The Only Exception
Quarta-feira, 4 de Julho de 2012

ss - décimo sétimo. ♥

se eu voltei a postar, devem agradecer à dádá fofa, que tanto insistiu para que o voltasse a fazer. dama da street, o cap é teu.

assim que o despertador tocou, o meu corpo foi impulsionado para fora da cama. o meu corpo reclamava pelas poucas horas de descanso, não tivera eu dormido mal devido a toda preocupação que tinha em volta do justin e da morte do seu avô. apesar das circunstâncias eu iria conhecer a sua família, iria passar uma semana com ele, iria no fundo ser inserida no seu mundo real, longe do campo de férias onde nos encontrávamos. a todo custo saí do banho, era bom demais estar debaixo de água, para relaxar e o meu corpo sabia-o bem, tendo assim tentado trair-me, exigindo que não saísse do banho... mas apesar de querer lá ficar, não podia esquecer que o avião não esperaria por mim e acredito que nem o justin o faria. ele ainda estava um pouco contra o facto de eu ir, segundo ele não tinha o direito de acabar as minhas férias. mal sabia ele, que longe dele é que as minhas férias acabariam.

peguei nas roupas de cima da cadeira, onde eu as coloquei ontem, após as escolher e arranjei-me. prendi o cabelo numa trança espinha de peixe e passei corrector, numa tentativa em vão, de esconder as enormes olheiras que teimavam em marcar o meu rosto cansado. peguei na mala que iria levar comigo, onde lá estava o essencial, as restantes coisas iriam ser mandadas para minha casa, pelo menos assim me assegurou a minha mãe. peguei no telemóvel e pude ver que ainda nem sequer eram 7h da manhã.

assim que chegássemos a França, local onde a família e inclusive o justin viviam, iríamos logo seguidos para a capela. o funeral iria ocorrer as 11h da manhã. saí sem fazer barulho, não era justo acorda-las. quando saí da camarata pude-o ver sentado na mesa, com a cabeça para baixo, envolvida pelas suas mãos. era notável o quão abatido se encontrava, não tivesse ele perdido o seu segundo pai. envergava um fato preto, algo que nunca imaginei vê-lo. a ocasião não o permitia, mas tinha que admitir que estava ainda mais bonito do que o costume. caminhei até ele e parei mesmo à sua frente.

eu: justin - chamei-o, tocando-lhe no ombro.

por momentos pensei que me fosse ignorar, mas passado um bom tempo levantou a cabeça, olhando-me nos olhos. o meu mundo desabou quando vi o seu semblante carregado, cheio de tristeza. aquele não era o justin que eu estava habituada a ver, de todo. levantou-se sem nada dizer e pegou nas duas malas, caminhando assim até ao táxi que nos esperava mais à frente.

senti-me uma inútil por não poder fazer nada para acabar com o seu sofrimento. o taxista guardou as nossas coisas na mala do carro, dirigindo-se depois para o lugar de motorista. eu e o justin sentamo-nos no banco atrás. sem sequer pensar em como ele iria reagir, agarrei na sua mão e entrelacei os meus dedos nos dele. assim que se apercebeu disso olhou-me nos olhos, quase num sussurro proferi um "estou aqui". sabia que nada adiantaria, mas a verdade é que acima de tudo o queria bem.

passado quase uma hora chegamos ao aeroporto, com a ajuda do taxista retiramos as nossas malas. foi só preciso levantar os bilhetes, visto que os nossos pais tinham-se encarregado da compra. a viagem foi toda feita em silêncio, com a minha cabeça apoiada no seu ombro e os nossos dedos entrelaçados, como verdadeiros namorados.

assim que o avião pousou senti o seu corpo enrijecer, era agora que ele percebia que era tudo real, que nada iria mudar o acontecido que o tinha feito voltar para a sua terra natal, antes do previsto.

