The Only Exception
Sábado, 9 de Julho de 2011

ss - terceiro. ♥

acordámos com a voz dos monitores a chamar-nos com megafones, odiava ser acordada dessa forma, punha-me sempre com mau humor. levantei-me frustrada pelo pouco tempo que tinha conseguido dormir. passara a noite toda a ver com que lentidão os ponteiros do relógio se moviam, e na altura que consigo adormecer, os ditos cujos decidem viajar à velocidade da luz.

o meu cabelo estava todo despenteado de tantas voltas que tinha dado na cama, e para piorar: dormi com ele molhado. conclusão: bill kaulitz 2.

arranjei-me conforme as actividades: sapatilhas e cabelo preso. nunca me poderia arriscar a sandálias durante o dia, pois haviam sempre actividades em que usá-las, seria um autêntico atentado aos meus doces pés, quanto mais usar cabelo solto. seria uma tentativa de suicídio, com o calor que fazia. quando acabei de fazer o meu habitual puxo e colocar a minha fita de duas tiras meia dourada, saí do quarto. hoje não estava com paciência para esperar por ninguém, queria comer e voltar para a cama, mas visto ser impossível contentei-me com o comer.

estava pouca gente no refeitório, é raro alguém optar por comer lá dentro, quando nos dão a oportunidade de comer lá fora. mas hoje, apeteceu-me tomar o pequeno-almoço lá dentro. o motivo ? não tinha. apetecia-me e pronto.

dirigi-me até ao balcão e escolhi o que queria, peguei no tabuleiro e levei-o até a mesa. sentei-me e comecei a brincar com os cereais dentro do leite.

lembrei-me de algo mesmo desproporcional aquela altura: o tempo em que eu e o meu irmão discutíamos pelo brinde do chocapic. lembro-me de termos uma colecção disso enorme, todos os brindes que vinham eram colocados numa caixa, para mais tarde brincarmos. eram raras as vezes que o fazíamos, o que mais gostávamos era mesmo de os coleccionar. a inocência nunca teve explicação.

ele: posso ? - assustou-me com a sua chegada, originando logo um sorriso trocista.

eu: claro - olhei para ele - até parece que é preciso perguntar.

ele: sabe-se lá, louca como és - sentou-se - sabes que o objectivo dos cereais é serem comidos, não sabes ?

eu: a sério ? boa génio, eu não estava a conseguir perceber o que era suposto fazer com eles, ajudaste-me imenso - esbocei um sorriso sarcástico.

ele: a cate e o seu sempre bom feitio - ironizou.

eu: o justin e a sua enorme estupidez - ripostei seguida de uma gargalhada de ambos.

ele: o resto do pessoal ?

eu: quando saí do quarto, elas ainda se estavam a arranjar. já os rapazes não sei.

ele: era estranho se soubesses - olhou para mim desconfiado - a menos que nos espiasses.

eu: claro. sabes que o meu sonho sempre foi ver-te nu - ironizei - isso e ser a paris hilton - concluí.

ele: isso de me veres nu, eu já tinha desconfiado - provocou - quanto a quereres ser a paris hilton, acho que não vale a pena. és melhor.

não consegui impedir que o meu corpo reagisse a isso, originando um rosto totalmente corado da minha parte. não soube o que responder, até que a minha querida melhor amiga decidiu aparecer.

payton: não esperas-te por nós - sentou-se - e pior, ainda não comeste.

eu: a culpa é do justin.

ele: minha ? porquê ? - ergueu as sobrancelhas.

eu: porque disseste que eram para comer, mas esqueceste de me ensinar como o faria - provoquei.

ele: ui, queres que te dê à boquinha, é ?

eu: deixa de ser idiota - ri-me.

