The Only Exception
Terça-feira, 19 de Julho de 2011

ss - quinto. ♥

estava deitada na cama a descansar, a corrida que tínhamos feito matou-me por completo. peguei no telemóvel que estava em cima da mesinha  de cabeceira para ver as horas, o ecrã indicava serem 17:40h, ia bloqueá-lo quando recebi uma mensagem. o número era desconhecido, o que me deixou mais curiosa. abri a mensagem, e lá dizia um simples « preciso falar contigo, liga-me quando poderes. amo-te. »

ah , eu ia ligar a alguém que eu nem sequer conhecia. e melhor ainda, era amada por essa pessoa. será que era a minha mãe ? nãah, ela não me avisou nada sobre ter mudado de número. sinceramente estava curiosa, mas também não ligaria. se a pessoa estivesse tão interessada em falar comigo que ligasse ela.

acabei por cochilar um bocado, até ser acordada pelos abanões da payton. eita mulher grossa ! podia ter nascido com muitas qualidades, mas saber como acordar pessoas não estava de todo incluído nelas.

eu: quié ? - disse ainda ensonada, eu iria matar !

payton: anda jantar - abanou-me mais uma vez - não me obrigues a recorrer à água.

eu: já estou de pé - saltei da cama - que horas são ?

payton: 20:10h, agora mexe esse rabo enorme e anda-te embora - puxou-me.

quando me falam de algodão doce lembro-me de festas, quando me falam de vermelho lembro-me de sangue e quando me falam de falta de simpatia, a primeira coisa que eu penso é: payton ! como o justin já disse: doce como um limão !

peguei no telemóvel e coloquei-o no bolso dos calções. fui arrastada até à cantina, onde já toda a gente estava sentado a comer. servi-me e juntamente com a payton, sentei-me para comer.

ruth: que cara caitlin ! - começou a rir - parece que toda a gente te deve e ninguém te paga.

eu: diz antes: parece que queres dormir e ninguém te deixa - manifestei-me.

payton: ninguém te manda deitar a meio da tarde - levou uma garfada à boca, e após ingerir tudo completou - estás de férias babe, tens mais é que aproveitar e não fazer sestas.

eu: nhanhanhanhanha, para ti também - revirei os olhos - eu quero dormir ! - falei demoradamente.

chris: estás pior que daquela vez que foste fazer escalada - não evitou rir-se.

ele: ui, tu a fazeres desportos radicais ? - apontou para mim - que perigo ! se bem que não existem bolas lá, logo o perigo é menor - desatou-se a rir juntamente com os outros palhaços que estavam na mesa, a qual ainda chamo de amigos.

eu: e se fosses levar num sitio que eu cá sei ? dizem que é óptimo - esforcei um sorriso.

ele: vens comigo ? - fez um movimento 'cima/baixo' com as sobrancelhas.

eu: não ! - ergui a sobrancelha - eu contigo não vou a lado nenhum - protestei.

ele: ambos sabemos que se eu quisesse até vinhas - olhou-me nos olhos - tu não me consegues resistir - mordeu o lábio inferior, fazendo-me arrepiar e ter vontade de o agarrar ali e beijá-lo, sem me preocupar minimamente com o que iria acontecer futuramente, mas como sempre, optei por o controlo.

eu: és tão irresistivel como uma uva passa - ironizei - quando é que percebes que daqui não levas nada ?

ele: quando o teu corpo deixar de reagir como reage com a minha presença - falou serio, fazendo-me arrepiar.

will: parece que desta vez não vais ficar mal justin - começou-se a rir.

ele: em quê ? - perguntou confuso, desviando o seu olhar para o dele.

eric: ele quer dizer que já não tens nada que te impeça, este verão tens tudo nas tuas mãos.

payton: do quê que vocês estão para aí a falar ? - falou lendo os meus pensamentos.

chris: é que o justin o verão passado ... - foi interrompido.

ele: o justin nada - lançou-lhe um olhar ameaçador - coisas nossas - desvalorizou o assunto.

payton: sabes bem que eu vou conseguir descobrir, não sabes ?

ele: sei, e só te peço que nesse momento guardes segredo - pediu de uma forma bastante fofa.

payton: é assim tão grave ? - começou a ficar assustada.