o motorista particular da sua família já nos esperava, com um simples cumprimento, em francês, pegou nas nossas bagagens e levou-as até ao carro. caminhamos em silêncio, sempre de mãos dadas. a verdade é que me sentia segura assim e tinha a certeza que ele também. a meio da viagem o motorista manifestou-se, chamando a nossa atenção com a sua pergunta.

motorista: préfèrent passer à la maison ou aller tout droit au cimetière? (prefere passar em casa ou ir directo para o cemitério?)

ele: je vais au cimetière - disse seguro, o certo é que de fato e a falar francês ele me deixava ainda mais desarmada do que o costume.

motorista: assurément - não questionou, levando-nos então até ao cemitério.

mesmo antes de sairmos do carro, pudemos observar a quantidade de gente que se encontrava quer dentro, quer fora da capela, não fosse o avô do justin um homem importante, mas acima de tudo, de bom carácter.

quando nos aproximamos pude ver quantos olhares estavam destinados ao justin, uns de pena, outros de carinho e incrivelmente havia alguns de cobiça. ele não retribuiu qualquer olhar, andava sempre com os olhos fixos no nada. mesmo antes de entrarmos na capela, conseguia-se ouvir lamúrias feitos em francês e bastante choro, assim que entramos vimos imediatamente a família dele. sem nunca largar a minha mão, caminhou até eles. sem nunca olhar para o caixão e para o corpo que estava dentro dele, mesmo ao seu lado.

mãe dele: mon petit - disse com voz rouca, muito provavelmente de muito chorar.

ele: mére - largou a minha mão e agarrou aquela mulher, esguia e com um semblante duro e sofrido.

tentei ignorar os olhares que me foram direccionados quer por parte da família dele, quer por outras pessoas. odiava sentir-me como um elefante num dia de espectáculo no circo. sem mais puder fazer, olhei para o caixão, percebendo que o senhor lá deitado, tinha feições idênticas ao justin, mais vividas, claro, mas que nos faziam voltar no tempo e ver os traços idênticos aos do seu neto.

rapaz: c'était un homme bon - falou demasiado próximo do meu ouvido - vous parlez français?

eu: não - disse seca, não estava a gostar nada das intimidades dele.

rapaz: hmm, muito bem - esboçou um sorriso malicioso - então e eras o quê ao meu avô?

avô? mas o justin não era filho único? a minha cara deveria de ser mesmo engraçada, visto que o rapaz soltou uma gargalhada baixa, não nos podíamos esquecer que estávamos num funeral... do seu próprio avô.

eu: não sabia que o justin tinha irmãos - tentei-me afastar dele.

rapaz: e não tem, a mãe é que tem - disse triunfante - então és o quê ao meu priminho?

eu: quando te dever explicações liga-me, ya? até lá, baza - disse arrogante, não estava com a mínima paciência para bate couros, principalmente com o justin ao lado, devastado com a morte do seu parente.

rapaz: espevitada... hmm, adoro! - soprou-me no ouvido, o que fez com que eu desse um salto.

ele: algum problema? - fez-se soar ainda mais frio do que era habitual, quando se destinava a mim.

rapaz: claro que não, priminho - proferiu com um tom sarcástico a última palavra - apenas estava a meter conversa com a tua acompanhante, nao era princesse? - sorriu-me, mas quem é que no seu perfeito juízo fazia-se a alguém no funeral do próprio avô? só me calham duques...

ele: elle est mon - disse entre os dentes.

rapaz: quelle est la vôtre est la mienne... toujours été comme ça, tu te souviens? (o que é teu, é meu... sempre foi assim, lembras-te?) - provocou-o.

eu: calma - meti-me antes que aquilo dê-se para o torto - tu, baza daqui! - apontei para o rapaz irritante - e tu, vê se o ignoras - direccionei-me ao justin.

rapaz: eu volto, princesse - sorriu-me - até já, cousin.

ele: não te quero perto dele - disse tão frio que me fez até ter medo.

