The Only Exception
Quarta-feira, 5 de Outubro de 2011

ss - décimo primeiro. ♥

acho irónico o facto da pipinha me ter vindo pedir desculpas, dizendo que estava imensamente arrependida - não se surpreendam, porque nesse mesmo comentário pedia-me ajuda para alterar umas coisas no layout que eu própria fiz e ela decidiu copiar -, e logo a seguir volta a copiar-me. sim grande vaca, eu vi com os meus próprios olhos que mais uma vez usaste algo meu e até posso dizer o que foi: a primeira noite do justin e da caitlin, da fic my world. mas se alguém tinha duvidas de que me andavas a copiar confirmou-se quando copiaste o aviso que eu tinha colocado no inicio do cap anterior, onde até tinha dado os parabéns à dádá e adivinhem ? ela até isso copiou, alterando apenas a data e o nome da pessoa. hooker will always hooker. ontem a joana perguntou-me se iria deixar de escrever por causa do que ela voltou a fazer, a minha resposta foi "vou continuar, obviamente que aquela escumalha não me vai conseguir impedir de continuar a fazer o que gosto. lá por não ter vida própria, não significa que deixarei a minha. até pode continuar a copiar, porque eu e quem me segue, sabe perfeitamente que aquilo é tudo da minha autoria. ela só passa pela pita sem imaginação que copia até blog's pessoais. -.-" isso nem se põe em questão, porque basicamente aquela chabala é que está aqui a mais, portanto: só há espaço para uma cabra amor, e essa sou eu. imensa gente te pode confirmar isso, sorry*

antes que seja decapitada, tenho-vos a informar que só não postei mais cedo porque as aulas andam-me a ocupar imenso tempo e imaginação e para não falar que eu - vou-vos dar uma novidade, tenham cuidado para não caírem para o lado com tanta surpresa - tenho uma vida. ya, é mesmo verdade, a andrade tem mesmo uma coisa dessas. upss *choque*. xp


estávamos todos deitados no chão, de pernas esticadas, braços abertos e olhos fechados, era uma maneira de relaxarmos. senti algo a tocar-me no braço, reconheci logo o seu toque, só ele causava aquela reacção no meu corpo. as pontas dos seus dedos acariciavam o meu braço, fazendo-me sorrir. virei a cabeça na sua direcção e abri os olhos, podendo observar os seus olhos acastanhados penetrando o meu rosto.

eu: era suposto relaxarmos - sussurrei.

ele: porquê ? estás tensa ? - soltou uma gargalhada abafada - eu nem sequer devia falar contigo.

eu: porquê ? - surpreendi-me, segundo o meu ponto de vista eu não lhe tinha feito nada.

ele: ainda perguntas ? viste a brincadeira de ontem ? - ah, isso. é, o problema tinha mesmo sido eu não ter feito nada.

eu: tu é que começaste - defendi-me - quem brinca com o fogo acaba se queimando.

ele: no meu caso não me queimei, tive é que me refrescar - disse ironicamente, fazendo-me rir.

eu: então escolheste a minha primeira proposta, muita sabedoria da tua parte - sorri.

ele: gosto disso - olhou fixamente para os meus olhos, fazendo uma corrente de electricidade correr pelo meu corpo cálido.

eu: de quê ? - comecei a brincar com os seus dedos.

ele: do teu sorriso, gosto de quando sorris - mordeu o lábio inferior.

eu: eu gosto de quando começas a jogar com outras armas - admiti.

ele: e se não estiver a jogar ?

senti o meu corpo gelar, será que ele se tinha cansado daqueles jogos de chove que não molha ? não consegui responder, tive medo de ouvir o que não queria. para minha salvação, olhem lá o dramatismo, o monitor chamou-nos, fazendo-nos levantar.

monitora: bem, nós temos uma surpresa para vocês - começou por dizer -, muitos de vocês já o conhecem, outras talvez não.

monitor: um colega vosso está de volta - olhou para trás - tyler, podes chegar aqui por favor ?

ele tinha vindo para ficar. sabem como é quando têm uma ferida, não tão grande assim, em algum sitio e depois por um azar magoam-se nesse mesmo sitio ? eu estava de igual forma, a minha ferida tinha sido mexida e agora sangrava e havia probabilidade de não sarar tão facilmente.