...

estávamos todos à espera da escolha de equipas. basquetebol seria definitivamente o meu fim, era boa em atletismo, ginástica e tudo que não incluísse bolas, para além do volei, como é óbvio.

will: rapazes contra raparigas ? - propôs - era uma boa ideia.

eric: mesmo - juntou-se à conversa - assim provávamos qual é o sexo que predomina.

eu: querido eric, ambos sabemos que no que diz respeito ao peso vocês predominam, mas quanto à inteligência, ninguém nos ganha.

payton: mais que apoiado.

ele: mas como não vamos jogar o jogo do 24, vocês vão ser esmagadas.

ruth: esmagadas vão ser as vossas cabeças se continuarem a armar-se em machos latinos.

will: acho que o desporto que tu dominas é o boxe, ruth - disse assustado, fazendo-nos rir.

monitora: rapazes contra raparigas, então ?

todos: sim.

monitora: então pronto, já sabem as regras, certo ?

monitor: e com isso queremos dizer que não vale esmagar nada, entendido ? - olhou para nós.

ruth: está - disse contrariada.

monitor: então podem começar. a bola começa nas raparigas.

eric: isso não é justo.

payton: cala-te - olhou para ele - o que não é justo é vocês terem o dobro do nosso tamanho.

will: ui, senti um cheiro a medo - provocou.

payton: é o que faz não tomares banho - atacou-o logo.

ele: sempre doce como um limão, esta rapariga.

chris: vão dois ao meio e quem tocar na bola primeiro, é a equipa que começa. prático.

will: isso já é justo.

monitor: então vai o capitão de cada uma das equipas.

will: grande justin, chegou a vez de mostrares que não és só garganta.

ele: com todo o prazer - gabou-se.

maja: eu acho que devia ser eu a capitã.

ruth: ai é ? então e porquê ?

maja: porque eu sou a filha da directora, sou a melhor e a mais bonita.

eu: sim, se formos comparar a tua beleza a de um manatim - riram-se todos - acorda miúda, não vais ser tu a capitã desta equipa.

maja: então e porquê ? - perguntou irritada.

eu: não sei se sabes o significado de equipa, mas de qualquer das formas, implica ser uma escolha unânime, e não a opinião de uma só jogadora.

maja: e propões quem ? - torceu o nariz.

eu: todas, menos tu - imitei a sua cara - quem é que vai ?

payton: tenho uma boa sugestão.

ruth: chuta.

eu: não babe, agora é: lança - rimos-nos - diz lá.

payton: tu - olhou para mim - és boa a saltar.

eu: e péssima com bolas - recordei-lhe.

ele: se o teu problemas são as bolas eu posso-te ajudar - olhou para mim com um ar perverso.

todos se riram menos eu, fiquei estática naquele momento. eu iria-o matar, mas é que iria mesmo ! mas só depois da vergonha passar.

ruth: és tu e não se fala mais nisso - olhou para os monitores - já escolhemos, é a caitlin.

monitora: então ponham-se todos apostos - ordenou - cesto esquerdo dos rapazes e direito das raparigas.

monitor: um, dois, três - apitou e atirou a bola ao ar.

saltamos ao mesmo tempo para ver quem tocava primeiro na bola, como era de esperar os nossos corpos chocaram e eu incrivelmente senti-me nervosa ao senti-lo tão perto de mim, mesmo que tivesse sido numa fracção de segundos. consegui ser eu a primeira a tocar na bola, permitindo ser a minha equipa a primeira a jogar.

sem sequer ser planeado ele ficou a defender-me, ou seja: tinha que estar sempre a sua frente ou ele na minha. quando eu dizia ser péssima com bolas, não estava a exagerar, em nada. fiz não sei quantos caírem, por irem contra mim. e era magra, imagina se fosse gorda, jesus.

quando ele conseguiu agarrar a bola e foi driblando até ao cesto, e lançar a bola, decidi ir ao ressalto. eu sempre fui péssima em decisões, então naquela arrebentei com a escala. sem sequer perceber como, dei-lhe uma cotovelada na boca, fazendo-o sangrar da mesma. eu já tinha visto gente desastrada, mas como eu era a primeira vez.

o jogo parou logo, senti-me culpada por aquilo. mas mesmo assim não consegui deixar de rir, não sei se era do nervosismo, só sei que me desatei a rir.

eu: estás bem ? - aproximei-me dele, ainda a rir-me.

ele: não - abanou o maxilar exteriormente com as mãos - tu és um perigo, miúda.

eu: desculpa - parei de me rir - anda por gelo.

monitor: justin, estás bem ?

ele: não - olhou para mim - mas hei-de ficar.

eu: vou levá-lo até à enfermaria, está bem ?

monitora: está bem, ide lá.

fomos até à enfermaria, quando expliquei o que tinha acontecido, ela apenas me conseguiu dizer "sempre a fazer estragos, não é caitlin ?" eu não tinha culpa de me terem posto a jogar. eu disse que era péssima, ninguém quis crer em mim, é o que dá. saímos rápido de lá dentro, foi o que bastou para ele conseguir bochechar e limpar a boca de sangue e a enfermeira lhe entregar gelo.