não tive tempo de responder, pois avisaram que o corpo seria agora retirado da capela e levado para o cemitério. os ânimos no cemitério foram mais calmos, o primo do justin também lá estava, mas apenas se limitou a provocar-me com olhar e sorrisinhos, não tentou uma única vez aproximar-se de nós. sem ponderar uma única vez, agarrei-me ao justin, encostando a minha cabeça no seu ombro. pude ouvir os seus soluços, assim como o de diversas pessoas que lá se encontravam, mas apenas as lágrimas dele me afectavam. quando o caixão foi colocado na cova, ele afastou-se de mim. caminhou até à campa, ainda por acabar e pegou numa rosa, que a mãe lhe entregou quando o viu perto dela. só parou de frente para o caixão.

ele: merci pour tout... vous aimerai toujours, grand-père (obrigado por tudo... sempre te amarei, avô) - entre lágrimas atirou a rosa para dentro, caindo em cima do caixão, sem dizer mais nada afastou-se.

toda a gente que o observou agora estava a chorar, comovidas com o sofrimento dele e com o acto que ele fizera. eu não fui excepção, quando ele chegou perto de mim percebeu que estava a chorar, sem nada dizermos, abraçamo-nos. senti as suas lágrimas molharem o meu pescoço, fazendo-me chorar ainda mais. ele estava mal e isso magoava-me. não sei quanto tempo ficamos assim, mas pude perceber vários olhares fincados em nós. quando nos separamos, dei-lhe um beijo na testa e garanti-lhe um "vai ficar tudo bem", ele apenas assentiu e continuou do meu lado. saímos de lá quando a mãe dele chegou e nos informou que tínhamos que ir. seguimos-la até ao carro, sempre de mãos dadas. a viagem até à casa deles foi toda feita em silêncio, o justin estava com a cabeça encostada à mãe, enquanto ela lhe acariciava os cabelos.

quando chegamos vi imensas pessoas lá, inclusive o primo irritante do justin. pelo que pude perceber, da explicação da mãe dele, eles iriam ficar ali alguns dias, pois todos precisavam do apoio da família.

a mãe do justin foi até à cozinha, dar ordens aos empregados de onde todos iriam ficar e o que era necessário arranjar. sentei-me com ele num sofá de dois lugares que tinha na sala. não dizíamos nada um ao outro, estávamos em absoluto silêncio. a minha mão não deixava os seus cabelos, sempre acariciando-o. acordamos do transe em que estávamos, quando ouvimos uma voz bem conhecida por ambos.

rapaz: então, isso é oficial? - não tentou sequer esconder a pitada de ironia exposta nas suas palavras.

ele: o quê que tens a ver com isso, ryan? - acabou por finalmente revelar o nome do primo irritante.

ryan: tudo priminho, sabes bem que sempre me preocupei com as pessoas que te davas - direccionou o olhar para mim - e tenho-te a dizer que nesta vez tiveste muito bom gosto - passou a língua pelo lábio superior.

ele: obrigado - disse seco, tentando acabar com aquela conversa.

ryan: de nada - caminhou até mais perto de nós - como é que te chamas, princesse?

eu: caitlin - olhei para o justin, que naquele momento estava com uma cara de poucos amigos.

ryan: posso-te chamar de cat? é que esse apelido combina em tudo contigo - tentou fazer um trocadilho com o meu nome, só mostrando o quão limitado era.

eu: e eu posso-te mandar ir apanhar no orifício? é que está-me mesmo a apetecer - olhei finalmente para ele - não sei se percebeste, mas estás aqui a mais... baza souris!

ryan: ui, pensei que não falasses francês - sorriu, divertido com a discussão - cat, cada vez me atrais mais com esse teu feitio.