payton: este idiota está aqui ? - aproximou-se de mim - se Deus existe, ele deveria afogar-se.

eu: payton ! - repreendi-a rindo-me - coitado.

payton: coitado nada, lá para o idiota ! sorriso metálico de uma figa, devia chover muito e um raio acertar-lhe nos dentes, assim levaria um choque e morria, e adivinha ? mundo muito mais feliz !

ela era demasiado parva, até para mim. ela não gostava dele, aliás nunca gostou, aceitava-o porque era meu namorado mas desde que ela descobriu que ele me traiu ganhou-lhe ainda mais ódio do que eu mesma. quando o seu olhar cruzou com o meu, a sua expressão mudou esboçando um sorriso enorme, ele achava que era só isso: chegar, sorrir-me e eu voltaria para ele, tão bonito quanto a floribella.

sophie: ele ainda gosta de ti - constatou.

payton: não não gosta, aquele otário não tem capacidades para gostar de alguém, é demasiado incapaz para tal feito - ripostou irritada.

ele: concordo com a payton - fez-se notar - o tyler não gosta de ninguém se não dele mesmo.

sophie: eu continuo a achar que gosta, mas pronto - todos nós o mirávamos, todos com expressões diferentes mas com o mesmo pensamento: o quê que estás a fazer aqui ?

fomos rumo ao refeitório assim que nos foi permitido, o meu braço foi puxado por um outro corpo. virei-me para trás, quando o vi com a cara mais angelical possível. filho do capeta.

eu: que foi ? - disse rude.

tyler: podemos falar ? - pediu - por favor caitlin.

eu: eu não tenho nada para falar contigo, deixei tudo esclarecido ontem - soltei-me.

tyler: caitlin por favor, por tudo o que já passamos.

eu: é por tudo o que já passamos que eu não quero falar contigo, tu para mim morreste. faz o mesmo que fizeste no dia em que me traíste: esquece-me ! eu sei que terei que levar contigo pelo menos até ao fim das férias, mas isso não implica ter que ter qualquer tipo de diálogo contigo, ya ? pronto, já falamos, e até acho que foi uma conversa produtiva - sorri sarcasticamente - tchau - virei costas.

tyler: magoei-te não foi ? - fez-me parar, virei-me instantaneamente para trás.

eu: magoaste-me ? tu só podes estar a brincar ! eu amava-te, e tu simplesmente achas-te que deveria ser uma cena curtida envolveres-te com outra pessoa enquanto andavas comigo. eu senti-me usada e até culpada, cheguei até a pensar que se calhar traíste-me porque eu deixei de te dar tanta atenção ou coisa do género, mas depois percebi que a culpa não era de todo minha, mas sim tua que nunca tiveste a capacidade de gostar de alguém, de ser sincero ou tão pouco saber assumir um compromisso - suspirei - tu falas de sentimentos como se soubesses de verdade o que isso é, mas depois basta observar os teus actos para concluir que nunca sentiste nada por ninguém.

tyler: como é que és capaz de dizer isso ? - perguntou chocado - eu sei o que são sentimentos, tanto que nutro um por ti.

eu: se gostasses mesmo de mim não terias vindo, terias percebido que a tua presença me iria fazer mal, mas mais uma vez só pensaste em ti e no que supostamente queres, chegou a altura de perceberes que o mundo não gira à tua volta e que as coisas que fazes têm consequências - comecei a mexer no pescoço -, sabes que mais ? cansei-me tyler, agradecia que nunca mais me dirigisses a palavra - virei costas e comecei a andar apressadamente, ouvi-o chamar por mim virando assim o meu corpo para trás - nunca mais ! - gritei, para que me pudesse ouvir claramente e segui caminho até a minha camarata.

não queria comer, queria só tomar banho e ir para a cama, não tinha dormido e aquele dia tinha sido cansativo a vários niveis. tirei a roupa caminhando assim somente de roupa interior para a casa de banho, sabia perfeitamente que ninguém iria aparecer, não sem bater à porta. abri a torneira, deixando a água aquecer quando percebi que já estaria boa o suficiente entrei na banheira, quando a água entrou em contacto com o meu corpo tive um flashback.

