The Only Exception
Domingo, 20 de Maio de 2012

ss - décimo sexto. ♥

peço desculpa pelos quase 3 meses que fiquei sem postar, mas é que infelizmente a minha vida não é só blogs. gostava que fosse, pois evitava muitos problemas, mas não é... não andei muito bem, mas também duvido que isso vos interesse muito, mas pronto xd aqui está o cap, espero que gostem e mais uma vez: desculpem a falta de disponibilidade

senti o meu corpo paralisar quando ouvi o will a comentar que o avô do justin tinha morrido. apesar de já ser um caso premeditado, visto sofrer de uma doença rara e grave, eu sabia o quão ele era importante para o justin. ele era um segundo pai para ele, aliás, o pai que nunca teve, pois o pai dele abandonou a mãe quando ele tinha somente 3 anos.

eu: quando é que foi isso? - perguntei preocupada, saindo dos meus devaneios.

will: foi esta noite, ligaram para o justin esta manhã - fez uma pausa - eu nunca vi o puto assim.

eu: e vocês o quê que fizeram? - saber que ele estava mal estava-me a doer e muito.

eric: tentamos falar com ele, mas ele não nos deu hipótese alguma... pediu-nos para o deixar sozinho, por mais que nos custasse faze-lo, não tínhamos o direito de o contrariar - suspirou - é o avô dele.

sem pensar duas vezes levantei-me, deixando tudo para trás. ainda ouvi o meu nome ser chamado e perguntarem-me onde é que eu ia, mas nem sequer tive tempo de responder. desatei a correr até à sua camarata. eu não o podia deixar sozinho nesta situação, eu gostava dele e além do dever de cuidar dele, eu queria poder faze-lo. queria poder estar perto dele, dar-lhe o meu apoio e mostrar-lhe que eu não queria nada mais do que a ele. por onde quer que passa-se, toda a gente me olhava. também, não era para menos, eu estava a correr feito maluquinha da areosa. entrei sem sequer bater ou me preocupar se lá estava alguém. assim que entrei pude vê-lo a fazer as malas e a chorar feito uma criança de cinco anos. aquilo começou a doer-me imenso, ele estava mal e eu não gostava disso.

eu: justin... - murmurei, aproximando-me - estás bem? - toquei-lhe no ombro, mordendo o lábio. não era a melhor pergunta a se fazer, mas naquele momento era a única que me ocorria.

ele: óptimo, se melhorar estraga - foi rude, o que já era de prever.

eu: olha para mim - pedi-lhe quase num sussurro, admirou-me o facto de ele conseguir ouvir.

ele: diz - olhou para mim, a minha respiração travou assim que vi o meu menino naquele estado.

eu: eu estou aqui - acariciei-lhe o rosto, limpando-lhe as lágrimas - sei que no momento não é o suficiente, mas por agora é o que te posso dar - continuei a fazer uma trilha imaginária no seu rosto com a minha mão - talvez não seja o melhor momento, mas quero que saibas que eu vou estar aqui sempre, porque gosto de ti.

ele: definitivamente não é o melhor momento para isso - afastou-se - não quero ser arrogante, mas podes sair por favor? preciso de ficar sozinho.

não sei o que me custou mais, se foi vê-lo mal e não poder fazer nada ou o facto de ele nem sequer me deixar tentar. ponderei ir-me embora, mas definitivamente não ganhava nada com isso, muito pelo contrário. levei as mãos ao cabelo, numa tentativa de não perder a calma. não era a melhor altura para perder as estribeiras. em vez de ir embora, sentei-me na cama do meu irmão que era ao lado da sua.

eu: desculpa, mas não vou a lado nenhum - eu só queria estar perto dele.

ele: se gostas mesmo de mim, faz-me isso, por favor - murmurou - tu não percebes que estás a dificultar mais as coisas? eu vou-me embora amanha e obviamente só voltarei para o ano - essa informação fez-me prender o ar, o quê que eu estava à espera? o funeral seria amanhã e seria mais do que desnecessário ele voltar, visto faltar cerca de uma semana para isto acabar.

eu: mais um motivo para não me ir embora - fitei-o - se te vou perder, ao menos que seja à minha maneira.

ele: não percebes que isto não se trata de nós? o meu avô morreu, caitlin! uma das pessoas mais importantes da minha vida deixou-me, como é que achas que me estou a sentir? tu agora és o mínimo dos meus problemas.