quando ia responder a mãe do justin apareceu, chamando-nos para ir almoçar. levantamo-nos, ignorando o imbecil que ali estava. o mais irritante é que ele nunca perdia aquele sorriso trocista, mesmo vendo que o primo não estava a gostar. a sorte era que a mesa era enorme, se não muita gente iria ficar sem comer. éramos quase 20 pessoas naquela sala. sentei-me ao lado do justin e por azar o ryan sentou-se mesmo à minha frente. volta para o mar oferenda!

a conversa era monótona, ninguém tinha cabeça para grandes conversas, mas também não queriam pensar no que tinha acontecido. o ryan era uma das pessoas que parecia não estar minimamente abalado com a perda do avô, junto dele encontravam-se mais duas pessoas com a nossa idade. uma rapariga com os cabelos compridos pretos e encaracolados, e um rapaz com o cabelo mais ou menos até ao pescoço claros. o rapaz parecia estar absorto de tudo, já a rapariga não parava de olhar para o justin, o que me estava a irritar. ele parecia não reparar nas insinuações dela, o que no fundo até me deixava mais descansada. porque convínhamos, ela era bastante bonita.

no fim da refeição o justin decidiu sair da mesa, antes que fizesse o mesmo uma das tias dele falou comigo, deixando o francês de lado. fez-me um interrogatório de todo o tamanho, desde o meu nome, à minha idade, onde vivia, em quê que os meus pais trabalhavam, o quê que queria ser e finalmente, o que era ao justin. após essa pergunta, pude perceber o olhar interessado do ryan. não soube responder, pelo menos não o que queria dizer, optei por o de sempre: somos apenas bons amigos. o que não era de todo mentira, mas definitivamente não era o que eu queria poder afirmar. por momentos até pensei que ela me fosse perguntar em que dia do mês vinha a minha menstruação, com tantas perguntas que fez. após as atenções serem desviadas para outra coisa qualquer, pude perceber que a rapariga que estava a olhar para o justin já lá não estava. imensas coisas me passaram pela cabeça, mas a principal foi, que se eu a visse a fazer algo com ele, eu iria arrancar-lhe a cabeça à chapada. pedi licença e levantei-me da mesa.

fui até à sala de estar procura-lo, preferi pensar que nem ele, nem ela se encontravam no compartimento de cima, onde se encontravam os quartos, ou eu definitivamente iria fazer estragos naquela cara de menina rica. não os encontrei em lado nenhum, nem na sala de jogos. fui até ao jardim da frente e nada. se eles realmente tivessem algo eu iria-me embora, não me iria estar a humilhar mais, não desta vez. fui até à piscina e toda a minha calma foi para o espaço. ele estava deitado numa espreguiçadeira e ela sentada na mesma, no meio das suas pernas. nenhum deles deu pela minha chegada, a conversa devia estar interessante de mais. assustei-me quando senti alguém tocar-me no braço. assim que olhei para o lado vi o rapaz que estava na mesa, perto do ryan e daquela otária, que agora estava à beira do meu justin.

rapaz: ela sempre foi apaixonada por ele - disse sério olhando para eles os dois.

eu: e ele? - olhei-o, ele era bem mais bonito de perto.

rapaz: o justin? - riu-se - o justin não gosta de nenhuma rapariga... quer dizer, gostou de uma, mas ela ao que parece começou a namorar e esqueceu-o - disse sem olhar uma única vez para mim.

eu: namoraram? - e se ela voltasse? eu seria trocada muito facilmente, principalmente nesta situação.

rapaz: não, ele não quis - deu de ombros - ao que parece ela declarou-se a ele, nessa altura ele nada queria com ela, no ano a seguir quando tiveram juntos ele percebeu que afinal a queria, mas já era tarde.

eu: tarde porquê? - questionei curiosa.

rapaz: ela namorava - soltou uma gargalhada vazia de qualquer humor - irónico, não? ela queria, ele recusou alegando que eram só amigos e quando ela aceitou isso e partiu para outra, ele começou a quere-la.