ele: não é a questão de ser grave ou não, é a questão de que é algo que eu não queria que se soubesse, quer dizer, pelo menos uma pessoa - bebericou um pouco do seu sumo de laranja.

ruth: e eu acho que sei quem é essa pessoa - provocou.

eric: todos nós sabemos - concluiu - quer dizer, nem todos não é caitin ?

eu: hãn ? o quê que tenho eu ? desta vez não fiz nada, juro - disparatei sem perceber.

will: caitlin, às vezes era quem te desse dois estalos nessa cara - revirou os olhos, deixando-me confusa.

eu: , porquê ? - fiquei totalmente escandalizada - o quê que eu fiz agora ?

chris: tão inteligente para umas coisas e tão burra para outras - constatou, ofendendo-me - tu ao menos ouviste o que estávamos a falar ?

eu: sim - olhei para ele - mas sinceramente é um assunto que não me interessa, não é nada sobre mim portanto - ripostei com uma ponta de ciúmes.

epá, não me venham dizer que ele estava a falar de amigos porque não estava. percebeu-se logo que se referia a alguma rapariga e queriam que eu fizesse o quê ? não era obrigada a ouvir, e nem fazia intenções disso. quanto mais comentar o assunto.

este verão eu queria que fosse diferente, queria que ele deixasse de mexer comigo da forma que mexe. mesmo quando namorava com o tyler, ele continuava a deixar-me de pernas bambas. meu deus, porquê que ele têm que ser tão irresistível ? porquê que ele tem que ter este efeito todo sobre mim ? quando estava com ele parecia não haver tyler, não haver mesmo nada se não ele. o mais irónico, é que eu sabia que isto era uma perda de tempo, porque como ele me tinha deixado bem claro: éramos só amigos.

chris: esquece, não vale mesmo a pena - revirou os olhos e recomeçou a comer.

eric: o pior cego é aquele que não quer ver - protestou.

eu: e muito ajuda quem não atrapalha - ripostei.

ruth: o quê que isso tem a ver ? - perguntou enquanto ergui a sobrancelha direita.

eu: nada - soltei um riso pelo nariz - mas como ele estava numa de filosofo, decidi também ser - dei uma de ombros.

payton: eu não acredito ! - disse bastante alto, levando a mão à boca logo de seguida. toda a gente nos olhava, inclusive os monitores e a directora, que passado algum tempo voltaram às suas conversas.

payton: é, não é justin ? - olhou séria para ele - desde quando ?

ele: dois - suspirou - não consegui admitir a tempo - mudou por completo a sua expressão.

payton: tu sempre soubeste não foi idiota ? - referiu-se ao eric.

eric: sim, mas não era nada comigo, por isso não me meti - deu uma de ombros.

payton: tu sabias de tudo will, e mesmo assim não me disseste nada - disse chocada.

will: desculpa amor - parou completamente de falar - quer dizer, payton.

toda a gente ficou surpreendido com aquilo do will, eu já estava à nora daquela conversa. sentia-me totalmente noutro planeta, mas voltei logo à terra quando ouvi da sua boca a palavra 'amor'. e mais uma vez eu tinha razão, o grande will ainda não esqueceu a payton.

...

fomos-nos todos sentar nas escadas que nos levavam até à porta do nosso quarto. a noite estava bastante calma, via-se o reflexo da lua no lago, dando uma vista linda. mal chegamos lá, o eric e a ruth deixaram-nos. o meu irmão foi para dentro, para mais uma vez se agarrar ao pc e falar com a sophie. eram os dois casais que nunca se largavam.

estava um clima bom entre nós, estava tudo calmo. enquanto falávamos de coisas totalmente estúpidas o will levantou-se repentinamente, deixando-nos confusos. pegou na mão da payton e pediu que ela fosse com ele não sei onde, da forma mais envergonhada da payton ela lá foi. tchau kristen, olá payton ! go best friend, go. ahahahah.

o meu telemovel começou a vibrar no meu bolso, fazendo-me rir instintivamente. acontecia sempre o mesmo quando ele vibrava na minha perna, ýa eu sou bué estranha, i know, but I like it. olhei para o ecrã, mas não conhecia o número.

ele: quem é ? - olhou para o visor do meu samsung GT-I9000 - galaxy s.

eu: não sei, não conheço o número - olhei para ele - atende tu - estendi-lhe o telemóvel.

ele: eu ? - ergueu a sobrancelha esquerda - porquê eu ?

eu: anda lá - fiz beicinho - se for algo importante depois dás-mo - estendi-lhe o telemóvel, ele pegou nele e atendeu, pondo depois em altifalante.

ele: sim ? - falou com tanta firmeza, que me fez estremecer.

