The Only Exception
Segunda-feira, 5 de Dezembro de 2011

one shot / nig. ♥

irei postar um novo cap. da fic antes das férias, penso eu de que. estou só a terminar de escrever. decidi escrever algo diferente, um pouco mais dramático do que é hábito. espero que gostem. (e a andrade a fingir que é amável e simpática). se criticarem a minha one shot, eu irei perseguir-vos até ao fim do mundo, e serão assombrados pela minha ira e pelo meu amigo invisível, primo do malamém. muahah.

Diante dos meus olhos passam horas, dias e até meses. Infelizmente é mesmo só isso que acontece, eles passam, sem que eu os consiga viver.

Todos os dias me recordo do modo como partiste, da forma como me deixaste. Tentei segurar as coisas, como tu querias, mas não consegui. Parece que quando mais tento esquecer, mais me lembro, curioso ahn?

Sinto o telemóvel a tremer no meu bolso, sinto os olhares das pessoas postos em mim e nas minhas lágrimas, no meu estado lastimável e no cigarro que a cada cinco minutos coloco na boca. A maquilhagem encontra-se borrada e o meu coração magoado. O casaco castanho que tanto gostavas de me ver, já não me aquece, a bebida já não faz efeito, palavras vindas de gente que desconhece o que eu sinto não tem qualquer efeito na minha dor. É que já nem piora, ou ameniza, apenas é indiferente.

Sentada num banco, de frente para um rústico e já gasto comboio, consigo perceber que já não sou nada. Não sou ninguém, nem nunca serei. Como a tua mãe deixou claro no momento em que partiste, eu sou uma fraca, permiti que te acontecesse tal coisa sem nem sequer ter tentado evitar. Mas tu também percebes que eu na altura não podia fazer nada, não entendes?

Estava habituada a ter tudo o que queria, a que todos os meus caprichos fossem cumpridos, para no fim acabar como? Numa solidão tremenda, num local onde não consigo sair, nunca. É escuro, é frio, é sem vida. Impossível de viver ou sequer passar por lá, parece que naquele local só existe uma sensação, a de vazio.

Encho-me de coragem e finalmente alcanço o telemóvel, do meu bolso, olho o ecrã. Não podia ser, eras tu que me estavas a ligar. Era o teu nome que ali estava exposto, era o teu número que me estava ligar. Mas como? Tu naquele dia levavas o telemóvel contigo.

- Sim? – atendi, ainda a tremer. Aquilo não podia ser real.

Não se ouviu ninguém do outro lado, nem uma respiração. Nem o barulho da chamada desligada. Quando retirei o telemóvel do ouvido não podia crer no que via, o telemóvel estava bloqueado, como antes o tinha deixado. Existiam imensas chamadas, obviamente da minha mãe. Eu estava a enlouquecer, estava a ficar cada vez mais sem chão. Sem um sitio para pisar e sentir que é seguro.

O telemóvel voltou a tocar, não consegui sequer olhar para o ecrã. Não estava pronta para ser outra vez enganada pela minha fraca mente. Assim que falei, fechei os olhos, na esperança que desta vez, aquela chamada fosse real.

- Filha, onde é que te meteste? – perguntou a minha mãe, com uma voz preocupada.

- Na estação – admiti, suspirando de alívio. Era ela e não ele.

- Outra vez Katherine? Não te adianta de nada voltares a massacrar-te, ele foi-se e não voltará, jamais.

- Haveria forma de ir ter com ele? – eu precisava de estar com ele, e desta vez seria para sempre.

- O quê que estás para aí a dizer? O Philip morreu, vê se metes isso de uma vez por todas na cabeça! – falou alterada, aquilo magoava-me, mas eu sabia que ela só o dizia para o meu bem. Mas eu estava farta de fazer tudo para o meu bem, eu não queria o meu bem, eu não queria ter de ser eu a ficar e sofrer, talvez seja egoísta, mas eu preferia só o perder, na altura em que perdia também a minha vida. Não desta forma, porque apesar de não ter bem uma vida, tinha dor, sofria sem data prevista para acabar. – Estás-me a ouvir, Katherine?

- Eu amo-o, eu jurei que iria ser sempre sua. Na vida e na morte – dei ênfase na última palavra. Levantei-me do banco, assim que ouvi o barulho do comboio, ele iria partir, mas levar-me-ia junto com ele. Ignorando os gritos da minha mãe, caminhei até a beira da linha. Era agora ou nunca. Assim que avistei o comboio a partir, coloquei-me de costas na linha. Ele apitou, numa forma de me fazer sair dali, não adiantaria de nada.

- Agora poderemos ficar juntos, meu amor – foram as minhas últimas palavras. Aquilo não acabaria ali, não para nós.

 idealizada na minha mente, assim que ouvi a música:  Creed - with arms wide open.

personagens: Katherine e Philip.

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publicado por p;αndяαde. ॐ às 18:46
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8 pintinhos piu:
De a 5 de Dezembro de 2011 às 19:37
OMD, está lindo!!!!
Quase que me fizes-te chorar, está tudo tão sentido.
Adorei!!
De rita mariz. a 5 de Dezembro de 2011 às 19:42
estou ansiosa pelo próximo capítulo , mas bem agora vou ler a one shot linda +.+
De rita mariz. a 5 de Dezembro de 2011 às 19:47
ó meu deus está perfeito *--*
amo, amo e amo !
( estou a ter algumas dificuldades em conseguir comentar :| )
De kaitlyn roode a 11 de Dezembro de 2011 às 15:11
adorei a os. :3
continua. *-*

beijinhos.
De rita mariz. a 27 de Dezembro de 2011 às 01:01
tens de postar o novo capítulo, por favor !
De Catarina {MRCYRUS.COM} a 4 de Janeiro de 2012 às 16:21
~ amooo :) bjs
De Ana de Oliveira a 4 de Janeiro de 2012 às 16:46
Following!
De divadamaso a 14 de Janeiro de 2012 às 22:33
está tão linda *-*
e bem dramática, como eu gosto :p

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