eu: mas ele já não se falam? - os ciúmes começavam a falar cada vez mais alto.

rapaz: falam, pelo menos todos os verões - olhou finalmente para mim - segundo ele, este era o último ano que ele ia para o acampamento, caso ela continuasse a namorar com o tal rapaz, que por acaso era amigo dele. se ela não o quisesse, ele não voltaria lá mais, pois não estava para os ver bem, enquanto ele gostava dela - esboçou-me um sorriso amigável.

eu: vocês parecem bem íntimos... és o quê a ele? - tentei armazenar toda a informação adquirida naquela conversa.

rapaz: sou primo - desviou o olhar, ao perceber que a rapariga se tinha aproximado ainda mais do justin.

eu: és irmão do ryan? - torci o nariz, não só com a minha duvida, mas pela proximidade dela.

rapaz: não - soltou uma gargalhada nada sincera - sou primo de ambos. aquela ali - apontou para a morena - é a jasmine, irmã do rayn.

eu: só podia, um mal nunca vem só - pensei alto do mais, o que o fez rir-se - a quanto tempo gostas dela?

rapaz: desde que me lembro como gente, o que deveria ser amor de primos, ou até mesmo de irmãos, tornou-se nisto - abanou a cabeça negativamente, afastando-se de mim.

eu: espera - chamei-o, fazendo-o olhar na minha direcção - ainda não me disseste o teu nome.

rapaz: sou o chaz - sorriu-me.

eu: prazer - retribuí-lhe o sorriso - eu sou a ... - interrompeu-me.

chaz: caitlin, certo? - tentou esconder a diversão que sentiu ao ver a minha cara de confusão.

eu: como é que sabes o meu nome? - só podia ser na altura em que a tia do justin me perguntou como é que eu me chamava - ah, já sei. ouviste-me responder à tia do justin, não foi?

chaz: é minha mãe, já agora - olhou uma última vez para eles - não, não foi por isso. eu conheço-te, porque tu és a rapariga por quem o meu primo se apaixonou à dois anos atrás - sem me deixar responder, saiu.

aquela família começava a assustar-me gravemente. primeiro era o primo irritante, depois a tia curiosa, depois a prima oferecida e por último o primo misterioso que não dizia nada que com nexo. quando saí do transe "família bieber" pude ver a tal jasmine abraçada ao justin, toda feliz da vida. afinal existe mesmo gente que não conhece a palavra 'meu', mas nada que eu não pudesse ensinar. sem pensar duas vezes aproximei-me do casalinho.

eu: olá - disse assim que cheguei, fazendo-os separar-se.

jasmine: bonjour chers! - falou duma forma tão doce que me fez questionar o que seria mais verdadeiro, se a sua expressão de "sai daqui cabra" ou o seu sorriso de "não gosto de ti, mas vou fingir que sim".

eu: interrompo alguma coisa? - perguntei de uma forma cínica, piorou quando vi a sua roupa. será que ela conhece a palavra 'vestir'?

jasmine: claro que não, cherry - olhou para o justin de uma forma que não me agradou nada - bom mon amour, vou embora - deu-lhe um beijo no canto da boca e sorriu, saindo de lá - tchau chers.

eu: adeus - disse seca - qual é o problema dela? porquê que não usa roupa? - perguntei assim que ela entrou dentro de casa.

ele: ela usa roupas - disse confuso.

eu: a sério? não percebi - ironizei - espero que não seja uma pessoa fácil de apanhar doenças ou ainda apanha uma pneumonia.

ele: é a forma dela se vestir - desvalorizou o caso.

eu: ai ela veste-se? tive dificuldade em perceber isso, com tantas partes do corpo à mostra.

ele: tu também usas calções - defendeu-a, o que me irritou.

eu: calções sim, boxers não - olhei-o de esguelha.

ele: segundo ela, é moda - deu de ombros - mas também não me importa a forma como a minha prima se veste.