- amor ? -disse o do outro lado, que logo reconheci a voz: tyler ao seu dispor.

ele: diz bebé - ironizou - quem és tu meu ?

eu: é o tyler - sussurrei surpreendida - não me passes, por favor !

tyler: quem és tu, idiota ? - perguntou já irritado - a minha namorada ?

ele: idiota é o teu pai, por ainda andar a alimentar um besta como tu - defendeu-se - eu sei lá da tua namorada, óh atrasado. aliás, tu por acaso tens alguma ?

tyler: justin ? - reconheceu-lhe a voz.

ele: é, a minha mãe teima em dizer que sim - gozou - o quê que tu queres ?

tyler: falar com a proprietária do telemóvel, como é óbvio - atacou - se quisesse falar contigo ter-te-ia ligado a ti e não a ela, não achas ?

ele: ela está no banho - soltou um risinho - queres que deixe algum recado ?

tyler: O QUÊ ? - gritou, assustando-me - não perdes-te mesmo tempo, pois não ? sempre foi isso que quiseste, não foi ?

ele: hmm hmm, isso e ovos de chocolate. adoro ! - troçou ainda mais do tyler.

tyler: chabalo, eu quando te apanhar vou-te rebentar todo ! - ameaçou - não sabes mesmo com quem é que te metes-te.

ele: sei sim, com um idiota com nome de estabelecimento - olhou-me nos olhos - não soubeste aproveitar, problema teu.

tyler: nem te atrevas a tocar-lhe puto, ela é minha - deu ênfase à palavra minha.

ele: eu trato-a bem, não te preocupes - acariciou-me o rosto - agora hasta, que ela acabou de sair do banho e eu não vou aguentar muito tempo vê-la só de toalha. tu compreendes, não é ? também és homem, ou melhor, um protótipo de homem - riu-se - é o tyler amor - fingiu estar a falar para mim, mas mesmo assim fez-me sentir as ditas borboletas na barriga, ao chamar-me de amor - es bem, eu não passo a chamada. podes estar descansada. ah, não te comeces já a vestir que ainda temos algumas coisas a tratar. tyler ? - chamou - o dever chama-me, porta-te - não o deixou responder, desligando logo de seguida.

eu: "não te comeces já a vestir que ainda temos algumas coisas a tratar" ? - tentei imitar a sua voz.

ele: desculpa - riu-se - foi mais forte que eu.

eu: obrigado - olhei-o nos olhos - por tudo que já fizeste por mim nestas duas semanas.

ele: não tens nada que agradecer - aproximou-se de mim - faço isto porque gosto de ti.

eu: eu também gosto de ti - sorri - és um óptimo amigo.

ele: ambos sabemos que sou mais que isso - provocou-me - escusas de tentar esconder o evidente.

eu: estás-te a tornar super convencido - queixei-me - eu não quero nada contigo - sem me dar tempo de continuar a frase aproximou a sua boca da minha, deixando apenas uma frágil cortina de ar a separar as nossas bocas, que a qualquer momento podia ser quebrada.

ele: admite que me vês mais do que um amigo - sussurrou, roçando os seus lábios aos meus - admite que me queres beijar - mordeu-me o lábio inferior, puxando-o. se a intenção dele era deixar-me indefesa, estava a fazê-lo na perfeição. não consegui mentir muito mais.

eu: eu quero beijar-te - falei num gemido, mordendo depois o meu lábio inferior.

ele: eu sabia - sussurrou e sem esperar colou os seus lábios aos meus, não deixando o beijo se prolongar. para acabar com o beijo, puxou-me o lábio inferior com a sua boca.

eu queria beijá-lo a sério, até ficar sem ar. queria poder sentir a sua língua, queria poder sentir o seu toque. admito ter ficado desanimada, eu queria bem mais que um simples toque de lábios e mordidas.

eu: isso na minha terra não é um beijo - protestei.