eu: pára - não conseguia para de rir - tyler, pára - tentei faze-lo parar com as cócegas.

tyler: então diz - exigiu - diz que me amas e que jamais que irás deixar !

eu: eu amo-te - ri-me - e nunca te vou deixar - suspirei.

tyler: mesmo ? - parou com as cócegas.

eu: sabes bem que sim - sorri - quer dizer, menos quando me fazes cócegas.

tyler: óh, tadinha - sorriu - és a melhor namorada do mundo, sabias ?

eu: obrigado por tudo, obrigado por me fazeres tão bem.

tyler: deixa de ser parva, eu jamais iria permitir que estivesses mal. és a mulher da minha vida e no que depender de mim sempre estarás bem.

eu: óh que fofinho - ri-me - vem cá - puxei-o para debaixo do chuveiro, abraçando os nossos corpos tapados somente pelo vapor da água quente que caía.

eu era idiota por ainda pensar nele, era idiota por ainda me abalar com as suas cenas. terminei o banho, embrulhei o meu corpo sobre a toalha azul turquesa, exprimi o cabelo, deixando seguidamente solto. saí da banheira e saí do quarto de banho. senti um corpo agarrar o meu por trás, depositou um beijo no meu ombro, fazendo-me inclinar a cabeça para trás molhando-lhe a t-shirt cinzenta que envergava.

ele: estás bem ? - sussurrou-me ao ouvido, ao que assenti com a cabeça que sim.

afastou-se de mim, virando-me de frente para o seu corpo, acariciou-me o rosto fazendo-me fechar os olhos. senti a sua respiração cada vez mais próxima do meu rosto, percebendo assim que se preparava para me beijar. os seus lábios roçaram nos meus, fazendo-me abrir ligeiramente a boca, sem mais demoras juntou as nossas bocas. foi um beijo calmo e carinhoso, sem pressas nenhumas. era um beijo cuidadoso e preocupado, as nossas línguas não competiam, estavam ambas calmas prolongando o beijo.

inclinou-me para cima da cama, deitando-se por cima logo de seguida, sem nunca parar o beijo. começou a acariciar-me a anca sobre a toalha que tapava o meu corpo, separamos os nossos lábios pondo fim ao beijo. sorriu assim que os nossos olhos se cruzaram.

ele: vai-te vestir que daqui a nada eles chegam com o jantar, vamos comer aqui - sorriu-me - segundo eles, é uma mini-festa.

eu: quem é que vem ? - disse fraca devido ao seu toque, agora sobre a minha coxa.

ele: a payton, a sophie, o will, o teu irmão e assim - inclinou-se sobre o meu ouvido - preferia-te sem toalha - sussurrou, fazendo-me arrepiar por completo, voltou à sua posição inicial olhando-me nos olhos.

eu: fica para uma próxima vez - provoquei - agora tenho que me vestir - empurrei-o de leve.

ele: eu fico aqui a ver-te vestir - riu-se ajeitando-se na cama - espero que sejas do tipo que demora bastante.

eu: é que nem penses - disse chocada - oupa, levanta-te - empurrei-o, fazendo-o quase cair. levantou-se contrariado contornando a cama e colocando-se a minha beira, enquanto eu me levantava.

ele: és mesmo desmancha prazeres - lamentou-se, olhando-me - a tua sorte é seres bonita - sorriu e puxou-me contra o seu corpo, segurando-me pela cintura colou os nossos lábios, somente isso. afastou-se e saiu sem nada dizer, havia alturas que eu tinha duvidas quanto ao seu estado mental.

inclinei-me sobre a mesinha de cabeceira, observando as minhas roupas interiores todas desorganizadas nas gavetas, eu era o caos quanto à arrumação da roupa, a minha mãe comparava sempre o meu quarto à uma feira, a meio, porque no inicio costuma estar mais organizado que o meu roupeiro. não iria sair do quarto e não portanto, optei por um simples pijama, acompanhado pelos meus chinelos fofos da rua sésamo. escovei o cabelo, acabando por o prender num puxo desajeitado e mal feito.