eu: estás melhor ? - mordi o lábo inferior.

ele: eu acho que devias ser proibida de jogar qualquer desporto que impusesse o uso de bolas - olhou para mim - tu conseguiste pôr-me a sangrar da boca - queixou-se - isso não é normal.

eu: foi um acidente - tentei defender-me - e isso não foi nada demais.

ele: nãah, imagina se fosse: três costelas partidas, um braço partido, olho pisado e orelha aberta.

eu: não gozes - comecei-me a rir - eu prometo que apartir de agora, não me aproximo de ti enquanto houver bolas ao barulho.

ele: é mesmo o melhor - riu-se - au - queixou-se levando a mão à boca.

eu: achas que aquilo já acabou ? - sentei-me em cima de uma mesa.

ele: não sei - sentou-se à minha beira - só espero ter ganho.

eu: que lata - olhei para ele de esguelha - não mereces mais que nós.

ele: mereço pois. fui agredido, mereço tudo - ripostou.

eu: dramáticooooo - gozei - é por isso que não tens namorada.

tá, nada melhor que arranjar pequenos pretextos para conseguirmos angariar informação necessária.

ele: ou isso, ou por não querer ninguém - olhou para mim - acho que até agora nunca nenhuma miúda me conseguiu conquistar.

eu: se calhar não dás hipóteses para que ela o faça - mordi o lábio.

ele: talvez. mas estou a tentar mudar disso - olhou-me nos olhos - estou só à espera que ela tente.

eu: porquê que não tentas tu ? - a conversa estava a ir por um caminho muito desconhecido.

ele: porque aqui a questão é conquistar-me, não eu a ela - desviou o olhar - e lá vêem eles.

olhei na direcção em que ele olhava e pude ver que vinham bastante cansados e animados. mal chegaram à nossa beira os rapazes espalharam a sua felicidade, a vitória tinha sido deles. grande admiração.

o justin mal soube, saltou para o meio deles todos para comemorar. e estava muito mal - como ele queria parecer -, imagina se estivesse bem. estava toda gente bem, menos a ruth, que parecia bastante irritada.

decidimos ir para dentro, para almoçar. estávamos todos famintos, parecendo que não, quase matar pessoas dava fome, ahahah. quando entramos pudemos sentir o cheiro a massa branca e carne picada, ai minha mãe, este era o meu fim, iria sair dali a rebolar. cada um preparou o seu prato e sentamos-nos na mesa.

eu: o quê que tens ? - perguntei preocupada.

ruth: nada - tentou desvalorizar o assunto - nada que não se resolva.

pela primeira vez a directora não se encontrava naquele recinto, provavelmente tinha saido, visto que ela nunca perdia uma refeição. estavam todos animados à excepção do meu irmão - certamente estava com saudades da sophie -, e da ruth que não conseguia esconder nem um bocado a sua irritação. a única coisa que consegui perceber, foi que o problema dela tinha um nome: maja. os olhares entre as duas eram notórios, assim como a raiva da parte da ruth e a provocação da parte da maja.

quando acabamos de almoçar, decidimos ir lá para fora. esta tarde iríamos tratar da preparação para as boas vindas ao verão e a mais um ano ali. fazíamos sempre isso, no dia a seguir a chegarmos.

eu: o quê que se passa com a ruth ? - perguntei à payton.

payton: não faço a mínima, mas desde o jogo que está assim.

ruth: eu juro que vou matar aquela grandessíssima filha de um saco de batatas ! - disse irritada e chegando à nossa beira.

eu: calma mulher - fiquei assustada com a sua chegada - o quê que se passou ?

ruth: foi a idiota da maja que no jogo todo se teve a fazer ao eric e no fim teve a lata de me dizer, para relembrar todos os verões que tive com ele, porque a partir de agora não passariam disso mesmo: de lembranças. pois ele iria-mo tirar - revirou os olhos - eu não sei se me hei-de rir com essa piada ou bater-lhe por tanta estupidez e arrogância.

payton: isso são ciúmes ? - fez uma cara estranha - é que se são, estão a ser representados de uma forma bastante estranha.