eu: eu não estou aqui como tua suposta ex-namorada, estou aqui como amiga - agora quem começava a chorar era eu, estava mais do que óbvio que eu não passaria disso, de uma amiga - eu não te estou a pedir nada de mais, apenas que me deixes estar do teu lado.

ele: além de não conseguir, eu não quero - continuou a arrumar as coisas, ainda a chorar.

ficamos para aí cerca de 10 minutos, sem exagero, num silêncio total. ele arrumava as coisas, fingindo que eu não estava ali. as suas lágrimas ainda caiam e as minhas faziam o mesmo. então era isso? ele ia-se embora e nem sequer me deixava estar ao pé de si? não, eu não iria permitir isso. depois de quase 4 anos a esperar por uma investida sua, eu não iria permitir acabar assim. levantei-me e agarrei-lhe o braço, fazendo-o virar para mim. era mais do que óbvio que ele não estava a fazer força alguma, se não nem o conseguiria mover um passo, fará dar meia volta. ele olhou-me tristemente.

eu: eu não te quero longe de mim - olhei-o seriamente, ainda a chorar - basta pedires-me que eu amanha vou contigo - vi surpresa no seu rosto, mas era verdade, bastava-me ele dizer que me queria, que eu seria toda sua.

ele: tu não sabes o que dizes - suspirou - tu não és criança nenhuma para estar a tomar decisões dessa forma.

eu: de que forma? querer seguir o que sinto? - acariciei-lhe o rosto - diz que me queres e eu vou contigo, até ao fim do mundo - dei-lhe um beijo na testa - por favor bieber, não me afastes mais - dei-lhe um beijo no nariz -  mostra-me o quão errada eu estava em não querer assumir os meus sentimentos, mas do meu lado - foi a vez de lhe dar um beijo na bochecha esquerda - uma última oportunidade, é o que te peço - os meus lábios tocaram a sua bochecha direita, deslizando até aos seus - sê meu - falei com os meus lábios colados aos seus.

sem dar tempo de pensar no que estava a fazer senti a sua mão a agarrar o meu cabelo e a sua boca a tomar conta da minha. a sua língua já estava em contacto com minha, chegando a dar-me choque. era aquilo que eu queria, queria-o perto de mim, queria provar-lhe que independente de tudo o que o fiz passar eu estaria ali para ele. se fosse possível viraríamos um só, com tanto que nos puxávamos um para o outro. o beijo não era calmo, nem eu queria que fosse, eu queria-lhe mostrar o quão o estava a desejar. eu gostava dele, nada de amor, talvez paixão, mas amor não; mas mesmo assim, eu queria-o ali, ao pé de mim, necessitava disso. a maldita falta de ar fez-nos separar a contragosto. sem abrir os olhos abriguei o meu corpo no dele, originando um abraço sentido e forte.

eu: tinha saudades do teu cheiro - senti o seu riso nos meus cabelos.

ele: o quê que eu faço contigo, beadles, ahn? - perguntou retoricamente, aumentando a força do abraço.

eu: leva-me contigo - dei-lhe um beijo no pescoço.

ele: levo-te comigo onde? - afastou-me, olhando fixamente nos olhos.

eu: para a tua vida - suspirei - mas neste momento, refiro-me ao funeral do teu avô.

ele: vires comigo ao funeral do meu avô? - perguntou surpreendido.

eu: sim - mordi o lábio - além de não me querer afastar já de ti, não te vou deixar sozinho numa altura destas - apesar de toda a dor que sentia, esboçou um sorriso, fraco, mas esboçou.

ele: e o campo de férias? os teus pais? o teu irmão? o resto do pessoal? - começou a brincar com o meu cabelo.

eu: és mais importante que um mero campo de férias e quanto à minha família e amigos, terei mais tempo de estar com eles, ao contrário de ti - lamentei-me - sei que não há nada que se possa fazer quanto à nossa separação, mas podemos adia-la um bocado - mordi o lábio inferior nervosa, devido à resposta que ele iria dar. se fosse um não, eu com certeza morreria.

ele: por mim podes vir - sorri instantemente - mas é óbvio que não será nada do mais divertido e entusiasmante para ti.

eu: basta-me estar do teu lado e apoiar-te, que já fico feliz - fui sincera, era mesmo isso que eu queria: a ele.