ruth: babe linda ! - chamou por mim.

eu: estou aqui - gritei do quarto de banho.

eric: vê se te despachas que eu tenho fome - começou logo a resmungar.

eu: já estou aqui - juntei-me a eles, assustei-me com a quantidade de comida que tinham trazido. aquilo não deverias ser só para nós, mas sim para o acampamento todo, g-suis - credo, quem é a manada que vem cá comer ?

sophie: eric, will, justin e christian - riu-se.

will: podemos comer ? é que eu estou a morrer de fome ! - reclamou.

ele: já somos dois - deu razão ao amigo, como se fosse espanto para alguém.

payton: ninguém come nas camas, começo já por avisar - fez-se notar - só no chão.

chris: eý, mesmo à porcos - riu-se - então vamos lá colocar tudo no chão para comer.

ajudamos todos a improvisar um piquenique no chão, muito à oriente ahahah. sentamos-nos no chão a comer, enquanto ouvíamos música do portátil da sophie. comemos tudo, quer dizer: os rapazes e a ruth comeram maior parte, lá para os javardos.

ele: estou cheio - deitou-se no chão - não aguento mais - levou a mão à barriga.

eric: mesmo puto, acho que vou rebentar - seguiu os passos do justin.

payton: bem feito, ninguém vos manda comerem como cavalos - ripostou.

ruth: égua, se faz favor - fez-nos a todos rir com o seu comentário.

will: e se fizéssemos um jogo ? - propôs com uma cara de "se eu fosse a vocês pensaria duas vezes antes de aceitar".

payton: que jogo ? - perguntou a medo, ela melhor que ninguém conhecia as brincadeiras do will.

will: jogo da carta - esboçou um sorriso perverso - quem topa ?

chris: isso é um atentado, sabes disso não sabes ? - colocou uma expressão minimamente séria, o meu irmão por mais que quisesse nunca conseguia ter aparência de menino sério - quase todos nós namoramos e não estou a ver alguém curtir ver os seus respectivos namorados a beijar outras pessoas.

will: é só um jogo - revirou os olhos, protestando a opinião acabada de dar.

ruth: é assim, por mim é na boa - disponibilizou-se logo - todos nós temos certezas quanto aos nossos sentimentos e é apenas um jogo, e nada garante que tenhamos que beijar, só se a carta cair - defendeu a retrospectiva do will.

eric: epá, por mim é na boa, desde que não tenha que trocar a carta com a payton, visto que é minha irmã e seria bastante esquisito tê-la que beijar - torceu o nariz - ah, e também não pode ser com a sophie, porque pertence na mesma à minha família.

eu: eu digo o mesmo em relação ao chris, seria bastante bizarro ter que o beijar.

ele: então toda a gente concorda em jogar ? - aquilo era uma forma de dizer 'eu jogo'.

sophie: eu por mim jogo, mas só se o chris concordar - olhou para ele - que dizes ?

chris: se não os podes vencer, junta-te a eles - deu-se por vencido - vamos lá jogar.

levantei-me, indo rumo à cómoda que se encontrava perto da porta da casa de banho, lá tínhamos guardados imensos jogos para o caso de durante a noite não termos nada para fazer. peguei no baralho de cartas e levei-o até perto deles, sentando-me no chão com as pernas à chinesa, logo de seguida.

will: já toda a gente sabe as regras, certo ? - olhou para todos nós - passar a carta de boca em boca, sem nunca a deixar cair. quem o fizer é obrigado a beijar a pessoa que lhe passou, sem poder recusar-se, se não sai do jogo - retirou uma carta do baralho, sem se preocupar com qual escolhera - para não haver dramas coloquem-se todos de uma forma que não tenham que beijar os vossos parentes - riu-se - ah e claro, um rapaz tem que ser rodeado por duas raparigas, assim como a rapariga por dois rapazes.

ruth: claro, não tínhamos intenção alguma de beijar pessoas do mesmo sexo - constatou o óbvio.