eu: espero bem que não - sentei-me onde à pouco a outra estava.

ele: ciúmes, beadles? - provocou-me, tocando-me no cabelo.

eu: vai sonhando, bieber - afastei-me dele - porquê que nunca me disseste que te tinhas apaixonado por mim?

ele: o quê que estás a falar? - ficou surpreso com a minha pergunta.

eu: o teu primo chaz disse-me que desde à dois anos que estavas apaixonado por mim e que ias deixar de frequentar o campo de férias se este ano eu não tivesse nada contigo - expliquei-lhe, sem nunca deixar de o olhar.

ele: o chaz e a sua grande boca - revirou os olhos - eu tinha-te dito que estava interessado em ti, desde há dois anos.

eu: sim, mas nunca que estavas apaixonado, nem que ias desistir do campo - manifestei-me.

ele: não achei necessário...

eu: tu preferias desistir, a falar comigo? - virei-me de frente para ele.

ele: tu estavas feliz e eu não tinha direito de estragar isso, já para não falar que tinha perdido a minha oportunidade.

eu: se me contasses podia ter sido diferente - olhei para baixo.

ele: não queria que tivesse sido diferente, assim está bem - levantou-me a cabeça - agora tu sabes o que sinto e estás comigo, não é verdade?

eu: mesmo assim - levei a mão até ao seu rosto - não queria que tivesses sofrido.

ele: faz parte - deu-me um sorriso quase apagado - mas o que importa é o agora... e agora tenho-te aqui.

eu: o quê que eu faço contigo, bieber? - abanei a cabeça num sinal negativo.

ele: para já ficas aqui comigo, depois logo se vê - fez-me deitar com a cabeça no seu peito - beadles, desculpa se te magoei.

eu: não digas disparates - entrelacei os nossos dedos - o que importa é que agora estamos assim, juntos.

ele: por agora... - murmurou.

eu: sim, infelizmente - deixei escapar.

já era de prever que isso não fosse durar tanto tempo assim. se nem o ser humano era eterno, porque haveriam de ser os sentimentos ou os actos?

jasmine - ryan - chaz

(os sobrenomes da jas e do ryan são diferentes, porque são apenas filhos da mesma mãe)

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 03:13
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48 pintinhos piu:
De dan a 4 de Julho de 2012 às 03:20
vim só aqui deixar a primeira marca u.u vou já leeeer*
De dan a 4 de Julho de 2012 às 03:39
vou expor o meu descontentamento perante o tamanho cap, no msn. se me dás licença..
De dan a 4 de Julho de 2012 às 03:40
uhhhhhhhhh justin a defender a pega de serviço: nao gostei! mas a caitlin sabe defender o q é dela, é a sorte :c
De filipa. a 4 de Julho de 2012 às 09:14
pois, ahah :b
De Joana♥ a 4 de Julho de 2012 às 13:22
esta lindo, quero saber o que vai acontecer por isso posta rapido!! :)
De Ana Silva ♥ a 4 de Julho de 2012 às 14:04
finalmente, estava quase a morrer de tanto esperar :ccc
já sabes que eu amei como amei todos te hoje :b
De liz collingwood a 4 de Julho de 2012 às 14:11
queres que te diga, nem eu xb
De Rita a 4 de Julho de 2012 às 14:38
adorei, está espectacular (:
Tadinho do Justin, dá mesmo pena fogo
beijinhos
De Dih'h ❁ a 4 de Julho de 2012 às 16:31
Olá!
Que saudades ^^
Gostei imenso do capítulo!
Apesar do início do mesmo ter sido um pouco triste, acabou bem.
Que família mesmo complicada xb
Fico à espera de outro *.*
Beijinho's
De osereu a 4 de Julho de 2012 às 21:30
já estava com saudades... estou a gostar (:
De p;αndяαde. ॐ a 5 de Julho de 2012 às 21:23
estavas tu e estava eu :3 obrigado. :)

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