∞∞∞∞∞

após ligar para os meus pais e explicar-lhes a situação, omitindo claro a parte de que era supostamente futura namorada do justin, eles permitiram; falaram com a directora e trataram de tudo, até de me comprar as passagens e de falarem com a família dele, que não se opôs, até achou uma óptima ideia ter lá alguém de fora, para dar apoio ao neto mais novo. falei com os do grupo, visto que o justin ainda não se encontrava muito bem para sair do quarto, como já era de esperar apoiaram e reclamaram que já estava mais do que na hora de ficarmos bem. é, eles sempre souberam de tudo... o que era realmente estranho, pois achávamos que estávamos a enganar toda a gente. deixei-o finalmente sozinho, por mais que me custasse ele teria que lidar com esta nova realidade, não seria agradável para ele, eu sabia disso, mas infelizmente não havia nada que eu pudesse fazer para alterar esse trágico acontecimento.

fui arrumar as malas, evintado assim as actividades e perguntas inoportunas de outrens, não queria ter que expor a minha vida e muito menos a do meu menino. apesar de só ficar lá uma semana, eu teria que levar tudo o que trouxe, pois não voltaria mais. depois do tempo em sua casa, voltaria para a minha casa, para a minha vida... sem ele. obviamente que me iria custar, mas nada conseguia combater a felicidade que eu estava a sentir de poder passar essa semana com ele, mesmo que as circunstancias não fossem as melhores.

amanha teria que me levantar cedo, pois a casa dele ficava a algumas horas de avião daqui e apesar do funeral ser à tarde, o justin queria passar algum tempo perto do corpo do avô. mil e uma coisas se passavam pela minha cabeça: como seria a reacção da família dele ao conhecer-me, como seria o tempo que passaria com ele e principalmente o que iria acontecer quando tivesse que me separar dele... a única coisa que me animava era o facto que depois de tudo ele ainda me deixava estar perto de si e acima de tudo, ainda gostava de mim.

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 15:37
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61 pintinhos piu:
De Kate a 20 de Maio de 2012 às 16:13
de nada, quando as pessoas têm talento, tem que ser reconhecido e valorizado! (:
OMG OMG OMG CAPITULO NOVO! :D é pena estar cheia de testes, mas esta noite vou le-lo deitada na cama como faço sempre, vivo a tua historia ainda mais. em relação a publicares outra vez a outra fic, era para criares outro blog ou assim com a fic my world, a primeira que fizes-te com o jb e a caitlin e a payton, e que eles se odiavam e foram acampar e a caitlin ficou bebeda e tal... :b ainda me lembro disso tudo, é que eu adorei mesmo a fic e adorava poder rele-la se fosse possivel. beijinhos (: e quero logo outro capitulo ;) nao podes deixar uma pessoa a morrer assim tanto tempo entao?! :b

p.s: eu tambem tenho uma fic que comecei a pouco tempo, o blog novo da fic é www.lyyl.blogs.sapo.pt. achas que quando puderes ou quiseres, les e das-me a tua opiniao?
De hope a 20 de Maio de 2012 às 18:06
Acho que não tens mesmo noção do quanto eu gosto da tua fic, tenho a ligeira sensação que está quase a acabar :c
De Rita a 20 de Maio de 2012 às 18:26
capitulo yey.
tadinho do justin não merecia uma cena dessas, mas ao menos ele a catlyn fizeram as pases, mas depois vai ser pior :s
gostei muito, beijinho
De Joana♥ a 20 de Maio de 2012 às 19:14
está lindo! tantas saudades que eu tinha disto. agora posta rápido! :)
De *B* a 20 de Maio de 2012 às 20:29
perfeito, posta logo
De Regina Oliveira a 23 de Maio de 2012 às 19:43
- que LINDO ! tadinho do justin :'c
De mariab*♥ a 25 de Maio de 2012 às 20:26
OMD ! primeiro : moça é bom ver que estás viva xd , segundo : que saudades da fic ; terceiro : ADOREI mais uma vez (começa a ser hábito xd).. tp como sempre digo eu adoro esta fic e adoro estes moços(e tinha muitas saudades deles :$), espero que não fiues mais 3 meses sem escrever.. kiss*
De Alexandra (: ♥ a 30 de Maio de 2012 às 10:41
valeu a pena esperar, porque como sempre gostei muito (:
espero que o próximo esteja para breve...
beijinhos *
De osereu a 4 de Junho de 2012 às 23:24
sou nova e estou adorar a fic, continua por favor (:
De mariana a 22 de Junho de 2012 às 15:39
estou a amar. não continuas?
De p;αndяαde. ॐ a 2 de Julho de 2012 às 23:09
óh, obrigado querida :) sim, vou ver se já posto amanha.

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