ao meu lado esquerdo encontrava-se o eric, ao direito o justin. à esquerda do eric estava a ruth, estando seguida do meu irmão. ao lado direito do justin encontrava-se a sophie, sendo seguida pelo will e por fim pela payton. estávamos a ser brindados ainda pela música que o portátil da sophie passava.

will: avisa-se já aos casaizinhos que estão juntos, que não podem fazer com que a carta caia propositadamente, se não logo de partida terão que beijar quem está do vosso outro lado - avisou a todos, dando então inicio ao jogo.

a carta começou pelo eric, passando-a à ruth sem a deixar cair. aquele jogo era imensamente antigo, lembrava-me de o jogar no 6º e no 7º ano, na escola quando não tínhamos aulas por falta de comparência dos stores, foi graças a este nada inofensivo jogo que dei o meu primeiro beijo, a minha primeira paixãozinha, lembro-me na perfeição dele. chamava-se hayden, e era dois anos mais velho que eu. era o tipo de rapazes que deixava qualquer rapariga caidinha, na altura ele andava no 8º e eu ainda estava no meu 6º ano, fiquei nas nuvens como era de esperar, desde desse dia começamos a dar-nos melhor, começando assim a típica amizade colorida, que não acabou lá muito bem, mas pronto. águas passadas não movem moinhos. a carta já tinha dado mais que uma volta, sem alguém a deixar cair o que era impressionante devido à distância que alguns impunham aos outros, para não haver muito contacto. quando a carta fez a sua quinta volta entre mim e o eric decidiu por e simplesmente cair no chão, fazendo-nos olhar na direcção um do outro assustados, isso significaria que precisava de o beijar. má ideia, muito má ideia mesmo.

eric: num curti muito isto - reclamou com uma expressão de desagrado.

chris: eu avisei, vocês é que não me quiseram dar ouvidos - protestou.

ruth: andem lá, beijem-se rápido para esta treta continuar - deu-nos decerto modo permissão para prosseguir.

foi tudo imensamente rápido e estranho, quando os seus lábios tocaram nos meus senti algo estranho, algo que não fazia de todo sentido. era como beijar o meu irmão, na realidade ali todos - na excepção do justin -, eram vistos como irmãos, nunca na vida me imaginaria a ter algo com algum deles. mesmo o beijo tendo sido rápido, a ruth preferiu na olhar, virando a cara para o lado sem dar demasiado nas vistas.

will: veêm ? não custou nada, foi só um beijinho de amigos - riu-se - todos continuam ?

todos anuíram com a cabeça, continuando assim com aquele jogo. após a segunda volta a carta voltou a cair, e não podia ter escolhido casal melhor para o fazer: payton e will. olhei para ela e como era de prever, o seu olhar proclamava medo. sabia o quanto aquilo significava para ela, nunca mais tinham estado juntos após o fim de relacionamento, era uma espécie de primeiro beijo. incentivei-a com um simples sorriso, não eram precisas palavras para comunicarmos, ela era a minha melhor amiga e naturalmente conhecia-me melhor de que ninguém. ele aproximou-se dela, com imenso cuidado agarrando-lhe o rosto com as mãos, brindou-a com um sorriso genuíno ao que ela reagiu mordendo o lábio inferior, como num instinto ele beijou-a deixando-nos a todos espantados. estava tudo à espera de um simples bate chapas, ou simplesmente não rolar língua o que estava demasiado longe ao beijo que ele lhe acabara de dar. após isto ele jamais podia argumentar que a payton era passado. a menos que seja como um museu e viva do passado. eu achava isso estúpido, tipo: quando duas pessoas gostam uma da outra porquê que não fazem tudo para estar com ela ? mais ninguém ficou com vontade de continuar aquele jogo estranho, optando assim por ir ver um filme na espécie de sala que estava perto dos refeitórios, era o único sitio onde se encontrava televisão, mas tinham uma condição: devido às actividades que tínhamos que fazer de manhã cedo, nenhum aluno poderia ficar lá até tarde, só até à 00:30h. como ainda eram apenas 22:07h, decidiram ir.

payton: não vens ? - olhou para mim, enquanto me deitava na cama.

eu: não, estou muito cansada - confessei - vou dormir, mas divirtam-se.