ele: queres um beijo a sério ? - aproximou-se do meu ouvido - para o teres tens que fazer só uma coisa.

eu: o quê ? - perguntei arrepiando-me com a sua respiração embatendo no meu pescoço.

ele: tens que ser tu a dar-mo - mordeu-me o pescoço, fazendo-me arrepiar toda. o que não lhe passou despercebido, e que lhe proporcionou um riso vencedor - isto é como um jogo.

eu: mas eu não sei as regras - olhei-o nos olhos quando se afastou de mim.

ele: nem precisas, só precisas de saber uma coisa - levantou-se.

eu: o quê ? - levantei-me de seguida - o que é agora ? - fiquei curiosa.

ele: que por agora está tudo nas tuas mãos - puxou-me pela cintura - ou jogas e vês onde te leva, ou desistes e esqueces. agora só depende de ti.

eu: nunca fui do tipo que desiste - sorri - vou jogar, até ter o meu objectivo concluído.

ele: e qual é o teu objectivo ? - fitou os meus lábios.

eu: ter-te - fui directa - vais acabar por ser meu.

ele: não sejas tão optimista, eu não sou de ninguém com tanta facilidade.

eu: nem quero que seja com facilidade - aproximei o meu rosto do dele - quanto mais difícil, melhor bieber. só paro quando ouvir da tua boca um amo-te.

ele: nunca o disse, a ninguém. o que te faz crer que to direi a ti ? - perguntou realmente curioso.

eu: não te direi, no fim irás perceber o que tenho de tão diferente - sorri e sem tocar as nossas bocas lambi-lhe os lábios, fazendo-nos fechar os olhos.

ele: é agora que me beijas ? - sussurrou e soltou uma gargalhada baixa.

eu: não, é agora que ficas a desejar - encostei os meus lábios aos dele, dando-lhe um simples bate-chapas afastando-me logo de seguida - prepara-te bieber, porque a partir de agora quem joga sou eu e não penso jogar limpo - provoquei-o, fazendo-me sentir bastante bem.

ele: num jogo há sempre duas pessoas: o vencedor e o vencido. e no que diz respeito a este jogo, eu domino - sorriu-me - por isso muito cuidado beadles, é que o ameaçador pode passar a ser a vitima.

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 00:25
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48 pintinhos piu:
De Rita a 19 de Julho de 2011 às 00:44
really I loveee this :)
adoro a tua maneira de escrever, arranjas sempre maneira de eles terem sempre resposta um para o outro e eu adoro isso :p
epah eles gostam mesmo bué de provocar e isso torna aqui a story bem interessante xD
beijinho ^^
De ▲ máei a 19 de Julho de 2011 às 01:02
ai god, que capítulo +.+
sabes o que é perfeito? 
adorei, principalmente esta última parte o:
De agnes hope a 19 de Julho de 2011 às 01:05
sim, vou ser repetitiva: amei.
De i. a 19 de Julho de 2011 às 01:35
Amo ou melhor VENERO este capitulo. Está simplesmente perfeito!!!
Este Bieber é demais ahahah "num jogo há sempre duas pessoas: o vencedor e o vencido. e no que diz respeito a este jogo, eu domino"  Amei mesmo
De divadamaso a 19 de Julho de 2011 às 01:37
oh patrícia fofinha, e tu acabas um capítulo assim ? achas isso bem ? :c


sabes que para uma belieber não é fácil ler isto sem se arrepiar , certo ? $:
De a a 19 de Julho de 2011 às 01:42
fdç, adorei!
De carina soares a 19 de Julho de 2011 às 02:32
estou sem palavras para descrever este capitulo. amei.
De I.M.B a 19 de Julho de 2011 às 02:50
Adoro,o capitulo está super lindo *.*
Adoro a maneira como escreves e como descreves as coisas :D
De Dih'h ❁ a 19 de Julho de 2011 às 11:25
Bem...que grande capitulo! Foi espetacular e tu, acabas sempre em grande.
Grande mulher que é a Caitlin!
Joguinhos desses, quem é que não gosta? ^^
Kisses **
De мιηηιє Deяανιη Acкℓєs ♥ a 19 de Julho de 2011 às 12:50
OMG!
Só provocação!!!!Adoreyyyy
superiper ansiosa pro proximo!!!
Beijinhos querida

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