ruth: não são ciúmes - suspirou - eu estou é irritada por aquela miúda me ter ameaçado. eu juro-te que ainda este verão eu vou com a cabeça dela para casa, só para representar a grande boa acção que fiz: matá-la.

não consegui deixar de rir, até quando ela estava irritada conseguia ser cómica. mas realmente era uma enorme piada isso da maja tirar o eric à ruth. é que nem nos seus mais profundos sonhos o conseguiria fazer. primeiro porque a ruth é bem melhor que ela e segundo, porque é a maja ! por amor de todos os santos existentes, a maja !

ele: caitlin ? - chamou-me - vem cá - pediu.

eu: já venho - saí da beira delas e fui até à sua - diz.

ele: lembras-te de te ter oferecido ajuda com as bolas ?

eu: sim ... - olhei para ele seriamente assustada - que tem ?

ele: relaxa - riu-se - não são essas bolas tarada - riu-se ainda mais - anda comigo - puxou-me pelo braço, deixando toda a gente para trás.

levou-me até ao campo, onde à horas o tinha agredido. largou-me e foi buscar uma das bolas que se encontrava num carrinho lá perto. aproximou-se de mim e lançou, acertando logo, agarrando depois a bola.

ele: tenta - mandou-ma - não tenhas medo.

fiz o que ele me pediu, falhando por completo. eu era um desastre naquilo, e a chamar-me de desastre estava a ser bastante modesta.

ele: com calma - aproximou-se de mim - assim - agarrou na bola e exemplificou.

eu: não consigo - cruzei os braços - não nasci para isto.

ele: dramáticaaa - riu-se - eu ajudo-te - aproximou-se de mim e agarrou-me por trás - deixa-te ser comandada por mim.

fiz o que ele me pediu, deixei o meu corpo à sua mercê. ele colou os nossos corpos, fazendo-me arrepiar totalmente. com um sussurro no pescoço disse-me para lançar. com as suas mãos sobre as minhas, assim o fiz, lancei e estranhamente encestei.

não me consegui afastar dele, deixando-me ficar na mesma posição. sentia-o a respirar no meu ouvido, senti o seu cheiro a tomar conta de mim e as suas mãos ainda juntas das minhas. não estava a saber como reagir, a minha respiração estava acelerada e o meu coração batia como nunca. ele estava a tomar totalmente conta do meu corpo, eu estava sob o seu comando e incrivelmente estava a gostar.

ele: vês ? não foi dificil - afastou-se de mim.

eu: contigo aqui não - tentei recompor-me - mas tu não vais estar sempre presente para me ajudar.

ele: nestas férias vou, sempre que precisares estarei disponível - sorriu-me - vamos lá tentar de novo.

 e aqui está a monitora e o monitor.

estás a ler:
publicado por p;αndяαde. ॐ às 03:23
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37 pintinhos piu:
De agnes hope a 9 de Julho de 2011 às 04:10
que lindoooo.
amei mais uma vez.
De Ana Silva ♥ a 9 de Julho de 2011 às 11:02
como é que eu eide dizer....
AMEI, tipo eles vao andar *--*
Jus+Caitlin = PI FELIZ *--*
De a a 9 de Julho de 2011 às 11:11
sempre foi essa a minha intenção (a) xD
De carolina lewis a 9 de Julho de 2011 às 12:12
aww, que perfect (:
beijinho.
De maggie. a 9 de Julho de 2011 às 14:31
ai, estas raparigas são o máximo ! xD
a caitlin é perigosa o.o eu também sou um desastre com bolas.. ^^'
GOD, tão fofinhos! :3 @
quero mais, adoro a tua escrita (:
De Eli a 9 de Julho de 2011 às 14:42
*inicio momento histérico* AHHHHHHHHHH! OMG! *.* *fim momento histérico* Eu amei o capítulo, e sobretudo amo estes dois +.+
 Parabéns, beijinhos :)
De rita mariz. a 9 de Julho de 2011 às 15:19
acho que não é necessário dizer nada, adorei.
De a a 9 de Julho de 2011 às 15:57
ai isto passa xD
De ▲ máei a 9 de Julho de 2011 às 17:16
omd, tu e a ironia xb 
adoroooooo :)
muito bom, para variar xb
De ▲ máei a 9 de Julho de 2011 às 17:44
mas quando usas, usa-la muito bem, e já tinha reparado nos  outros dois xb

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