sophie: tens a certeza ? - quis confirmar que não era apenas uma birrinha.

eu: tenho - ri-me - só estou com sono.

will: então boa noite bela adormecida - troçou, rindo-se.

eu: obrigado robin - esbocei um sorriso irónico.

ruth: dorme lá maria, não te chateamos mais - saiu, sendo seguida por os outros todos.

levantei-me para ir apagar a luz, logo de seguida desfiz a cama e deitei-me. parecia irreal a necessidade que tinha de me deitar, tinha o corpo imensamente pesado, estava demasiado cansada.

quando estava a ir para o outro lado da realidade, senti alguém a abrir a porta. calculei que fosse alguma delas, portanto não liguei. a minha opinião mudou logo, quando senti o peso de um corpo sobre a minha cama, assustei-me instantaneamente olhando para a pessoa que ali estava.

eu: o quê que estás aqui a fazer ? - disse baixo, devido ao sono.

ele: não tem piada estar a ver um filme se não estiveres lá - sorriu.

eu: tu andaste a fumar alguma coisa ? - perguntei afundando mais a minha cabeça na almofada.

ele: não parva - riu-se - só que apeteceu-me estar contigo.

eu: mas eu estou a morrer de sono - reclamei, fazendo-o acariciar o meu rosto.

ele: dorme então, ninguém te impede - continuou a acariciar-me.

eu: óh, mas tu estás aqui - falei fechando os olhos.

ele: pronto, eu vou-me embora então - deixou de me tocar e levantou-se, pronto para sair dali, quando o puxei e o fiz cair novamente sobre a cama. eu não queria que ele se fosse embora, muito pelo contrário.

eu: não quero que vás - fiz voz de mimada - fica aqui comigo.

ele: à vontade princesa - tirou os chinelos e deitou-se na cama, por baixo dos cobertores deitado a meu lado. abracei-o instintivamente, sendo retribuída por um dos seus braços, em redor do meu corpo.

eu: cheiras bem - comentei assim que o meu rosto foi de encontro com o seu peito.

ele: cheiro sempre - riu-se, fazendo o meu rosto ir para a frente e para trás.

eu: convencido - ri-me fracamente, o sono ainda não tinha desaparecido.

ele: não curti o que fizeste - disse fazendo-me ficar confusa, estaria a referir-se ao que acabara de dizer ?

eu: chamar-te de convencido ? - separei-me do seu peito, olhando-o de seguida nos olhos.

ele: não, sabes bem que não é disso que estou a falar - olhou-me sério, nunca o tinha visto com aquela expressão.

eu: não sei não, estás-me a confundir justin - admiti.

ele: beijaste o eric - foi logo directo ao assunto - e sinceramente não gostei mesmo nada disso.

eu: olha que parvo, foi apenas um jogo - falei de uma forma como se fosse óbvio.

ele: não interessa, não curti - ajeitou-se na cama - neste jogo cabem dois, não três.

eu: óh idiota, achas que se eu quisesse algo com ele estaria agora aqui contigo ? - comecei a acariciar-lhe o braço - não tens motivos alguns para estar com ciúmes, sabes bem que o eric não me interessa para nada e para não falar que é namorado da ruth.

ele: não tem nada a ver, sendo ele irmão da tua melhor amiga está sempre perto de ti - respirou fundo - e não são ciúmes - disse firme, quase me fazendo acreditar, quase.

eu: deixa de ser otário, eu não quero nada com o eric nem nunca hei-de querer. ele não faz o meu tipo e é quase como um irmão, eu fui praticamente criada com ele - fui o mais sincera que pude - não são ciúmes ? então são o quê ? - perguntei, estava ansiosa para ver qual a sua formidável resposta.

ele: não gosto de ser passado por otário - começou a passar os dedos pela minha barriga.

eu: mas estás-te a fazer passar por isso - disse já fraca, por causa do seu toque - achas que eu alguma vez iria ter algo com o eric ? logo com o eric, justin ?

ele: garantes-me que não ? - foi subindo com os dedos, chegando ao meu peito.

eu: claro que garanto - disse quase num gemido.

