelho, vi o pior que algum dia podia ter visto, vi a minha timidez notória nas minhas bochechas e um brilho nos olhos, isso só podia significar uma coisa, e sinceramente isso não me agradava, eu não podia de todo estar a começar a gostar dele, não podia mesmo ! abri a torneira e agarrei na água levando-a à cara.

...

estava pronta para ir para a escola, quando passo pela sala e vejo o justin sentado no sofá a ver um filme, ele olhou para mim e sorriu, não sei porque o fiz, mas sorri-lhe de volta.

ele: diz que depois justifico as faltas, está bem ? - sorriu-me.

eu: está bem.

ele: olha queria-te pedir mais uma coisa.

eu: diz. - estava sem expressão alguma na cara, devido aquilo de manhã.

ele: não contes a ninguém o sucedido, não quero que se preocupem.

eu: está bem. - virei costas quando ouvi um som que me chamou logo à atenção - eu num acredito ! é o step up 2 ?

ele: é, sacaram-me e gravaram-mo. - sorriu.

eu: eu não acredito, eu já quero ver esse filme à totil !

ele: estás à vontade, a casa é tua.

eu: e a escola ? - mordi o lábio.

ele: óh, vá lá caitlin, é o segundo dia, mal num vai fazer.

eu: mãezinha, eu vou ver mesmo. - mandei a pasta para a cadeira e sentei-me à beira dele no sofá.

o quê que eu estava a fazer ? eu iria faltar à escola, para ver um filme romântico à beira do justin, isto só visto mesmo !

ele: e já vai começar. - sorriu.

eu olhei para ele e num consegui dizer nada, os seus olhos pareciam ter-me prendido as palavras. durante o filme, não falamos, apenas olhares constrangedores  aconteceram, não sei se ele estava a sentir o mesmo, só sei que a ideia de poder estar a começar a sentir algo por ele, me assombrava.

ele: e o filme acabou.

eu: pois foi.

ele: já era de prever que iam ficar juntos. - revirou os olhos.

eu: é normal, quando se ama de verdade fica-se junto.

ele: nem sempre sabes ? muitas vezes acontecem coisas que fazem com que se separem, ou nunca se envolvam.

eu: sim, mas lutar vale sempre a pena.

ele: num digo que não, apenas acho que temos que saber quando é que o fim da luta chega, do que estarmos a lutar por algo que já não tem mais volta a dar.

eu: quando se ama, há sempre mais que possa fazer.

ele: nem sempre, por vezes só o tempo é que faz acontecer, faças o que fizeres num muda.

eu: muda sempre.

ele: alguma ve estiveste apaixonada de verdade ? - olhou-me nos olhos.

eu: já.

ele: e como posso calcular, a luta teve o seu fim.

eu: teve, nada é para sempre.

ele: nunca disse que era, até porque eu não acredito nisso.

eu: e tu ? se sabes o quanto é bom amar, porquê que iludes as raparigas ?

ele: correcção, eu nunca as iludi, elas sabem perfeitamente que comigo nunca vão ter nada sério, e deixo isso bem claro, se elas se iludem é porque querem !

eu: é facil falar, mas não se manda nos sentimentos.

ele: pois não, mas tens sempre a opção de não te entregares tanto, de não te iludires tanto.

eu: sim, se elas têm algo contigo é porque querem, lá isso é verdade.

ele: exacto.

eu: deves mesmo gostar de ter todas as raparigas atrás de ti. - olhei para ele.

ele: não tenho todas.

eu: pronto, quase todas.

ele: não tenho quem quero. - olhou para mim.

eu: a jas ? - mordi o lábio.

ele: vamos ver outro filme ? - mudou de assunto.

eu: qual ?

ele: sei lá, deixo-te escolher.

eu: hmm, já sei. - levantei-me e fui até o meu quarto.

mal encontrei o filme desci a correr.

ele: qual ?

eu: 'the notebook'.

ele: que piroseira pá. - revirou os olhos.

eu: eý, se tens amor à vida não insultes o filme !

ele: é muito lamexas cate.

eu: chamas-te-me de cate. - sorri.

era inevitavel não mostrar a minha felicidade ao ouvi-lo dizer 'cate', naturalmente, sem ser preciso eu obriga-lo ou estarmos a fingir ter algo.

ele: pronto, vamos ver esse filme.

eu: boa. - sorri, fui meter o dvd a dar e saltei para o sofá.

estava a começar a ficar com frio, e ele pareceu notar isso, tanto que me puxou para ele e me aconchegou no seu peito, puxando a manta que lá estava, para me cobrir, sorri com esse gesto e aconcheguei-me no sei peito. o seu peito era quente e cheirava bem, podia ouvir e sentir o seu coração a bater, tentei parar de pensar nisso e tomar atenção ao filme, estava na minha parte preferida, na que ele lhe dizia que todos os dias lhe tinha escrito e que ainda nada tinha acabado, a agarrava e beijava ! estava a ficar com os olhos bastante pesados, dei por mim a corar com uma festa que o justin tinha feito nas minhas costas, sorri com esse seu gesto e não me lembro de mais nada, fechei os olhos e adormeci naquele cenário que me metia duvidas, mas que me fazia sentir tão bem.

 

continua ...

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publicado por p;αndяαde. ॐ às 17:23
| comentar.
17 pintinhos piu:
De carolina lewis a 30 de Setembro de 2010 às 19:06
está absolutamente LINDO!
beijinho :)
De - huun a 30 de Setembro de 2010 às 19:28
ai que lindos e fofinhos *.*
adoreeiii !
ai meu deus ! amei <3
De Nini a 30 de Setembro de 2010 às 20:57
ai que bom que gostas'te o teu é lindo tambem! tou maravilhada... tenho de ler esta historia
De Daniela Cristina's Diary a 30 de Setembro de 2010 às 21:07
Lindo lindo lindo (:
tens um dom muito grande para escrever Querida +.+
Coitadinho do Justin mete-se com "todas" e depois da nestas coisas, mas o momento deles foi tão bonito, tão romântico, é tão bom podermos ter alguém perto de nos que gostamos e nos apoia quando precisamos ..
Ja estou ansiosa pelo próximo capitulo , beijinhos sweet
De Catie ♥ a 30 de Setembro de 2010 às 21:28
Está para breve (:
De Raquel a 30 de Setembro de 2010 às 21:32
obrigada ^^
beijinhos*
De Catie ♥ a 30 de Setembro de 2010 às 21:46
Amei o capitulo , escreves tão bem *-*
De Ana Silva ♥ a 30 de Setembro de 2010 às 22:02
jurooo que amei o post +.+
esta simplesmente perfeito :$
De Dri a 30 de Setembro de 2010 às 23:44
xD
De JoanaCorteReal♥ a 1 de Outubro de 2010 às 19:47
:)xx

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