ele: nem com o will ou até mesmo com o palhaço do tyler ? - colocou a mão por baixo do meu soutien.

eu: o will ? mein gott, que mente mais macabra - mordi o lábio inferior.

ele: e com o tyler, caitlin ? com ele, queres alguma coisa ? - apertou-me um dos meus seios.

eu: pára com isso - disse num murmuro, como se suplicasse.

ele: responde-me cailtin - continuou a brincadeira - queres alguma coisa com o tyler ?

eu: não - gemi - nem com ele, nem com mais ninguém. só contigo idiota - boa, tinha acabado de entregar o ouro ao bandido.

ele: gosto disso - retirou a mão de dentro do meu soutien, colocando logo de seguida sobre a minha anca - agora dorme - começou a brincar com a minha pele.

eu: és tão parvo que parece irreal - admiti rindo-me, colocando-me logo de seguida na posição inicial.

ele: porquê ? - chegou-se mais perto de mim, permitindo-me colocar o rosto numa posição mais confortável.

eu: porque primeiro fazes uma cena de ciúmes, depois provocas-me e agora mandas-me dormir.

ele: só queria ter a certeza que o jogo continuava - beijou-me a cabeça - e sem mais do que dois jogadores.

eu: é tudo uma questão de jogo, não é ? - perguntei curiosa.

ele: digamos que já tive mais certeza disso, do que agora tenho - ele teimava em falar por trocadilhos, o que me irritava imensamente.

eu: e se te apanham aqui ? - perguntei com um certo medo.

ele: não apanham, mal adormeças eu vou-me embora - admitiu - quero ver-te dormir, quero poder imaginar que é comigo que sonhas quando durante um sonho tu sorrires - disse fazendo-me ficar completamente arrepiada, ele conseguia ser bastante fofo quando queria, chegando mesmo a fazer-me acreditar que aquilo era bem mais que um simples jogo, mas só às vezes.

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 23:33
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50 pintinhos piu:
De petra. a 6 de Outubro de 2011 às 00:40
my god, adorei o capitulo!
De agnes hope a 6 de Outubro de 2011 às 00:52
amei, amei e amei.
De dan a 6 de Outubro de 2011 às 01:16
eu sinceramente já nem sei para quê que comento visto que digo sempre o mesmo :c está tão mega WOW , que eu nem consigo descrever , atchas isto bem ? o: e só por causa de ti é que estou acordada a estas horas ! e amanha tenho que me levantar cedo unf :c
eu dava este mundo e a cabeça do outro para estar no lugar da caitlin, carago :c
vá, vou dormir e depois eu venho aqui again oh «bico na boca» :c AHAHAHAHAH !
De daniela a 6 de Outubro de 2011 às 10:58
o justin foi super fofo no fim. que lindoooos *-*
e vê se desta vez não demoras tanto tempo a postar um novo capitulo, tá? aii a menina xd
De ▲ máei a 6 de Outubro de 2011 às 17:56
ai andrade, andrade (posso tratar-te por andrade?)
responde-me só a esta pergunta:
COMO RAIO É QUE CONSEGUES ESCREVER TÃOOOOO BEM? quer dizer concilias humor, ironia, amor, e a little bit of drama numa história maravilhosa!
juro-te pá, nunca me vou fartar das tuas fics +.+ 
(se não tiver ficado esclarecido, adoreiiiiii o capítulo)
De MónicaMonteiro a 6 de Outubro de 2011 às 19:56
http://monicanileyjemi.blogs.sapo.pt/
Postei um novo capitulo.
Passa por lá, comenta e sff divulga


:)


Beijos
De loucuras de uma mente sã a 6 de Outubro de 2011 às 20:02
Ai querida :o
vida de estudante é lixada. 
De ;Catherine a 6 de Outubro de 2011 às 20:28
opá, gosto tanto como escreves *-* 
q inveja :) 
adorei o capitulo, estes dois :t 
bj*
De rita mariz. a 6 de Outubro de 2011 às 20:46
que lindo !
asério, cada vez tenho mais a certeza que tu nasces-te para me fazer sonhar.
De inês silva- a 6 de Outubro de 2011 às 20:57
Adorei o capítulo *-*

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